Na última segunda-feira (17), teve início o programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Desenrola Brasil. Assim, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nos cinco primeiros dias da iniciativa, foram renegociados quase R$ 500 milhões em dívidas, em mais de 150 mil contratos.
Desenrola: veja a lista de bancos que mais renegociaram dívidas até agora
Nos cinco primeiros dias do Desenrola foram renegociados quase R$ 500 milhões em dívidas, em mais de 150 mil contratos. Confira!
Durante esse período, 2 milhões de clientes com dívidas bancárias de até R$ 100,00 tiveram seus nomes retirados da lista de negativados. Segundo a Febraban, nesta fase do programa, o cliente negocia seus débitos diretamente com as instituições financeiras e cada banco estabelece suas próprias condições de renegociação de dívidas.
Negociação nos bancos
No âmbito do Desenrola Brasil, o Bradesco foi o banco que mais renegociou dívidas, sendo que mais de 580 mil nomes foram limpos, dando baixa em 621 mil dívidas de até R$ 100,00 até a última quinta-feira (20). O valor total das renegociações não foi divulgado.
O C6 Bank aparece em segundo lugar no ranking, com 456 mil nomes retirados da lista dos negativados. Além disso, o banco digital está oferecendo até 95% de desconto nos débitos, que podem ser parcelados em até 72 vezes, com taxa de juros a partir de 1,2% ao mês.
Embora não tenha dado detalhes, o Itaú informou que negociou 228 mil débitos. Já a Caixa Econômica Federal, que abriu suas agências mais cedo na última sexta-feira (21), limpou o nome de 225 mil pessoas com dívidas de até R$ 100,00.
Na primeira semana do Desenrola, o Banco do Brasil renegociou R$ 1 bilhão em dívidas e, de acordo com a instituição financeira, entre 17 e 21 de julho, 75,8 mil clientes renegociaram seus débitos, não só por meio do Desenrola, mas também por meio de condições especiais disponibilizadas pelo banco.
Desenrola Brasil
Nesta primeira fase do Desenrola Brasil, estão sendo renegociados débitos da faixa 2 do programa, que é formada por pessoas com renda de até R$ 20 mil e dívidas contraídas entre 2019 e 2022.
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Também nessa etapa, aqueles que estão com nome sujo devido a débitos de até R$ 100,00 estão tendo seus nomes retirados da lista de negativados.
Em setembro, tem início a segunda fase do programa, quando a faixa 1, composta por pessoas com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00) ou que estejam cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham dívidas de até R$ 5 mil, poderão negociar seus débitos por meio de um aplicativo disponibilizado pelo governo.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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