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Fintechs mais populares que bancos: estudo revela mudança de comportamento

Fintechs conquistam mais confiança que bancos tradicionais nas favelas. Descubra o motivo e saiba o que isso revela sobre o futuro financeiro!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes8 min de leitura
Fintechs

A digitalização financeira chegou de vez às comunidades brasileiras, transformando a maneira como milhões de pessoas lidam com o dinheiro. Um estudo recente revelou que as fintechs estão superando os bancos tradicionais em popularidade, confiança e uso entre moradores de favelas, marcando uma virada histórica no sistema financeiro nacional.

O levantamento, realizado pela NÓS – Inteligência e Inovação Social, mostrou que a conveniência e a confiança oferecidas pelos bancos digitais se tornaram fatores decisivos para o público periférico. Essa transformação demonstra não apenas uma mudança econômica, mas também social, ao incluir digitalmente uma parcela significativa da população.

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Imagem: Wright Studio / shutterstock.com

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O avanço das fintechs nas comunidades

O estudo “Persona Favela – Bancarização” entrevistou 800 pessoas em diferentes regiões do país. Entre os cinco bancos mais presentes nas favelas, três são digitais, reforçando a tendência de que o acesso aos serviços financeiros está migrando para o ambiente online.

Nubank lidera a preferência e a confiança

O Nubank foi apontado como o banco mais lembrado e confiável entre os entrevistados, com 67% de reconhecimento espontâneo (awareness). O banco roxo também lidera em categorias como percepção de atributos e NPS (Net Promoter Score), indicador internacional que mede o nível de lealdade dos clientes.

Na categoria “Preferida”, o Nubank recebeu 29% dos votos, muito à frente dos concorrentes PicPay (8%) e Banco Inter (7%). Quando perguntados sobre qual instituição pretendem usar nos próximos três meses, 39% escolheram o Nubank, reforçando o vínculo entre a marca e seus usuários.

A força da conveniência digital

Para muitos moradores de comunidades, a conveniência é o principal diferencial competitivo. A ausência de filas, o fácil acesso via aplicativo e a segurança nas transações transformaram a experiência bancária. “Resolver a dor da espera e oferecer confiança é o que gera fidelidade”, afirmou Emília Rabello, CEO da NÓS.

Essa praticidade faz com que os bancos digitais se tornem ferramentas essenciais no dia a dia, especialmente para trabalhadores autônomos e empreendedores locais que utilizam as plataformas para receber pagamentos, controlar ganhos e realizar transferências.

Bancos tradicionais ainda mantêm relevância

Apesar do avanço das fintechs, os bancos tradicionais ainda têm espaço garantido nas favelas, sobretudo devido à Caixa Econômica Federal, que continua sendo o principal ponto de acesso ao sistema financeiro.

Caixa mantém presença graças aos programas sociais

A Caixa segue liderando entre os bancos físicos devido à sua capilaridade e ao papel central que desempenha na execução de programas sociais, como o Bolsa Família. No quesito lembrança, foi citada por 56% dos entrevistados, seguida por Itaú (53%) e Bradesco (52%).

No entanto, mesmo com essa forte presença, o Nubank superou a Caixa em awareness, tornando-se o nome mais lembrado entre os moradores de favelas. Essa mudança revela um fenômeno importante: enquanto o dinheiro ainda chega pela Caixa, a confiança e o vínculo emocional migraram para os bancos digitais.

Preferência e intenção de uso

Quando o estudo perguntou quais bancos os entrevistados pretendem usar nos próximos três meses, 22% mencionaram a Caixa, 16% o Itaú e 14% o Bradesco. Já em termos de preferência, Caixa e Itaú empataram com 10%, enquanto o Bradesco ficou com 8%.

Esses dados reforçam que, embora a estrutura física ainda seja necessária, a preferência do público caminha rapidamente para o digital.

O papel transformador do Pix

Um dos principais motores dessa revolução financeira é o Pix, o sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central. Prestes a completar cinco anos, o Pix mudou o comportamento de consumo e facilitou o acesso aos serviços financeiros digitais.

A revolução no pagamento instantâneo

De acordo com o estudo, o Pix impulsionou fortemente a bancarização nas favelas, permitindo que pessoas sem conta em banco tradicional passassem a movimentar dinheiro digitalmente. Em muitas comunidades, o Pix se tornou a principal forma de pagamento — de feiras a pequenas vendas informais.

A edição anterior do “Tracking das Favelas”, divulgada em 2023, já indicava esse avanço: 61% dos moradores possuíam conta em bancos digitais, superando os 59% com conta corrente tradicional. Agora, o novo levantamento mostra que 60% dos respondentes usam o Pix diariamente.

