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Juros do consignado variam até 100% entre bancos; confira os detalhes

Entenda aqui por que os juros do consignado variam até 100% entre bancos e saiba como escolher o crédito mais vantajoso. Confira agora!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
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Em um momento em que o crédito voltou ao centro das finanças pessoais, o empréstimo consignado continua sendo uma das principais opções de quem busca juros mais baixos e facilidade na aprovação.  Mas, segundo o Procon-SP, o que deveria ser uma alternativa mais previsível pode acabar se tornando uma armadilha financeira: a diferença entre as taxas cobradas pelos bancos ultrapassa 100% em alguns casos.

O levantamento mais recente, realizado em outubro de 2025, comparou as condições oferecidas por seis grandes bancos para servidores públicos, aposentados do INSS e trabalhadores da iniciativa privada. O resultado mostra uma realidade preocupante: o consumidor pode pagar menos de 2% ao mês em um banco — ou mais de 5% em outro, dependendo do perfil e do prazo contratado.

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Imagem: Canva

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Diferenças crescentes no custo do crédito consignado

O Procon-SP destaca que a modalidade consignada, que tem desconto direto na folha de pagamento ou benefício, é uma das mais seguras para as instituições financeiras.Mesmo assim, as variações continuam expressivas.
A justificativa dos bancos é que fatores como prazo, convênio, risco de inadimplência e volume de contratação influenciam o cálculo dos juros.

Ainda assim, especialistas alertam que a falta de padronização e a pouca transparência nas simulações prejudicam o consumidor. Segundo o economista Luiz Nunes, ouvido pelo portal, “o consignado virou um produto de massa, mas com condições que mudam a cada mês, dificultando a comparação.”

Taxas médias por categoria: aposentados ainda pagam menos

A seguir, estão os dados médios das taxas de juros por público e prazo — números que evidenciam o tamanho da disparidade.

Tabela 1 — Taxas médias por categoria (outubro de 2025)

Tipo de ContratoServidor Estadual (SP)Aposentado INSSFuncionário de Empresa PrivadaServidor Municipal (SP)Servidor Federal (SP)Crédito do Trabalhador
12 meses2,55%1,84%4,47%2,41%1,86%4,41%
48 meses2,53%1,84%4,06%2,28%2,11%3,79%

Os números confirmam o que já é tendência: aposentados e pensionistas do INSS continuam tendo as menores taxas do mercado, enquanto funcionários de empresas privadas enfrentam juros mais altos — reflexo do maior risco percebido pelos bancos.

Variações entre levantamentos mostram oscilações sutis, mas constantes

Ao comparar os resultados de junho e outubro de 2025, o Procon-SP notou pequenas alterações nas médias.
Apesar de discretas, essas mudanças impactam o custo total do crédito, especialmente em contratos longos.

Tabela 2 — Diferença das taxas médias (em pontos percentuais)

CategoriaJun/25 → Out/25 (12 meses)Out/24 → Out/25 (12 meses)Jun/25 → Out/25 (48 meses)Out/24 → Out/25 (48 meses)
Servidor Estadual-0,19 p.p.-0,13 p.p.-0,08 p.p.-0,20 p.p.
Aposentado INSS0,00 p.p.+0,18 p.p.-0,01 p.p.+0,18 p.p.
Empresa Privada+0,52 p.p.+0,25 p.p.+0,30 p.p.+0,17 p.p.

O destaque negativo vai para os empregados da iniciativa privada, que registraram as maiores altas tanto na comparação trimestral quanto anual.

Ranking dos bancos: quem cobra mais e quem oferece as menores taxas

A pesquisa do Procon-SP também revelou grandes disparidades entre bancos.
Enquanto Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal lideram entre as menores taxas, o Santander aparece entre os que mais cobram em diversas modalidades.

