O cinema da Rua Augusta, localizado na cidade de São Paulo, está prestes a fechar as portas. Depois de uma longa história de tradições na capital paulista, o Espaço Itaú de Cinema – Augusta Anexo foi vendido para uma incorporadora e será demolido.
Famoso cinema vai fechar as portas
Prestes a fechar as portas, famoso cinema da Rua Augusta, em São Paulo, exibe o título A Última Floresta gratuitamente para os clientes.
Em despedida simbólica, na próxima quinta-feira, dia 16, às 20h, será exibido nas duas salas do lugar o filme ‘A Última Floresta’, do cineasta brasileiro Luiz Bolognesi. As sessões, últimas do cinema, serão gratuitas para toda a população.
Veja a seguir mais detalhes sobre o fechamento desse lugar histórico da cidade de São Paulo, que, com certeza, será lembrado pelos muitos amantes de cinema que frequentaram o espaço.
Espaço Itaú de Cinema – Augusta Anexo será demolido
O prédio que abriga as antigas salas de cinema foi comprado pela Vila 11, uma incorporadora que transformará a construção em um prédio comercial após demolição do espaço. As sessões gratuitas agendadas para 16 de fevereiro serão as últimas, já que o lugar deve ser entregue até o dia 28 desse mês.
Além do cinema da famosa e movimentada Rua Augusta, outro estabelecimento será prejudicado e terá de fechar as portas. Funcionando ao lado da bilheteria do cinema existe o Café Fellini, da Silvia Oliveira, que lamenta ter que se despedir do local.
O café, que conta com um vasto cardápio, também virou tradição para muitos de seus frequentadores. Foi isso que levou a proprietária a criar um abaixo-assinado na tentativa de evitar o fechamento dos estabelecimentos. O documentou conta com cinquenta mil assinaturas, mas não foi o suficiente para manter o negócio.
Ministério Público do Estado de São Paulo abre inquérito
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Foram as manifestações de Silvia Oliveira, no entanto, que chamaram a atenção do Ministério Público do Estado de São Paulo e fez com que a instituição tomasse algumas atitudes.
Em tentativa de evitar que o prédio seja demolido, o órgão abriu um inquérito no começo de fevereiro e exigiu que o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), questionasse a incorporadora sobre os projetos futuros e cogitasse considerar o tombamento do prédio.
Imagem: Fer Gregory / Shutterstock.com
