Neste domingo (30), o presidente Jair Bolsonaro (PL) recepcionou o time do Flamengo, campeão da Libertadores da América, na base aérea do Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Além disso, junto a alguns jogadores, o mandatário levantou a taça conquistada pelo time.
Bolsonaro recebe time do Flamengo e ergue taça da Libertadores
Neste domingo (30), o presidente Jair Bolsonaro (PL) recepcionou o time do Flamengo, campeão da Libertadores da América
A princípio, a delegação sairia pelo Terminal de Cargas de forma discreta, porém, o encontro com Bolsonaro, candidato à reeleição, mudou os planos. Em cumprimento às orientações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o clube não levou ônibus ou qualquer veículo personalizado.
Sem comemoração
Na noite de sábado (30), o Flamengo havia publicado uma nota após a vitória contra o Atlético Paranaense informando que “considerando a realização do segundo turno das eleições presidenciais na mesma data do retorno de nossa delegação ao Rio de Janeiro”, “teve que se comprometer a não realizar qualquer festividade pública para recepção de nossos atletas e comemoração do título ao lado de nossa torcida”.
Ademais, o documento, assinado por Rodolfo Landim, presidente do clube, informa que, após reunião realizada com representantes da Polícia Militar, da Polícia Federal e do próprio TRE-RJ, alinhou medidas para mitigar impactos viários e garantir a ordem e segurança pública.
Dessa forma, o rubro-negro informou que não iria comemorar o título para não atrapalhar as eleições do segundo turno.
Comboio de Bolsonaro
Contudo, mesmo após o clube divulgar medidas a fim de evitar aglomeração de torcedores neste segundo turno das eleições, Bolsonaro votou na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, e seguiu em comboio até o Galeão.
Durante o comboio, Bolsonaro acenou com o corpo para fora do carro e foi respondido ao som de buzinas.
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De acordo com Alberto Rollo, especialista em Direito Eleitoral,a legislação eleitoral proíbe carreatas em dia de eleição, sob risco de multa. Além disso, caso haja pedido de votos, o ato é caracterizado como boca de urna, um crime eleitoral.
“Se puder caracterizar carreata, poderia ser considerado ato de propaganda, proibido no dia da eleição. Poderia ser dito, porém, que é comemoração pelo Flamengo”, afirmou Henrique Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Imagem: Reprodução / Redes sociais
