A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira, 1º, a proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para trabalhadores com salários de até R$ 5 mil por mês. O projeto, uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também prevê descontos progressivos para rendas de até R$ 7.350.
Hoje (1º), Câmara vota isenção do IR para trabalhadores com salários até R$ 5 mil
A Câmara dos Deputados vota hoje (1º) a proposta que isenta do Imposto de Renda trabalhadores com salários de até R$ 5 mil e cria descontos.
A medida é considerada estratégica para o governo em um ano pré-eleitoral, mas enfrenta resistência devido ao impacto fiscal estimado em R$ 25 bilhões anuais.
O que está em votação hoje na Câmara

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Isenção para salários até R$ 5 mil
A proposta amplia a faixa de isenção do IR, beneficiando diretamente trabalhadores assalariados da classe média. Até então, a isenção estava restrita a valores menores, o que mantinha milhões de brasileiros sujeitos à tributação.
Descontos progressivos até R$ 7.350
Além da isenção integral até R$ 5 mil, o texto prevê alíquotas reduzidas para quem recebe até R$ 7.350, de forma progressiva, o que deve aliviar a carga tributária de parte da população de maior poder aquisitivo.
Taxação sobre grandes rendas
O relator do projeto manteve a proposta de criar uma taxação adicional de até 10% sobre rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão por ano, como forma de compensação parcial da perda de arrecadação.
A estratégia política do governo
Promessa de campanha
A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil foi uma das principais bandeiras de Lula durante a campanha presidencial. O avanço da proposta é visto como cumprimento de promessa e fortalecimento da base governista no Congresso.
Ano pré-eleitoral
Com a proximidade das eleições municipais de 2026, a medida também possui caráter simbólico e político, pois beneficia diretamente trabalhadores urbanos, parcela importante do eleitorado.
O impacto fiscal
Estimativa de perda de arrecadação
O Ministério da Fazenda calcula que a medida pode representar uma redução de cerca de R$ 25 bilhões na arrecadação anual da União.
Debate sobre compensação
A grande discussão no plenário gira em torno de como compensar essa perda. Enquanto o governo defende a taxação sobre altas rendas, parte da oposição considera que o tema da compensação pode ser tratado de forma secundária, priorizando o alívio tributário imediato à população.
A posição da oposição
Críticas e apoios
Apesar de a oposição reconhecer o impacto fiscal, líderes partidários indicam que dificilmente votarão contra o aumento da faixa de isenção. O argumento é que a medida tem caráter social e seria impopular rejeitá-la.
Debate sobre responsabilidade fiscal
Parlamentares oposicionistas defendem que a compensação poderá ser revisada em governos futuros, reforçando a narrativa de que a responsabilidade fiscal deve ser garantida por meio de cortes de gastos e ajustes orçamentários, e não com criação de novos impostos.
Relatoria e condução do projeto
O relator do projeto, deputado Arthur Lira, manteve em seu parecer a linha do governo federal. Ele afirmou que a votação deve ocorrer com ampla maioria, já que o mérito do projeto é considerado consensual entre os parlamentares.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou a votação após almoço com o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o que consolidou o alinhamento político para avançar a proposta.
Perspectivas no Senado
Após aprovação na Câmara, o texto seguirá para análise do Senado Federal. A expectativa é de que a tramitação seja rápida, uma vez que a medida é popular e conta com apoio da maioria dos líderes partidários. No entanto, a discussão sobre fontes de compensação deve ganhar maior espaço no Senado, onde há maior pressão por equilíbrio fiscal.
Possíveis efeitos para os trabalhadores
Benefício direto
Milhões de trabalhadores com renda mensal até R$ 5 mil deixarão de pagar Imposto de Renda, o que aumenta a renda disponível e pode estimular o consumo interno.
Classe média aliviada
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A faixa progressiva até R$ 7.350 deve beneficiar profissionais que hoje pagam valores expressivos de IR, garantindo uma redução relevante na carga tributária.
Desafios futuros
Especialistas alertam que a ampliação da isenção pode pressionar ainda mais as contas públicas, exigindo do governo medidas de contenção de despesas ou aumento de tributos em outros setores.
O contexto da reforma tributária

Aceno à classe trabalhadora
A ampliação da isenção é vista como parte de um conjunto de medidas que visam equilibrar a carga tributária, aliviando os mais pobres e a classe média e redistribuindo o peso para os contribuintes de maior renda.
Complemento à reforma ampla
Embora não substitua a reforma tributária em andamento no Congresso, a medida serve como complemento ao esforço de modernizar o sistema e torná-lo mais justo
FAQ – Perguntas frequentes
1. Quem será beneficiado pela isenção do IR?
Todos os trabalhadores com salários mensais de até R$ 5 mil.
2. Como funciona o desconto progressivo até R$ 7.350?
Trabalhadores que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão alíquotas reduzidas de forma escalonada.
3. Quando a medida deve entrar em vigor?
A previsão é que a isenção comece a valer já em 2026, após aprovação na Câmara, Senado e sanção presidencial.
4. Qual será o impacto nas contas públicas?
O governo estima uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 25 bilhões ao ano.
5. Quem vai pagar mais impostos com a mudança?
Contribuintes que recebem acima de R$ 1,2 milhão por ano poderão ser taxados em até 10% sobre suas rendas.
Considerações finais
A votação de hoje na Câmara sobre a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil representa um marco para trabalhadores e para a política econômica do país. O texto deve ser aprovado com ampla maioria, mas a questão da compensação fiscal continuará sendo o grande desafio do governo.
A proposta, ao mesmo tempo que cumpre promessa de campanha, reforça a pauta social em um momento estratégico, com impacto direto na renda de milhões de brasileiros.
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