Nesta quinta-feira (27), o Google Brasil afirmou estar “muito preocupado” com projeto do governo brasileiro. A gigante da tecnologia fala em risco de censura ao se referir ao Projeto de Lei das Fake News.
Google está preocupado com projeto do governo; entenda
Google diz estar “muito preocupado" com projeto do governo brasileiro. A gigante da tecnologia fala em censura. Entenda o caso.
Por meio de comunicado, a big tech pede que as pessoas venham a cobrar os parlamentares na internet. O texto em questão é assinado pelo diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil, Marcelo Lacerda.
Google fala em risco de censura no Brasil
De acordo com Lacerda, a companhia está preocupada que o atual texto da PL das Fake News seja aprovado. Para o Google, seria necessário que houvesse uma discussão mais aprofundada. Ainda segundo o posicionamento, a empresa, diz apoiar os objetos centrais do projeto, sendo esse o de combate à desinformação e ao abuso nas redes sociais. No entanto, seria preciso debater a proposta.
Em forma de apelo, o diretor do Google convocou internautas para que eles falem com seus deputados na tentativa de pedir maior debate sobre o assunto: “nos ajude a chamar a atenção para os potenciais impactos do PL 2630 com a hashtag #MaisDebatePL2630”, escreveu Marcelo Lacerda.
Ainda para o executivo, a proposta do governo brasileiro protege o autor da desinformação, além de ameaçar a liberdade de expressão, sendo como “uma nova forma de censura”. Outro ponto levantado pelo diretor é que o projeto dificulta o acesso ao buscador do Google quando o equipara com as redes sociais.
PL das Fake News
A Câmara aprovou, na última terça-feira (25), com urgência o PL em plenário. Com isso, a tramitação do projeto deve ser otimizada. A aprovação também dispensa a análise do texto pelas comissões especializadas.
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A proposta do Projeto de Lei, com a qual o Google se diz preocupado, é de estabelecer regras para a regulamentação das plataformas digitais. Atualmente o processo é feito pelas próprias empresas. Além disso, o texto do projeto pontua também as seguintes questões:
- Determina que empresas de tecnologia devam manter sedes no Brasil;
- Torna crime a divulgação de informações falsas por contas-robô;
- Os conteúdo danoso que viole direitos de crianças e adolescentes deve ser excluído de maneira imediata;
- As plataformas devem esclarecer os critérios adotados pelos algoritmos;
- Responsabiliza provedores pelos danos causados por conteúdos distribuídos mediante pagamento (os conteúdos impulsionados);
- Provedores e plataformas precisarão exigir que anunciantes de publicidade e usuários responsáveis por impulsionamento se identifiquem.
Imagem: pixinoo/ Shutterstock.com
