Os bancários terão um novo valor de vale-refeição após o reajuste definido na Campanha Nacional de 2026. O benefício passará para R$ 1.227,23 por mês, resultado da atualização de 4,60% aplicada às verbas econômicas da categoria.
O percentual reúne a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 3,98% e ganho real de 0,60%, conforme divulgado pelas entidades representantes dos trabalhadores após as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O vale-alimentação também será reajustado e passará a R$ 967 mensais. Considerando os dois benefícios, os bancários terão R$ 2.194,23 destinados mensalmente a alimentação e refeições, sem considerar o 13º vale-alimentação pago no fim do ano.
Os valores colocam os benefícios da categoria acima das médias observadas entre trabalhadores formais brasileiros. Levantamento da Pluxee mostra que o vale-refeição médio disponibilizado pelas empresas ficou em R$ 649 em 2025.
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Vale-refeição dos bancários passa para R$ 1.227,23

O reajuste de 4,60% definido na Campanha Nacional dos Bancários será aplicado ao vale-refeição e a outras verbas previstas na negociação coletiva.
Com isso, o VR passa a ser de R$ 1.227,23 por mês.
Ao longo de 12 meses, o benefício representa:
R$ 1.227,23 x 12 = R$ 14.726,76
Esse é o total anual destinado exclusivamente ao vale-refeição, desconsiderando eventuais particularidades relacionadas a afastamentos, admissões, desligamentos ou demais situações previstas na convenção coletiva.
O VR é utilizado principalmente para pagamento de refeições prontas em estabelecimentos credenciados, como restaurantes, lanchonetes e padarias.
Vale-alimentação também terá aumento
Além do vale-refeição, os bancários terão reajuste no auxílio-alimentação.
O benefício passa para R$ 967 mensais.
Diferentemente do vale-refeição, utilizado principalmente para refeições prontas, o vale-alimentação costuma ser destinado à compra de gêneros alimentícios em supermercados e estabelecimentos semelhantes.
A categoria ainda possui o chamado 13º vale-alimentação, pago adicionalmente no fim do ano.
Dessa maneira, o total anual desse benefício será:
R$ 967 x 13 = R$ 12.571
Somando os valores anuais do vale-refeição e do vale-alimentação, incluindo o benefício adicional de fim de ano, o montante chega a R$ 27.297,76 por trabalhador.
Quanto os bancários recebem de VR e VA por mês?
Considerando os novos valores, a soma mensal regular dos dois benefícios será de:
- Vale-refeição: R$ 1.227,23;
- Vale-alimentação: R$ 967;
- Total mensal: R$ 2.194,23.
Esse valor é superior ao salário mínimo nacional vigente em 2026, de R$ 1.621.
É importante, porém, fazer uma diferenciação: VR e VA são benefícios destinados à alimentação e não substituem o salário recebido pelo trabalhador.
Também possuem regras próprias de utilização e não representam necessariamente dinheiro livre disponível na conta bancária.
Novo vale-refeição fica acima da média nacional
O valor negociado pelos bancários se destaca quando comparado ao mercado de trabalho brasileiro.
Levantamento da Pluxee referente a 2025 apontou valor facial médio do vale-refeição de R$ 649 mensais entre os usuários analisados pela empresa.
Na comparação com os R$ 1.227,23 previstos para os bancários, a diferença é de R$ 578,23 por mês.
Percentualmente, o novo benefício da categoria fica aproximadamente 89,1% acima dessa média.
Ou seja, o valor se aproxima do dobro do observado no levantamento nacional.
Há levantamentos diferentes sobre o valor médio do VR
É importante observar que pesquisas sobre benefícios corporativos podem apresentar médias diferentes dependendo da metodologia utilizada.
Outra pesquisa da própria Pluxee, o Retrato do Trabalhador Formal de 2025, baseada em respostas de 1.213 trabalhadores, apontou valor médio declarado de R$ 533 para o vale-refeição.
Já o estudo sobre utilização dos cartões da empresa registrou valor facial médio de R$ 649.
As duas pesquisas utilizam bases diferentes e, por isso, não devem ser tratadas como resultados contraditórios.
Em qualquer uma das comparações, porém, os R$ 1.227,23 pagos aos bancários permanecem significativamente acima da média observada entre os demais trabalhadores.
Vale-refeição médio não cobre o mês inteiro
O levantamento da Pluxee também ajuda a mostrar a importância do valor dos benefícios de alimentação no orçamento dos trabalhadores.
Em 2025, o vale-refeição durou, em média, apenas 10 dias úteis por mês entre os usuários analisados.
O gasto médio por transação ficou em R$ 42,81, enquanto o desembolso mensal médio chegou a R$ 568,52.
A situação faz com que parte dos trabalhadores precise utilizar recursos do próprio salário para completar as refeições durante o restante do mês.
Na pesquisa Retrato do Trabalhador Formal, 52% dos entrevistados afirmaram precisar complementar o vale-refeição com dinheiro do salário.
Reajuste dos bancários supera a inflação do período
O aumento de 4,60% não corresponde apenas à reposição inflacionária.
Segundo as entidades da categoria, o índice é composto pelo INPC de 3,98% acrescido de 0,60% de ganho real.
