Muitas mulheres dedicam boa parte de suas vidas ao cuidado da família e da casa, e em muitos casos, acabam deixando de contribuir para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Dona de casa que nunca pagou o INSS pode se aposentar? Entenda
Entenda as alternativas de aposentadoria para dona de casa que nunca contribuiu ao INSS. Descubra os planos de contribuição.
Por conta disso, surgem dúvidas sobre a possibilidade de aposentadoria ou outros benefícios da Previdência Social para donas de casa que nunca contribuíram. Neste artigo, vamos esclarecer as alternativas disponíveis para garantir o direito a benefícios, mesmo sem contribuições anteriores ao INSS.
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Aposentadoria para Dona de Casa: A Realidade da Não Contribuição

A aposentadoria tradicional só é concedida a quem contribui para a Previdência Social. Para mulheres que nunca fizeram essas contribuições, a aposentadoria da forma usual não é uma opção. Portanto, uma dona de casa que nunca contribuiu não pode se aposentar diretamente por meio do INSS.
No entanto, isso não significa que a aposentadoria seja inacessível para essas mulheres. A Previdência Social oferece alternativas para que donas de casa possam garantir benefícios em um futuro próximo, desde que adotem algumas medidas.
O Papel da Contribuição: Como Funciona o INSS
O INSS só concede aposentadoria para quem tem uma contribuição mínima, sendo necessário atender a requisitos como idade e tempo de contribuição. Para as donas de casa, o caminho para garantir o direito à aposentadoria é se tornar segurada facultativa, ou seja, contribuir voluntariamente para o INSS.
Quais São os Requisitos para Aposentadoria por Idade?
Para a aposentadoria por idade, a dona de casa deve cumprir os seguintes critérios:
- Idade mínima de 62 anos (para mulheres) e
- Pelo menos 15 anos de contribuição ao INSS.
Caso a mulher tenha se afastado do mercado de trabalho para cuidar da casa, ela pode optar por fazer contribuições voluntárias ao INSS, garantindo o direito ao benefício quando atingir a idade necessária.
Como se Tornar Segurada Facultativa do INSS

Ser uma segurada facultativa do INSS é uma alternativa válida para quem deseja garantir a aposentadoria, sem exercer atividades remuneradas. O processo é simples e permite à dona de casa contribuir de acordo com sua realidade financeira.
Passo a Passo para se Tornar Segurada Facultativa
- Verifique os Requisitos: Para se tornar segurada facultativa, é necessário atender aos seguintes critérios:
- Ter mais de 16 anos;
- Não exercer atividade remunerada (como no caso das donas de casa ou estudantes);
- Não ser autônoma nem estar contribuindo como MEI (Microempreendedor Individual).
- Realize o Cadastro no Meu INSS: O cadastro pode ser feito através do site oficial do INSS (gov.br/meuinss) ou pelo aplicativo Meu INSS, disponível na loja de aplicativos do celular.
- Escolha o Plano de Contribuição: Existem diferentes planos de contribuição, dependendo da condição financeira da dona de casa:
- Plano Simplificado (5% do salário mínimo): Exclusivo para donas de casa de baixa renda cadastradas no CadÚnico.
- Plano Reduzido (11% do salário mínimo): Dá direito à aposentadoria por idade.
- Plano Completo (20% da sua renda mensal): Oferece uma aposentadoria com valor maior, mas requer um planejamento cuidadoso, podendo ser útil consultar um advogado para entender as melhores opções.
- Preenchimento da GPS (Guia da Previdência Social): A guia pode ser gerada pelo site ou pelo aplicativo Meu INSS. Cada plano possui um código de pagamento específico:
- 1473 para o plano de 5%;
- 1163 para o plano de 11%;
- 1406 para o plano de 20%.
- Realização do Pagamento: O pagamento da GPS pode ser feito em bancos, lotéricas ou através do aplicativo bancário.
Benefícios de Ser Segurada Facultativa

Contribuir para o INSS como segurada facultativa oferece vantagens além da aposentadoria por idade. As mulheres que optam por essa forma de contribuição têm direito a outros benefícios da Previdência Social, tais como:
- Auxílio-doença: Benefício para quem fica temporariamente incapaz de trabalhar devido a uma doença.
- Aposentadoria: Garantia de um benefício ao atingir a idade mínima e o tempo de contribuição exigido.
- Aposentadoria por invalidez: Caso a segurada se torne incapaz de trabalhar permanentemente.
- Salário-maternidade: Para as mulheres que estiverem grávidas e precisarem se afastar do trabalho.
O Que Acontece se Eu Já Tiver Mais Idade e Não Contribuí para o INSS?
Se você já é mais velha e nunca contribuiu para o INSS, pode estar se perguntando como garantir algum benefício previdenciário. A resposta é que, embora a aposentadoria tradicional não seja uma opção sem contribuição, ainda existe uma alternativa assistencial importante: o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
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O Benefício de Prestação Continuada (BPC)
O BPC é um benefício assistencial destinado a idosos e pessoas com deficiência que não têm condições de prover a própria subsistência. Ele paga um salário mínimo por mês, mas não oferece 13º salário.
Requisitos para Receber o BPC
Para ser elegível ao BPC, a dona de casa ou familiar deve atender aos seguintes critérios:
- Idade mínima de 65 anos ou ser uma pessoa com deficiência que tenha uma condição incapacitante para participar plenamente na sociedade;
- A renda per capita da família deve ser de até 1/4 do salário mínimo (R$ 379,50 em 2025);
- A pessoa precisa estar inscrita no CadÚnico e com dados atualizados;
- Será necessário passar por uma avaliação médica e social realizada pelo INSS.
BPC: Um Benefício Sem Contribuição ao INSS
O BPC é uma ajuda assistencial do governo, não um benefício previdenciário, o que significa que não é necessário ter feito contribuições ao INSS para recebê-lo. O INSS apenas faz a gestão do programa.
Considerações Finais
Embora a aposentadoria tradicional não seja uma opção para donas de casa que nunca contribuíram para o INSS, há alternativas viáveis para garantir benefícios no futuro. A contribuição voluntária como segurada facultativa oferece o direito à aposentadoria por idade e a outros benefícios importantes, como auxílio-doença e salário-maternidade.
Para aquelas que já atingiram uma idade avançada ou enfrentam dificuldades financeiras, o Benefício de Prestação Continuada pode ser uma forma de garantir uma renda mínima. É fundamental entender os requisitos e as opções disponíveis para tomar decisões que tragam segurança financeira no futuro.
Imagem: taviphoto / shutterstock.com
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