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Correção de 10% em aposentadorias não alivia inflação

Especialistas afirmam que a correção não é o suficiente para manter o poder de compra dos beneficiários. Confira mais detalhes!

Gessylene BrasilPor Gessylene Brasil3 min de leitura
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O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) corrigiu em 10,06% as pensões e aposentadorias devido à alta da inflação. No entanto, especialistas afirmam que a correção não é o suficiente para manter o poder de compra dos beneficiários nem diminui a fatura daqueles que estão com dívidas. 

Neste ano, o salário mínimo subiu para R$ 1.212. O Governo Federal utilizou como base os estudos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que calcula esses números da inflação para reajustar o salário mínimo no Brasil. 

A questão é que esse novo valor de remuneração é modificado não só pelos empregadores brasileiros, como também pelas instituições, como o INSS, em benefícios como auxílio-doença e pensões.

Essa correção no salário mínimo será alterada para mais de 36 milhões de pessoas que recebem a contribuição social a partir do dia 25 deste mês. Desse total, 23,4 milhões ganham um salário mínimo do INSS.

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Reajuste não é o suficiente 

O crescimento da inflação em 2021 foi o maior em 6 anos, segundo uma pesquisa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo que foi publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento dos preços dos combustíveis impactou toda a economia brasileira no ano de 2021, o que resultou no encarecimento de diversos itens básicos.

Esse crescimento de 62,23% no etanol e 47,49% da gasolina geraram o aumento do valor dos transportes em geral. Além disso, o botijão de gás, a alimentação e as despesas de moradia também ficaram mais caras. Dessa forma, a correção em aposentadorias e pensões não será o suficiente para manter o poder de compra dos beneficiários no ano de 2022. 

Segundo o advogado Rogério Fontenele, da área de Direito Previdenciário para o Correio Braziliense, as contribuições do INSS não estão sendo reajustadas de forma adequada, pois nos “anos anteriores não houve reajuste de acordo com a inflação real.”

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Assim, mesmo com as alterações, a remuneração mínima ficará menor que o aumento da inflação em produtos essenciais. Dessa forma, esta correção manterá muitas famílias com o orçamento apertado novamente neste ano.

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Imagem: Matej Kastelic / Shutterstock.com

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Autor

Gessylene Brasil

Gessylene Brasil é graduada em Letras - Português na Universidade Federal Fluminense. Apaixonada por assuntos envolvendo economia e finanças, assim como também se interessa pelo universo da comunicação. Atua como revisora de texto no Seu Crédito Digital.

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