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Brasileiros receberam de volta R$ 1,7 bilhão; descubra o motivo

O sistema que possibilitou a devolução é uma espécie de garantia que cobre os prejuízos causados por falhas operacionais na Bolsa. Veja!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Cédulas de 50 envoltas em elástico amarelo, notas de 100 reais e moedas

Neste mês de fevereiro, a BSM Supervisão de Mercado, responsável pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP), divulgou o segundo balanço da funcionalidade. Dessa forma, nos últimos 12 meses, foram realizadas 584 solicitações de ressarcimento por meio do MRP, com um valor médio de R$ 19.371,00. No entanto, o valor médio da devolução foi de R$ 16.058,00.

Assim, o MRP, que é formado em parte por recursos das próprias corretoras, é uma espécie de garantia que cobre os prejuízos causados por falhas operacionais em operações da Bolsa ou na prestação de serviços de custódia. Ademais, a empresa que o administra, a BSM, também é responsável por supervisionar e fiscalizar as operações e os participantes dos mercados administrados pela B3. 

Dinheiro de volta

Em síntese, aqueles que se sentirem lesados em algum tipo de investimento podem pedir o ressarcimento de até R$ 120 mil, devido a problemas como:

  • Execução de operações sem ordens, infiéis ou inexecução de ordens;
  • Falhas em ferramentas de negociação; e
  • Perdas decorrentes de liquidação extrajudicial de corretora. 

Contudo, não integram a cobertura os prejuízos relacionados a condições ruins de mercado, como oscilações nos preços dos ativos.

De acordo com os dados do MRP, a taxa de procedência das reclamações a cada mês ficou entre zero e 17%, durante os últimos 12 meses, sendo que os casos mais comuns de recusa do ressarcimento são aqueles em que os investidores não conseguem comprovar as perdas.

Portanto, a devolução do dinheiro totalizou um valor de R$ 770 mil nos últimos 12 meses. Em contrapartida, os pedidos de ressarcimento totalizaram cerca de R$ 10 milhões.

Embora o valor total devolvido tenha aumentado nos últimos anos, o número de pedidos caiu no mesmo período, sendo que em 2022, o número de novos pedidos foi de 481, já em 2021 foi de 803 e 1.164 em 2019.

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Falhas no sistema

Enfim, o motivo mais comum para o solicitação do dinheiro de volta foram as falhas nas plataformas de negociação das corretoras, ou home brokers, sendo 34% dos casos. Já os casos vinculados a envio de ordens correspondem a 24%.

“Assim como qualquer sistema eletrônico, as plataformas de negociação podem apresentar instabilidade, interrupção de serviços ou atraso na disponibilização de informações. Tais problemas podem prejudicar o investidor que esteja realizando alguma operação no momento da falha. Por isso, as corretoras devem disponibilizar canais alternativos aos investidores para envio de ordens – via telefone, por exemplo”, ressaltou a B3, em comunicado.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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