A economia esperada com o pente-fino no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2024 sofreu uma revisão significativa para baixo, refletindo os desafios enfrentados pelo governo na contenção de gastos previdenciários.
Governo insiste em pente-fino no INSS, apesar da redução na economia
Governo reduz projeção de economia com pente-fino no INSS e anuncia medidas mais rígidas para 2025, incluindo regras mais restritivas no BPC.
Inicialmente projetada em R$ 6,8 bilhões, a estimativa foi ajustada para R$ 5,5 bilhões, conforme apontado no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 5º bimestre. Essa revisão indica a necessidade de medidas mais robustas para garantir o controle das despesas sociais, que representam a maior parte do orçamento público.
Entre os fatores que motivaram a revisão estão a arrecadação mais baixa da contribuição previdenciária nos meses de setembro e outubro e o desempenho aquém do esperado de iniciativas como o Atestmed. Esse sistema, que permite a concessão simplificada de auxílio-doença sem perícia médica presencial, havia sido projetado como uma das principais estratégias de economia, mas não atingiu os resultados esperados.
A frustração com os números reforça o alerta sobre os desafios de ajustar as contas públicas em um cenário de despesas crescentes, pressionando o governo a buscar alternativas para 2025.
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Revisão de despesas previdenciárias
Impacto no orçamento deste ano
Com uma despesa estimada em mais de R$ 1 trilhão para 2024, os benefícios previdenciários continuam sendo o maior peso no orçamento federal. O governo tem enfrentado dificuldades para controlar os gastos e viabilizar o cumprimento das metas fiscais.
Clayton Montes, secretário de Orçamento Federal substituto, afirmou que a revisão de benefícios é essencial para acomodar essas despesas dentro do orçamento. Apesar disso, medidas como o Atestmed, que permite concessão simplificada de auxílio-doença sem perícia presencial, economizaram R$ 3,1 bilhões, muito abaixo dos R$ 5,6 bilhões inicialmente previstos.
Bloqueios e déficits orçamentários
Os bloqueios no orçamento também refletem a dificuldade em atingir as metas fiscais. Após anunciar um bloqueio de R$ 6 bilhões, o governo liberou R$ 1,7 bilhão, mas mantém R$ 17,6 bilhões congelados. A projeção para o déficit primário em 2024 está em R$ 27,7 bilhões, próximo ao limite da meta de R$ 28,8 bilhões.
Projeções para 2025
Apesar dos resultados frustrantes em 2024, a equipe econômica está otimista em relação a 2025. A previsão de economia com o pente-fino nos programas sociais é de R$ 25,9 bilhões, com medidas mais robustas em discussão.
Novas regras para o BPC
Entre as propostas, destacam-se mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC). As regras visam restringir a elegibilidade e melhorar o controle dos cadastros:
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- Cadastro biométrico obrigatório para concessão e renovação de benefícios;
- Atualizações cadastrais periódicas no CadÚnico, a cada 24 meses;
- Revisão no conceito de renda familiar, considerando critérios mais rígidos;
- Exclusão de deduções não previstas em lei para o cálculo de elegibilidade ao BPC;
- Registro obrigatório do código CID em casos de deficiência para concessão do benefício;
- Avaliação patrimonial do beneficiário, considerando bens que superem limites de isenção.
Essas medidas visam aprimorar a eficiência dos programas e alinhar as despesas previdenciárias à sustentabilidade fiscal.
O desafio da sustentabilidade fiscal

A reforma dos programas sociais e previdenciários é vista como uma medida crucial para equilibrar as contas públicas. Entretanto, a execução das medidas enfrenta obstáculos, incluindo resistência política e desafios relacionados à fiscalização.
Para os próximos dois anos, o governo espera um impacto de R$ 70 bilhões com as medidas anunciadas, incluindo ajustes no Bolsa Família e no BPC. A proposta reforça a necessidade de destinar os benefícios apenas aos que realmente necessitam, enquanto busca frear o crescimento descontrolado das despesas sociais.
Considerações finais
A revisão de benefícios no INSS é um esforço estratégico para ajustar as contas públicas. Apesar das dificuldades de 2024, as expectativas para 2025 refletem a aposta do governo em medidas mais estruturadas e rígidas. Com o aumento constante das despesas previdenciárias, a eficiência nas revisões será determinante para garantir a sustentabilidade fiscal do país.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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