O Governo Lula (PT), através do Ministério da Previdência Social, informou na última segunda-feira (6) que já discute uma proposta para a inclusão de motoristas de app como segurados do INSS.
Governo pretende incluir motoristas de app no INSS
A modalidade voltou a ser pauta em uma conversa entre ministros de 3 pastas. Veja o que pode mudar em breve
Para isso, haverá um grupo de trabalho juntamente com os ministérios da Fazenda e do Trabalho e Emprego para a criação de um benefício exclusivo para a categoria.
Segundo dados do governo, é importante regular o trabalho de motoristas e entregadores de aplicativo, uma vez que menos de 10% deles contribuem para a Previdência Social.
Regulação de apps pode gerar maior receita para o INSS
Para o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, regulamentar motoristas de app no INSS é ampliar a receita do INSS. Afinal, a estimativa é de que existam mais de 2 milhões de pessoas trabalhando nesta modalidade.
Ainda que alguns sejam contribuintes autônomos ou microempreendedores individuais (MEI), a maior parcela ainda trabalha na informalidade, sem nenhum direito previdenciário.
Outro ponto abordado por Lupi foi a negativa do ministro sobre uma possível revogação de trechos da Reforma da Previdência. Para ele, sua opinião a respeito do assunto foi como cidadão e não integrante do poder público. Veja a fala do ministro:
“Temos um Conselho Nacional da Previdência Social que estuda propostas. Nós queremos ajustar aquilo que consideramos injusto para boa parcela da população”.
Outro Ministério também define e questão de motoristas de app no INSS
Além de Lupi, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Marinho, também já defendeu publicamente uma reforma que considere as condições de trabalho dos motoristas de aplicativo.
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Em janeiro, Marinho chegou a comparar o serviço de entregadores e motoristas ao de escravos, ao contar sobre jornadas exaustivas e sem benefícios.
Até que uma nova regulamentação passe a vigorar, a única forma de um motorista ou entregador de ter acesso ao INSS, auxílio-doença, auxílio-maternidade e outros, é contribuindo via MEI ou de forma autônoma.
Por isso, fica a expectativa de como poderá ser criado um projeto de lei que beneficie essa parcela de trabalhadores.
Imagem: Rostislav_Sedlacek / Shutterstock
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