Na noite do dia 28 de setembro, o Senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade uma resolução apresentada pelo senador Bernie Sanders e outros cinco senadores democratas que visa defender a democracia no Brasil.
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O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução de Bernie Sanders que visa defender a democracia no Brasil.
De acordo com Sanders, a medida não foi favorável a qualquer candidato, e sim favorável ao rompimento de relações e assistência militar entre os países caso haja um golpe.
Defesa da democracia
“Não estamos tomando lado na eleição brasileira, o que estamos fazendo é expressar o consenso do Senado de que o governo dos EUA deve deixar inequivocamente claro que a continuidade da relação entre Brasil e EUA depende do compromisso do governo do Brasil com democracia e direitos humanos”, disse o senador.
“O governo Biden deve deixar claro que os Estados Unidos não apoiam nenhum governo que chegue ao poder ao Brasil por meios não democráticos e assegurar que a assistência militar é condicional à democracia e transição pacífica de poder”, destacou Sanders.
Embora a medida não tenha contado com apoio declarado de nenhum republicano, segundo as regras da Câmara Alta, se nenhum senador questiona um texto de resolução, ele é aprovado por unanimidade na casa.
Bolsonaro em silêncio
No último domingo (30), aconteceu o segundo turno das eleições presidenciais, em que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado pelo ex-presidente Lula (PT). Contudo, Bolsonaro até o momento não se manifestou reconhecendo a vitória do presidente eleito. Isso gera muitas dúvidas de como será sua posição frente à derrota, visto que ele já flertou diversas vezes com um rompimento institucional.
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“É imperativo que o Senado dos EUA deixe claro por meio desta resolução que apoiamos a democracia no Brasil”, disse Sanders.
Portanto, a medida aprovada pelo Senado estadunidense é uma das sinalizações de autoridades americanas, que iniciaram há alguns meses um movimento de expressar preocupação com a situação política no Brasil. Somente na semana passada, antes do pleito, houve pelo menos outras duas manifestações públicas.
Imagem: NINA IMAGES/shutterstock.com
