O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na segunda-feira (1º) no Palácio do Planalto com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Luiz Marinho (Trabalho) para discutir mudanças no uso dos benefícios de vale-refeição e vale-alimentação. A pauta do governo envolve alterações no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) que prometem impactar trabalhadores, empresas e o setor de alimentação.
Objetivo das mudanças no PAT

O governo federal busca reduzir custos e tornar o uso do benefício mais eficiente. Segundo fontes do Planalto, a proposta visa criar regras claras para operadores de cartões, estabelecimentos e trabalhadores, trazendo transparência e competitividade ao setor.
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Foco na redução das taxas cobradas
Entre os principais pontos, está a criação de um teto para taxas cobradas pelas operadoras. Atualmente, restaurantes e supermercados podem ser cobrados em mais de 5% por transação, o que desestimula a aceitação dos cartões.
Melhoria no fluxo de repasse de valores
Outro aspecto relevante é a redução do prazo de repasse das compras aos estabelecimentos. Hoje, comerciantes relatam que o pagamento pode demorar até 60 dias. Com prazos menores, espera-se beneficiar o fluxo de caixa de pequenos negócios e redes varejistas, além de tornar o sistema mais ágil e eficiente.
Portabilidade gratuita e aumento da concorrência
A proposta também prevê a regulamentação da portabilidade gratuita de cartões, permitindo que trabalhadores troquem de operadora sem custos.
Impacto esperado
Especialistas indicam que a portabilidade gratuita deve estimular a concorrência, atrair novos players ao mercado e pressionar a redução das taxas cobradas aos estabelecimentos, o que, na prática, pode contribuir para a baratear os alimentos disponíveis no comércio.
Fim de práticas que encarecem a alimentação
O governo quer também coibir descontos indiretos que aumentavam custos aos comerciantes. Até recentemente, empresas negociavam compras de vale-refeição ou alimentação com abatimentos, repassando às operadoras valores menores que o crédito real. Essa prática resultava em taxas mais altas cobradas dos estabelecimentos, encarecendo a alimentação para o consumidor final.
Uma portaria do Ministério do Trabalho em 2024 proibiu oficialmente essa prática, mas reclamações sobre tarifas abusivas ainda persistem, principalmente entre pequenos e médios varejistas.
Regulamentação emperrada desde 2022
Apesar de alterações legislativas em 2022, a regulamentação do setor ficou travada por divergências entre governo e setor privado. Agora, com a inflação sob controle, o Planalto sinaliza que deseja concluir o processo de regulamentação para garantir benefícios claros para trabalhadores e comerciantes.
Prazos para implementação
A expectativa é que as mudanças:
- Tornem o uso dos benefícios mais transparente;
- Reduzam custos para trabalhadores e comerciantes;
- Estimulem a competitividade e inovação no setor de cartões de alimentação.
Benefícios esperados para trabalhadores e empresas
Para trabalhadores
- Maior liberdade para escolher operadoras;
- Redução de intermediários que encarecem os produtos;
- Garantia de repasses mais rápidos e confiáveis.
Para empresas e estabelecimentos
- Taxas mais baixas por transação;
- Melhoria no fluxo de caixa;
- Maior transparência e previsibilidade nas negociações com operadoras.
Impactos econômicos e sociais
A mudança nas regras do PAT deve fortalecer o setor de alimentação, estimular pequenos negócios, e aumentar a competitividade do mercado de benefícios, reduzindo custos que hoje são repassados ao consumidor final. Além disso, há expectativa de maior inclusão de trabalhadores nos programas de vale-refeição e alimentação, garantindo segurança alimentar.
Próximos passos do governo

O Planalto trabalha para consolidar:
- Teto de taxas cobradas pelas operadoras;
- Prazo máximo de repasse aos estabelecimentos;
- Portabilidade gratuita de cartões;
- Fim de práticas abusivas de desconto nas compras corporativas.
FAQ – Perguntas frequentes
1. O que muda no vale-refeição e vale-alimentação?
O governo quer reduzir taxas cobradas por operadoras, encurtar prazos de repasse e permitir portabilidade gratuita de cartões.
2. Quem será beneficiado com as mudanças?
Trabalhadores, pequenos e grandes estabelecimentos comerciais e o setor de alimentação em geral.
3. Quando as novas regras devem entrar em vigor?
O Ministério do Trabalho deve concluir a regulamentação nos próximos meses e encaminhar para sanção presidencial.
4. Qual o teto das taxas previsto?
A proposta em análise limita a cobrança das operadoras a cerca de 3,5% por transação.
5. Como funcionará a portabilidade gratuita?
Trabalhadores poderão mudar de operadora de vale-refeição ou alimentação sem pagar qualquer taxa, aumentando a concorrência no setor.
6. Qual o objetivo do governo com essas medidas?
Reduzir custos para trabalhadores e comerciantes, aumentar a transparência do PAT e estimular competitividade no mercado de benefícios.
Considerações finais
O sucesso das medidas dependerá, no entanto, da rapidez e clareza na implementação da regulamentação pelo Ministério do Trabalho, bem como da adaptação das operadoras e do setor varejista. Com a conclusão do processo, os benefícios prometem fortalecer o setor de alimentação, estimular a concorrência e trazer ganhos econômicos e sociais para todo o país.