Ganho real significa que o reajuste supera a inflação utilizada como referência para a negociação.
Nesse caso, a intenção é não apenas recompor a perda do poder de compra, mas também proporcionar um pequeno crescimento real do valor recebido.
A mesma lógica foi aplicada a outras verbas econômicas contempladas na Campanha Nacional dos Bancários.
Como funciona a negociação dos bancários
Os valores de salários e benefícios da categoria são definidos em negociação coletiva entre representantes dos trabalhadores e dos bancos.
O Comando Nacional dos Bancários participa das negociações com a Fenaban durante a Campanha Nacional.
Os acordos estabelecem regras que vão além do salário.
Entre os temas discutidos estão vale-refeição, vale-alimentação, participação nos resultados, condições de trabalho, saúde, proteção ao emprego e outras cláusulas econômicas e sociais.
Depois das negociações, as condições são formalizadas nos instrumentos coletivos aplicáveis à categoria.
Benefícios representam quase R$ 27,3 mil ao ano
A soma dos benefícios destinados à alimentação chega a um valor expressivo ao longo do ano.
O vale-refeição representa R$ 14.726,76 em 12 meses.
O vale-alimentação, incluindo a parcela adicional de fim de ano, soma R$ 12.571.
Juntos:
R$ 14.726,76 + R$ 12.571 = R$ 27.297,76
O total não deve ser confundido com salário anual adicional, já que os benefícios possuem finalidade específica e regras próprias.
Ainda assim, eles reduzem despesas que poderiam sair diretamente da remuneração mensal do trabalhador.
Por que VR e VA fazem diferença no orçamento
Alimentação é uma das despesas mais relevantes do orçamento familiar.
Quando o trabalhador recebe benefícios em valores maiores, uma parcela maior desses custos pode ser coberta sem utilização direta do salário.
O impacto é especialmente perceptível no vale-alimentação, já que o recurso pode ser destinado às compras em supermercados.
No caso do vale-refeição, o benefício ajuda a custear a alimentação durante a jornada de trabalho.
A diferença entre receber R$ 500 ou mais de R$ 1.200 mensalmente em VR pode representar uma economia considerável ao longo do ano.
Preço das refeições continua pressionando trabalhadores
O valor dos benefícios também precisa ser analisado diante do custo de comer fora de casa.
Pesquisa da Pluxee sobre preços das refeições em 2025 apontou que o brasileiro gastava, em média, mais de R$ 50 para fazer uma refeição fora de casa.
O estudo registrou alta de 10,2% no preço médio das refeições na comparação com 2024.
Isso significa que, mesmo com reajustes, o custo diário da alimentação continua sendo um fator importante para os trabalhadores.
Dependendo da cidade e do tipo de estabelecimento escolhido, os valores podem ficar significativamente acima ou abaixo da média nacional.
Valor é igual em todos os bancos?

Os valores definidos na convenção coletiva funcionam como referência para os trabalhadores abrangidos pelo instrumento negociado pela categoria.
No entanto, algumas instituições financeiras podem possuir acordos próprios ou políticas internas que ofereçam condições superiores.
Por isso, determinados empregados podem receber valores diferentes quando existem regras específicas negociadas pela empresa.
O trabalhador deve consultar o acordo ou convenção aplicável ao seu vínculo para verificar exatamente qual valor será creditado.
Quando o novo valor começa a ser pago?
A aplicação dos novos valores segue o período definido na negociação coletiva de 2026.
As entidades sindicais informaram que o reajuste de 4,60% alcança salários e demais verbas econômicas da categoria, incluindo os auxílios alimentação e refeição.
Os trabalhadores devem observar os créditos realizados pelo empregador e as informações disponibilizadas nos comunicados internos e instrumentos coletivos.
Caso exista diferença ou pagamento retroativo relacionado ao período de aplicação do reajuste, a regularização deverá seguir as regras negociadas.
Vale-refeição não pode ser sacado como salário
Apesar de representar R$ 1.227,23 mensais, o vale-refeição não funciona como uma parcela de salário depositada livremente na conta do trabalhador.
O benefício possui finalidade alimentar.
Seu uso deve respeitar as regras dos programas e instrumentos que regulamentam a concessão.
Isso significa que o valor não deve ser utilizado para despesas sem relação com alimentação.
A mesma lógica vale para o vale-alimentação, destinado principalmente à aquisição de alimentos e produtos permitidos dentro das regras aplicáveis.
Reajuste amplia valor destinado à alimentação em 2026
Com a atualização decorrente da Campanha Nacional de 2026, o vale-refeição dos bancários chega a R$ 1.227,23, enquanto o vale-alimentação passa a R$ 967.
Mensalmente, os dois benefícios somam R$ 2.194,23.
Ao longo do ano, considerando 12 meses de VR e 13 parcelas de VA, o total alcança R$ 27.297,76.
A comparação com pesquisas de mercado mostra que o valor do VR dos bancários permanece bem acima das médias registradas entre trabalhadores formais brasileiros.
Para os bancários, o reajuste significa maior cobertura dos gastos com refeições e compras de alimentos em um momento no qual pesquisas continuam apontando que muitos trabalhadores brasileiros precisam complementar esses benefícios com recursos do próprio salário.
