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Governo Federal deve propor mudanças na Lei das Estatais

A mudança na Lei das Estatais tem como objetivo facilitar a indicação de nomes para cargos de empresas públicas

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Martelo usado por tribunal da justiça do trabalho, enquanto dois homens apertam as mãos ao fundo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve propor mudanças na Lei das Estatais. A legislação determina regras para ocupação de cargos de gestão em empresas públicas. As informações são do jornal Valor Econômico.

O objetivo das mudanças é facilitar a indicação para cargos nos conselhos administrativos das empresas. Ao que tudo indica, a proposta estaria sob comando da Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil. Além disso, a proposição deve contar ainda com a contribuição da Advocacia-Geral da União (AGU).

O que é Lei das Estatais?

A Lei das Estatais tem como objetivo impedir que o governo federal interfira na gestão de empresas públicas. Dessa forma, a legislação dificulta a nomeação de cargos para o comando de estatais com base em estratégia política. 

Sancionada durante o governo do ex-presidente Michel Temer, a Lei das Estatais foi uma medida criada em meio a investigações de interferências do governo nas gestões de empresas estatais. 

A lei proíbe, atualmente, que pessoas que tenham atuado na cúpula de partidos políticos ou em campanhas eleitorais nos últimos 3 anos não possam assumir cargos de liderança e conselhos de administração nas estatais.

Mudança possibilitaria nomeação de aliados do governo 

A mudança na Lei das Estatais possibilitaria a nomeação de aliados do governo para direção e conselhos de empresas estatais. Caso a medida receba aprovação, 317 vagas passarão a ser passíveis de indicação do presidente da República. 

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Caso a proposta inclua cargos de direção, o governo poderia indicar outras 272 cadeiras de direção. Dessa forma, o governo poderia escolher indicar 589 cargos. 

Em dezembro, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que diminuiu o tempo de 3 anos para 30 dias. A aprovação acabou sendo vista como manobra para que Aloizio Mercadante fosse nomeado para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Imagem: HQuality / Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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