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Esquema de fraude na carteira de vacinação? Entenda o caso que envolve Bolsonaro

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi preso pela PF nesta quarta. Ação faz parte da investigação de um esquema de fraudes. Veja!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Jair Bolsonaro com feição preocupada, falando em um microfone.

Nesta quarta-feira (03), a Polícia Federal realizou busca e apreensão na casa do ex-presidente Bolsonaro, no Distrito Federal. A medida faz parte da investigação a respeito da alteração de carteiras de vacina no período de pandemia de Covid-19. 

De acordo com as informações da PF, os suspeitos alteraram os dados vacinais em dois sistemas exclusivos do Ministério da Saúde. A prática foi realizada com o objetivo de burlar as medidas sanitárias e possibilitar a entrada nos Estados Unidos. 

Isso porque durante a pandemia, para ter acesso a determinados lugares, era obrigatória a apresentação do certificado de vacinação contra o vírus. Além dos documentos de Bolsonaro, foram falsificados a carteira de sua filha Laura, de 12 anos. Pessoas ligadas ao ex-presidente foram detidas preventivamente. 

Esquema de fraude vacinal

Segundo informações apuradas pela Globo, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teria determinado a inclusão dos dados falsos nos sistemas do Ministério da Saúde. No primeiro momento, foram inseridos lotes de vacinas que não iriam para Brasília. Ou seja, um erro que precisou ser desfeito e deixou rastros.

Depois disso, os envolvidos no esquema tiveram as conversas por mensagens interceptadas. A Justiça autorizou a quebra de sigilo. As práticas de fraude foram confirmadas a partir dos diálogos. 

A alteração no cartão de vacinação de Bolsonaro teria ocorrido para a viagem aos Estados Unidos, no final de 2022. Existem dois registros de vacina Pfizer no cadastro do ex-presidente que alega que não tomou nenhuma vacina contra a Covid-19.

Carteira de vacinação de Bolsonaro e parceiros 

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Ainda conforme a apuração da Globo, além da carteira de vacinação de Bolsonaro e de sua filha Laura, os dados de Mauro Cid, de sua esposa e de sua filha também foram adulterados no mesmo esquema. O tenente-coronel foi uma das seis pessoas presas pela ação da PF nesta quarta. 

Agora, a investigação segue para apurar os dados de outros integrantes da comitiva do ex-presidente Bolsonaro, inclusive de sua esposa, Michelle Bolsonaro. Ao todo, foram 16 mandados de busca e apreensão e seis pedidos de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Imagem: Salty View / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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