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Grande rede de atacado do Brasil é comprada por R$ 700 milhões

Pátria Investimentos amplia presença no varejo alimentar adquirindo controle desta grande empresa. Entenda sobre a negociação

Raquel MorettoPor Raquel Moretto2 min de leitura
Fraude

Em uma movimentação surpreendente no setor de atacado, a gestora de investimentos Pátria realizou a compra do controle da maior atacadista baiana, Atakarejo. A empresa está em sexto lugar como uma das maiores do país, contando com 28 lojas e uma receita bruta de R$ 3,7 bilhões.

A negociação, concluída nesta terça-feira (3), alcançou o valor de aproximadamente R$ 700 milhões e ainda necessita do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A Atakarejo, fundada por Teobaldo Costa – que ainda se mantém como sócio – tem filiais em inúmeras cidades da Bahia. A empresa foi, inclusive, pioneira ao introduzir o conceito de atacarejo no estado.

Por que a Pátria Investimentos aposta no atacado alimentar?

Foto da fachada de atacarejo
Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Contando atualmente com um portfólio de ativos que ultrapassa R$ 140 bilhões, a Pátria tem intensificado sua estratégia de expansão no setor de varejo alimentar. Assim, para isso, aposta na aquisição de redes de supermercados regionais. Em linha com esse plano, a empresa adquiriu os mercados Avenida e Boa (SP) e os Supermercados Superão e Germânia (SC).

O modelo de negócio atacarejo, que alia as particularidades do atacado com o varejo, vem se firmando como uma opção atrativa no mercado brasileiro. Atualmente, estima-se que existam mais de 2 mil lojas em funcionamento nesse modelo no país, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Atacarejos (Abaas).

Como a Atakarejo lidou com a polêmica indenização?

Recentemente, a rede Atakarejo esteve envolvida em uma polêmica que resultou no pagamento de uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos à população negra na Bahia. O episódio envolveu o assassinato de dois jovens negros acusados de furtar carne de uma unidade da empresa. Firmou-se, assim, um acordo de indenização com a Defensoria Pública da União (DPU) e outras entidades da Bahia.

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Os jovens, Bruno Barros e Yan Barros, tio e sobrinho, de 29 e 19 anos respectivamente, foram entregues por seguranças contratados pela Atakarejo a uma facção criminosa após serem acusados de roubarem R$ 700 em carnes. A consequência foi a tortura e morte de ambos, com seus corpos encontrados no porta-malas de um carro.

Imagem: Alexa_Fotos/ Pixabay

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