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Veja tudo o que você deve saber para fazer a gestão financeira de uma startup

Falta de uma boa gestão financeira pode representar o fim prematuro do negócio.

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Quem empreende sabe que uma boa gestão financeira é um pilar indispensável para atingir o sucesso da startup. Afinal, o planejamento financeiro garante o controle e a saúde financeira da empresa, ajudando a potencializar seus resultados econômicos. Uma gestão eficiente de recursos sem dúvida traz vantagens como a fácil identificação de oportunidades de investimento, o uso inteligente e otimizado dos recursos disponíveis e uma maior previsibilidade.

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“Toda startup que deseja escalar precisa pensar em um planejamento financeiro cuidadoso, além de um gerenciamento de fluxo de caixa eficiente”, diz Lícia Souza, CEO da WE Impact, venture builder que investe e desenvolve startups lideradas por mulheres. De acordo com ela, o planejamento fornece uma visão do todo, o que inclui receitas, despesas e impostos, auxilia na tomada de decisões da empresa e facilita a organização de uma rodada de captação de investimentos.

Como fazer a gestão financeira de uma startup?

Com base na sua experiência no desenvolvimento de startups, Lícia levantou algumas sugestões de como estruturar o planejamento e a gestão financeira de uma startup:

  • Comece pelo planejamento estratégico da empresa, pois é importante entender o momento que a empresa está, aonde ela pretende chegar e em que velocidade.
  • A partir daí, mapeie os custos fixos: na hora de elaborar seu planejamento financeiro, avalie primeiro os custos fixos, ou seja, aqueles que são recorrentes e essenciais para manter a empresa funcionando, considerando o crescimento almejado no planejamento estratégico. É um erro começar pela meta de receita, pois, durante a validação do produto, muita coisa pode mudar, e é preciso ter caixa para custear as contas básicas até a receita chegar.
  • Defina indicadores: coloque no radar outras informações que podem ser importantes, como lucro e ponto de equilíbrio (quando a receita recebida pela startup cobre todas as suas despesas). Em seguida, defina os indicadores que serão utilizados para mensurar o desenvolvimento da startup, como, por exemplo: Custo de Aquisição de Clientes (CAC), Receita Mensal Recorrente (Monthly Recurring Revenue, MRR), Receita Anual Recorrente (Annualized Run Rate, ARR) ou Retorno Sobre Investimento (Returning On Investment, ROI).
  • Desenhe cenários e preveja investimentos: é importante realizar benchmarks de outras empresas para entender como planejar o crescimento de receita, dimensionar a equipe, gastos e etc. Nesse momento devem ser levantados também quais são os custos variáveis do negócio e se é necessário prever compra de CAPEX. Tendo um bom planejamento financeiro, será mais fácil identificar o momento certo de buscar investimento para a startup. Quando essa hora chegar, calcule o valor dos investimentos necessários de acordo com as suas metas para outras áreas: custos com upgrade de serviço, marketing, entre outros.
  • Compare dados mensalmente: a partir do momento em que as informações de receita, despesas e lucros estão sendo registradas e acompanhadas, é possível saber se a startup está andando de acordo com o planejado e comparar o desempenho do negócio ao longo do tempo, criando um histórico e possibilitando análises antes de tomar qualquer decisão.

Mas quais são os maiores erros?

Por outro lado, também existem ações que podem ser fatais. Lícia alerta sobre alguns erros comuns na hora de montar um planejamento financeiro:

  • Não controlar o fluxo de caixa: esse é o principal motivo que leva à morte das startups, por isso, estar de olho no fluxo de caixa é muito importante. É ele que permite controlar recursos disponíveis, receita gerada em vendas, entrada e saída de fundos, histórico de pagamentos etc. Para acompanhar o caixa é fundamental ter as métricas de runway e burn rate, pois elas são estratégicas para todos os passos que a empresa vai dar, além de permitirem acompanhar o tempo de vida da startup.
  • Não conhecer o rendimento operacional da empresa: o trabalho pode ser otimizado quando os responsáveis pelo financeiro sabem quanto a empresa lucrou, de onde veio o investimento, qual o valor de giro, etc.
  • Não separar as contas pessoais das empresariais: quando quem comanda a gestão financeira do negócio também é dono, é bastante comum que as contas pessoais e empresariais acabem se misturando. Porém, é essencial separá-las para não onerar o fluxo de caixa nem comprometer o capital de giro da empresa.
  • Não analisar os gastos da empresa: principalmente em startups, cada gasto deve ser bem pensado e, mais do que isso, bem alocado. Para entender se a divisão dos gastos da empresa ocorreu de forma saudável, uma dica é usar o benchmark de 60% dos gastos com CAC (Custo de Aquisição do Cliente), 30% com CSP (Custo do Serviço Prestado) e 10% com demais despesas.

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Imagem: fizkes / Shutterstock.com

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