Tabela 3 — Taxas médias por banco e público (outubro/2025)

BancoServidor MunicipalServidor EstadualServidor FederalAposentado INSSEmpresa PrivadaCrédito do TrabalhadorEmpréstimo Pessoal (referência)
Banco do Brasil2,40%2,40%1,80%1,85%3,99%3,99%6,62%
Bradesco3,78%3,71%1,41%1,85%4,80%8,33%
Caixa Econômica1,89%1,96%1,80%1,80%3,30%3,30%8,66%
Itaú1,99%2,29%2,29%1,85%3,97%3,97%8,94%
Safra1,95%1,99%1,95%1,85%4,49%4,49%7,93%
Santander2,46%2,96%1,73%1,83%6,28%6,28%8,24%

Destaque: a diferença entre o menor e o maior juro médio no consignado de empresa privada é superior a 2,9 pontos percentuais, o que pode dobrar o valor total pago ao fim do contrato.

Efeito do prazo: juros menores, mas dívida mais longa

Quanto maior o prazo, menor tende a ser a taxa mensal — mas o custo total pode continuar alto.
As tabelas a seguir mostram o comportamento das taxas em contratos de 12 e 48 meses.

Tabela 4 — Juros médios (prazo 12 meses)

BancoINSSEmpresa PrivadaCrédito Trabalhador
Banco do Brasil1,85%3,99%3,99%
Caixa Econômica1,80%3,30%3,30%
Itaú1,85%3,97%3,97%
Santander1,83%6,28%6,28%
Média1,84%4,47%4,41%

Tabela 5 — Juros médios (prazo 48 meses)

BancoINSSEmpresa PrivadaCrédito Trabalhador
Banco do Brasil1,85%3,99%3,99%
Bradesco1,85%5,39%
Caixa Econômica1,80%3,30%3,30%
Itaú1,85%2,66%2,66%
Santander1,82%4,53%4,53%
Média1,84%4,06%3,79%

A diferença entre o menor e o maior juro em contratos de 48 meses pode representar milhares de reais ao fim do pagamento — um detalhe que reforça a importância da pesquisa antes da contratação.

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Procon-SP alerta: aposentados seguem como principais alvos de golpes

O órgão também emitiu um alerta sobre o crescimento de fraudes envolvendo o consignado, especialmente entre aposentados e pensionistas.
Entre as irregularidades mais comuns estão os empréstimos não solicitados e os descontos indevidos diretamente no benefício.

As principais orientações incluem:

  • Nunca contratar por telefone ou mensagem;
  • Verificar o extrato do INSS regularmente;
  • Comparar propostas entre bancos autorizados;
  • Denunciar descontos indevidos ao Procon-SP e à ouvidoria do INSS.

Segundo o órgão, o número de reclamações aumentou mais de 20% em 2025, impulsionado por golpes digitais e falsas ofertas de “crédito liberado”.

Como o levantamento é feito

A pesquisa do Núcleo de Pesquisas do Procon-SP segue a metodologia da Pesquisa de Juros Bancários, realizada periodicamente desde 2022. Os dados são coletados diretamente com as instituições financeiras e refletem as taxas médias vigentes no momento da coleta.
Desde junho de 2025, a amostragem passou a incluir também servidores federais, municipais e crédito do trabalhador, ampliando o escopo de comparação.

Especialistas reforçam: informação é o melhor antídoto

Para quem precisa de crédito, a principal recomendação é comparar sempre. Segundo a economista Marina Duarte, “um simples cuidado de verificar três bancos pode reduzir o custo do empréstimo em até 40%”.
Ela ainda destaca que a taxa mais baixa nem sempre significa o melhor negócio — é preciso observar o Custo Efetivo Total (CET) e eventuais seguros embutidos no contrato.

Juros
imagem: Canva

O crédito consignado segue como opção acessível e segura, mas as diferenças entre bancos exigem atenção e planejamento. Com juros que podem dobrar de valor dependendo da instituição, pesquisar antes de contratar é a melhor forma de economizar e evitar armadilhas. Em tempos de incerteza econômica, informação é poder — e proteção para o bolso.

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Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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