A inclusão financeira em números

O Pix não apenas aumentou a praticidade, mas também democratizou o acesso ao sistema financeiro. Com ele, mesmo quem nunca teve cartão ou agência física pode receber, pagar e transferir valores em segundos. Isso reduziu a dependência de intermediários e impulsionou o comércio local.

Fintechs e o fortalecimento da economia local

As fintechs estão contribuindo diretamente para o fortalecimento das economias das comunidades. Pequenos empreendedores e prestadores de serviço agora conseguem operar de forma mais autônoma, segura e formalizada.

O impacto no empreendedorismo periférico

Com aplicativos como Nubank e PicPay, os trabalhadores das favelas ganharam acesso a ferramentas de gestão financeira, cartões sem anuidade e crédito rápido. Essa nova dinâmica estimula o empreendedorismo local, criando um ciclo virtuoso de consumo e investimento.

Além disso, as fintechs têm desempenhado papel educativo, ajudando as pessoas a entenderem melhor suas finanças e a utilizarem o crédito de forma consciente.

A mudança de mentalidade financeira

Antes vistas com desconfiança, as operações digitais agora são sinônimo de segurança e praticidade. Essa mudança cultural indica uma nova relação das comunidades com o dinheiro, mais moderna e alinhada ao cenário tecnológico global.

O desafio da confiança e da educação digital

Mesmo com o avanço das fintechs, há desafios significativos. A educação financeira ainda é limitada em muitas regiões, o que torna as pessoas vulneráveis a golpes e fraudes digitais.

A importância da informação

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Especialistas destacam que a expansão dos bancos digitais deve vir acompanhada de campanhas educativas, explicando como utilizar os serviços com segurança. A desinformação pode gerar perdas financeiras e descredibilizar as plataformas.

Fintechs e responsabilidade social

Muitas fintechs têm investido em projetos de educação digital e inclusão financeira. O Nubank, por exemplo, oferece conteúdos gratuitos que explicam desde a criação de metas de economia até a importância de manter um bom histórico de crédito. Essas iniciativas ajudam a consolidar o papel social das empresas no processo de bancarização.

A confiança como novo valor financeiro

O estudo também mostra que a confiança é o principal fator de fidelização nas comunidades. Mais do que taxas baixas ou bônus, os usuários valorizam empresas que resolvem problemas do cotidiano com rapidez e respeito.

A relação emocional com as marcas

Em muitos casos, os bancos digitais conquistaram não apenas usuários, mas verdadeiros embaixadores de marca. A presença constante nas redes sociais e o atendimento humanizado criam vínculos afetivos entre o cliente e a instituição.

Esse tipo de relação é especialmente importante em comunidades onde a confiança é construída de forma coletiva e baseada em reputação.

Um novo cenário financeiro no Brasil

O crescimento das fintechs nas favelas é reflexo de uma mudança estrutural no comportamento financeiro da população. O acesso simplificado, a ausência de tarifas abusivas e a transparência das operações criaram um ambiente mais democrático e competitivo.

A transformação do sistema bancário

Os bancos tradicionais estão sendo forçados a se reinventar. Muitos já lançaram suas próprias plataformas digitais para competir com as fintechs. Entretanto, o fator humano — a proximidade e o diálogo com o cliente — continua sendo o diferencial que as fintechs exploram com maestria.

O futuro das fintechs nas comunidades

Tudo indica que o domínio das fintechs nas comunidades tende a crescer. A familiaridade com o ambiente digital e a popularização de serviços como o Pix consolidam um novo ecossistema financeiro, mais inclusivo e participativo.

A próxima etapa da digitalização

Com o avanço das tecnologias de pagamento e a chegada de novas regulações, o mercado deve se tornar ainda mais competitivo. O surgimento de fintechs locais — criadas dentro das próprias comunidades — pode ser o próximo passo dessa revolução.

Essas empresas, por entenderem melhor as necessidades regionais, têm potencial para oferecer produtos personalizados e ampliar ainda mais o alcance da inclusão financeira.

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O estudo da NÓS – Inteligência e Inovação Social deixa claro: as fintechs não são apenas uma tendência, mas uma realidade consolidada. O fato de bancos digitais como Nubank, PicPay e Banco Inter superarem gigantes tradicionais em confiança e preferência mostra que o Brasil está vivendo uma nova era financeira.

Mais do que uma mudança tecnológica, trata-se de uma mudança cultural, que redefine o conceito de acesso bancário e empoderamento econômico. O futuro do sistema financeiro nacional está, cada vez mais, nas mãos do público digital — e as favelas estão na linha de frente dessa transformação.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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