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Brasileiros receberam de volta R$ 1,7 bilhão; descubra o motivo

O sistema que possibilitou a devolução é uma espécie de garantia que cobre os prejuízos causados por falhas operacionais na Bolsa. Veja

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Cédulas de 50 envoltas em elástico amarelo, notas de 100 reais e moedas

Neste mês de fevereiro, a BSM Supervisão de Mercado, responsável pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP), divulgou o segundo balanço da funcionalidade. Dessa forma, nos últimos 12 meses, foram realizadas 584 solicitações de ressarcimento por meio do MRP, com um valor médio de R$ 19.371,00. No entanto, o valor médio da devolução foi de R$ 16.058,00.

Assim, o MRP, que é formado em parte por recursos das próprias corretoras, é uma espécie de garantia que cobre os prejuízos causados por falhas operacionais em operações da Bolsa ou na prestação de serviços de custódia. Ademais, a empresa que o administra, a BSM, também é responsável por supervisionar e fiscalizar as operações e os participantes dos mercados administrados pela B3. 

Dinheiro de volta

Em síntese, aqueles que se sentirem lesados em algum tipo de investimento podem pedir o ressarcimento de até R$ 120 mil, devido a problemas como:

  • Execução de operações sem ordens, infiéis ou inexecução de ordens;
  • Falhas em ferramentas de negociação; e
  • Perdas decorrentes de liquidação extrajudicial de corretora. 

Contudo, não integram a cobertura os prejuízos relacionados a condições ruins de mercado, como oscilações nos preços dos ativos.

De acordo com os dados do MRP, a taxa de procedência das reclamações a cada mês ficou entre zero e 17%, durante os últimos 12 meses, sendo que os casos mais comuns de recusa do ressarcimento são aqueles em que os investidores não conseguem comprovar as perdas.

Portanto, a devolução do dinheiro totalizou um valor de R$ 770 mil nos últimos 12 meses. Em contrapartida, os pedidos de ressarcimento totalizaram cerca de R$ 10 milhões.

Embora o valor total devolvido tenha aumentado nos últimos anos, o número de pedidos caiu no mesmo período, sendo que em 2022, o número de novos pedidos foi de 481, já em 2021 foi de 803 e 1.164 em 2019.

Falhas no sistema

Enfim, o motivo mais comum para o solicitação do dinheiro de volta foram as falhas nas plataformas de negociação das corretoras, ou home brokers, sendo 34% dos casos. Já os casos vinculados a envio de ordens correspondem a 24%.

“Assim como qualquer sistema eletrônico, as plataformas de negociação podem apresentar instabilidade, interrupção de serviços ou atraso na disponibilização de informações. Tais problemas podem prejudicar o investidor que esteja realizando alguma operação no momento da falha. Por isso, as corretoras devem disponibilizar canais alternativos aos investidores para envio de ordens – via telefone, por exemplo”, ressaltou a B3, em comunicado.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

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