Você já ouviu falar de skiplagging? Caso não, esse termo tem abalado profundamente o mundo das companhias aéreas. O skiplagging é uma estratégia usada pelos passageiros para economizar em tarifas ao escolherem “destinos ocultos”. Em outros termos, é como se aproveitar de uma brecha de preços presente nas tarifas de viagens aéreas.
Conheça a estratégia para viajar mais barato que as companhias aéreas tanto escondem de você
Algumas pessoas estão usando uma estratégia para economizar em tarifas aéreas, desafiando as companhias. Saiba como funciona a prática
A prática é relativamente simples: o passageiro adquire uma passagem para determinado destino, mas com uma escala no local onde realmente deseja desembarcar. Para tornar essa ação possível, o passageiro não despacha a bagagem, pois a companhia a encaminharia para o destino final da passagem.
Como funciona o “Skiplagging”?

Como mencionado, o “skiplagging’ envolve a compra de uma passagem com escala no destino final do passageiro. Desta forma, ao invés de seguir viagem, o passageiro desembarca no destino da escala e desiste do restante do voo. Isso acontece porque as operadoras aéreas têm preços variáveis para diferentes trechos.
Por exemplo, um voo de São Paulo a Brasília – comumente usado por políticos e empresários (clientes com grande poder aquisitivo) – costuma ter um preço maior que um voo mais longo, como Rio de Janeiro para Manaus, mais utilizado por turistas ou pessoas de classes mais baixas. É nesse contexto que a estratégia de skiplagging se aplica.
Quais são as consequências?
Embora o “skiplagging” pareça atraente devido à economia financeira, as empresas aéreas aplicam punições contra quem usa essa prática. De anulação de milhas a processos judiciais, os passageiros que descumprirem as regras podem sofrer penalidades severas. No caso de um adolescente de Parsons, a American Airlines o baniu de voar com eles pelos próximos três anos.
Identificar a prática de “skiplagging” é um desafio para as empresas, uma vez que o método tem sido utilizado há décadas e a detecção de uso indevido é complexa. Porém, aqueles que a utilizam devem estar cientes dos riscos envolvidos e que o uso recorrente pode resultar em prejuízo financeiro e perda de privilégios com as companhias aéreas.
“Skiplagging” é ético?
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Companhias de aviação argumentam que a prática resulta em lugares vazios que poderiam ser ocupados por outros passageiros. Além disso, os voos podem sofrer atrasos por funcionários que procuram pelos passageiros que não compareceram.
Por outro lado, existe quem defenda a prática como um reflexo das peculiaridades de precificação das próprias companhias aéreas.
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Imagem: New Africa / Shutterstock.com
