Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Controvérsia no STF: pagamentos antigos a ex-governadores permanecem

STF decide manter pagamentos a ex-governadores em nove estados, com Gilmar Mendes liderando a divergência. Entenda os detalhes.

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 2 min de leitura
Fachada do prédio do STF, em Brasília-DF.

Em uma recente discussão, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter os pagamentos de aposentadorias e pensões a ex-governadores e seus dependentes, gerando uma relevante controvérsia. A decisão vale em pelo menos nove estados, para casos que recebiam os valores antes da prática se tornar inconstitucional pela Corte. 

A divergência, liderada pelo ministro Gilmar Mendes, destaca a existência de um direito adquirido aos vencimentos nos casos em questão. O argumento é pela preservação dessas pensões, devido à garantia constitucional da segurança jurídica.

Apenas 2 ministros a favor da suspensão dos pagamentos a ex-governadores

STF decisão polêmica
Imagem:Fellip Agner / Shutterstock.com

Até o momento, Mendes conta com o apoio dos ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Nunes Marques, formando a maioria. Cármen Lúcia e Luiz Fux são os únicos que votaram pela suspensão de todos os pagamentos.

Veja também:

Últimos dias para receber até R$ 2,9 mil da Caixa Econômica

Por outro lado, os votos de Luís Roberto Barroso e André Mendonça ainda estão pendentes. Ademais, o julgamento ocorre no plenário virtual, com o prazo para votação remota até 20 de novembro às 23h59. Portanto, mudanças de posicionamento são possíveis até lá.

Nesse sentido, a análise pode ser interrompida por destaque –remessa ao plenário físico – ou vista – mais tempo de análise –. A controvérsia se dá em razão do STF ter derrubado diversas leis estaduais e municipais que permitiam o pagamento de aposentadorias vitalícias a ex-governadores ou ex-prefeitos e seus dependentes. 

Acre defende manutenção de pagamentos contestados

A decisão está relacionada aos pagamentos iniciados antes da declaração da prática como inconstitucional. Em 2020, a Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou esses pagamentos, alegando violação de princípios constitucionais como igualdade, impessoalidade e moralidade pública.

Sendo assim, a PGR identificou pagamentos em Santa Catarina, no Acre, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Amazonas, Rondônia, Paraíba, Sergipe e Pará. Por fim, alguns estados, como Santa Catarina, aplicaram o efeito ex nunc, decidindo aplicar a decisão apenas para o futuro.

Imagem: Jefferson Bernardes/ shutterstock.com

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.