A cafeteria Starbucks foi condenada a pagar mais de R$ 120 milhões à ex-funcionária branca, após a empresa ser acusada de discriminação. O júri estadunidense decidiu na última segunda-feira (12) que o pagamento seria em favor da funcionária.
Ex-funcionária branca da Starbucks deve receber US$ 25 mi da empresa após discriminação; entenda
A demissão aconteceu na Filadélfia, após dois homens negros serem presos em um estabelecimento da cafeteira. Entenda o caso!
Isso porque Shannon Phillips trabalhou na empresa por 13 anos e era diretora regional de algumas lojas da franquia. No entanto, a demissão aconteceu em abril de 2018, na Filadélfia, após 2 homens negros serem presos em um estabelecimento da marca.
O júri de Nova Jersey garantiu a indenização de US$ 25 milhões por danos punitivos e outros US$ 600 mil em danos compensatórios. A Starbucks, por outro lado, se diz contra esse veredito.
Entenda o caso de discriminação
Em 2018, dois homens tiveram que se retirar da cafeteria depois de entrarem, sentarem-se e recusarem-se a realizar algum pedido. Dessa forma, a gerente, Phillips, chamou a polícia para retirar os homens do local.
Porém, a repercussão desse caso foi negativa, uma vez que, após a prisão dos homens, a Starbucks puniu os funcionários brancos dos estabelecimentos da cidade, como uma forma de mostrar à comunidade que a empresa estava respondendo aos crimes.
Como Shannon administrava as lojas da região, ela teve que colocar um funcionário branco em licença administrativa como parte dessa decisão da empresa.
No entanto, segundo Phillips, a “conduta discriminatória” defendida pela Starbucks não aconteceu; dessa forma, a gerente tentou defender o trabalhador. Por esse motivo, a empresa optou por demiti-la.
Starbucks recebe processo de funcionária
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Em seguida, a ex-funcionária entrou com um processo contra a empresa, que negou as acusações e declarou que o motivo da demissão era porque Phillips não cumpria com as suas obrigações de líder nos momentos de crise.
Além disso, a empresa declarou que ela parecia estar sobrecarregada com o trabalho e não estava se importando com o tamanho da crise que a situação se tornou. À época, o CEO da Starbucks ainda apareceu para se desculpar pelo ocorrido e disse que tomaria atitudes para que o caso nunca mais se repetisse.
Logo depois, a empresa realizou algumas mudanças em sua política, garantindo aos indivíduos o direito de utilizar os banheiros das lojas mesmo sem consumir e permitindo que eles fiquem mais tempo nos estabelecimentos.
Imagem: Instrumenta / Shutterstock.com
