Na terça (15), Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou o PL 3401/2025 para acabar com supersalários no serviço público. A proposta na Câmara, busca limitar o acúmulo de benefícios financeiros adicionais, os chamados “penduricalhos”, que elevam o valor total recebido por servidores públicos acima do teto constitucional previsto para ministros do STF.
Proposta para limitar supersalários públicos é apresentada na Câmara dos Deputados
PL apresentado na Câmara visa acabar com supersalários no funcionalismo público, limitando benefícios e penduricalhos ao teto do STF.
Contexto e objetivo do projeto

O PL visa impedir que servidores públicos recebam valores acima do teto constitucional, que atualmente é de quarenta e seis mil, trezentos e sessenta e seis reais, valor correspondente ao salário dos ministros do STF.
A proposta surge em resposta à crescente demanda da população por maior transparência e equidade na remuneração do funcionalismo, diante das desigualdades salariais e críticas sobre privilégios no serviço público.
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Benefícios e vantagens financeiras no foco da proposta
O projeto estabelece que, ao somar todas as parcelas de remuneração — sejam salários, proventos, pensões, vantagens pessoais ou bônus — o total não poderá ultrapassar o teto constitucional. O texto também inclui pagamentos em atraso, recebidos por meio de decisões judiciais, e jetons provenientes da participação em conselhos de empresas estatais.
Exceções previstas para pagamentos indenizatórios
A proposta prevê exceções para alguns pagamentos de natureza indenizatória, considerados legítimos e previstos em lei, como auxílio-alimentação, diárias, auxílio-moradia (quando o servidor se desloca de cidade a trabalho), transporte, fardamento e auxílio em casos de invalidez. Esses valores ficam fora do cálculo do teto.
Limites diferenciados para estados e municípios
O projeto detalha que, enquanto o teto para servidores federais será o salário dos ministros do STF, nos estados o limite corresponderá à remuneração dos governadores e deputados estaduais ou distritais. Nos municípios, o teto será o salário dos prefeitos, respeitando as características orçamentárias locais.
O que entra no cálculo do teto salarial?
- Subsídios, proventos e pensões;
- Vantagens pessoais e bônus;
- Pagamentos fixos ou variáveis, independentemente do número de cargos ou órgãos;
- Valores atrasados pagos por decisão judicial;
- Jetons de conselhos em empresas estatais.
O que fica fora do cálculo?
- Terço de férias;
- Auxílio-alimentação;
- Diárias;
- Auxílio-moradia em caso de deslocamento;
- Transporte e fardamento;
- Auxílio por invalidez.
Transparência e fiscalização
Além da limitação dos pagamentos, o projeto prevê a criação de um portal nacional de remunerações, no qual estarão disponíveis todas as informações referentes aos vencimentos dos servidores públicos, permitindo ampla consulta pela sociedade. O texto também sugere a implementação de auditorias periódicas para garantir o cumprimento da legislação e reforçar a fiscalização.
Justificativa do autor do projeto
Segundo o líder do PT, o projeto é uma resposta direta à exigência da população por maior controle e ética no serviço público. A medida visa corrigir distorções que comprometem a confiança nos órgãos públicos, tornando a remuneração mais justa e transparente.
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Tramitação e próximos passos

Após o protocolo na Câmara dos Deputados, o PL 3401/2025 seguirá para análise em comissões temáticas, onde será discutido e poderá receber emendas antes de ser votado no plenário. A expectativa é que o projeto suscite amplo debate, especialmente entre servidores públicos, gestores e especialistas em administração pública.
Perguntas frequentes
Essa limitação afeta aposentados e pensionistas?
Sim, o projeto inclui proventos e pensões no cálculo do teto, visando evitar que esses pagamentos ultrapassem os limites estabelecidos.
Como o projeto pretende garantir transparência?
Com a criação de um portal nacional de remunerações públicas e a realização de auditorias periódicas para monitorar o cumprimento do teto.
Considerações finais
Diante das desigualdades salariais e do crescente escrutínio público, a limitação dos supersalários pode marcar uma mudança significativa no modelo de remuneração do funcionalismo brasileiro, impactando diretamente a transparência e a eficiência na administração pública.
