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iFood muda valores de repasse: o que entregadores de moto e bike precisam saber

iFood anuncia altera o repasse para entregadores de moto e bike. Veja aqui o que mudou e como isso impacta quem trabalha no app!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
iFood auxílio

No mês passado o iFood anunciou mudanças importantes que impactam diretamente a vida dos entregadores parceiros. A empresa, que lidera o setor de delivery no Brasil, divulgou um reajuste no valor mínimo das corridas e novos benefícios voltados à saúde e segurança.

As alterações vêm após anos de reivindicações da categoria, que pedia melhores condições de trabalho. Embora as mudanças representem avanço, nem todos os pedidos dos trabalhadores foram atendidos, o que mantém o debate sobre a precarização no setor de entregas.

Entregador do iFood
Imagem: Tricky_Shark / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

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O reajuste promovido pelo iFood não é apenas uma atualização de valores, mas uma tentativa clara de atender parte das demandas dos profissionais que fazem a empresa funcionar diariamente. O anúncio veio acompanhado de um conjunto de medidas que impactam diretamente o dia a dia dos trabalhadores.

Reajustes no valor mínimo por entrega

A principal alteração diz respeito ao valor mínimo pago por entrega, que subiu tanto para ciclistas quanto para motociclistas. Veja como ficou:

  • Ciclistas: de R$ 6,50 para R$ 7,00 (reajuste de 7,7%).
  • Motociclistas: de R$ 6,50 para R$ 7,50 (reajuste de 15,4%).

Esse valor se refere à entrega mínima, ou seja, aquelas de distâncias curtas e que não contam com adicionais de quilometragem.

Novos critérios de rota para entregadores de bike

Além do reajuste, o iFood implementou uma padronização nas rotas dos ciclistas. Agora, os trajetos serão, preferencialmente, de até 4 quilômetros, com adicional para percursos maiores.

Essa mudança tenta atender uma antiga queixa dos ciclistas, que frequentemente se deparam com distâncias longas e pouco compatíveis com os meios de transporte não motorizados.

Adicionais por quilometragem

Os entregadores passam a receber valores proporcionais sempre que a distância ultrapassar o trajeto padrão definido. Isso vale tanto para bicicletas quanto para motos.

Esse adicional tenta equilibrar os ganhos dos parceiros, especialmente em dias de demanda alta ou em regiões onde as distâncias entre os pedidos costumam ser maiores.

Benefícios extras: proteção social, saúde e segurança

Além dos reajustes nos repasses, o iFood anunciou melhorias importantes no que diz respeito à proteção dos entregadores, incluindo seguros e benefícios específicos para mulheres.

Seguro em casos de acidente, morte ou invalidez

O novo seguro contratado pela plataforma cobre:

  • Despesas médicas por até 30 dias em caso de acidentes durante o trabalho.
  • Indenização por invalidez permanente ou falecimento, no valor de até R$ 120 mil.
  • Auxílio funeral e suporte psicológico para familiares.

Esse benefício, que antes era limitado, agora tem uma cobertura mais robusta e busca oferecer mais segurança financeira para quem trabalha nas ruas.

Benefícios específicos para mulheres

O iFood também anunciou um pacote voltado especialmente para entregadoras, que inclui:

  • Licença para cuidados com filhos.
  • Exames periódicos, como rastreamento de câncer de mama e colo do útero.
  • Apoio psicológico durante a gestação.
  • Ações de bem-estar e acompanhamento médico.

Embora os valores exatos desses benefícios não tenham sido divulgados, a iniciativa visa tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo e seguro para mulheres.

Por que os entregadores ainda não estão totalmente satisfeitos?

Apesar dos avanços, lideranças dos entregadores afirmam que as mudanças são insuficientes. As reivindicações da categoria são mais abrangentes e incluem:

  • Taxa mínima de R$ 10 por entrega, independentemente da distância.
  • Limitação das rotas de bike para no máximo 3 quilômetros.
  • Pagamento integral por cada pedido, mesmo em casos de entregas múltiplas (quando o entregador faz mais de uma entrega em uma única viagem).

Esses pontos não foram contemplados no anúncio do iFood, o que levou parte dos trabalhadores a planejarem novas mobilizações.

Concorrência acirrada: o retorno da 99Food ao Brasil

O anúncio das mudanças no iFood não acontece por acaso. Ele coincide com o retorno da 99Food, que volta a operar no Brasil após encerrar as atividades em 2020.

A empresa chega oferecendo taxas atrativas e prometendo melhores condições de trabalho, o que força o iFood a se movimentar para não perder sua fatia de mercado. Esse cenário aquece a disputa entre as plataformas e, ao mesmo tempo, pressiona por mais melhorias no setor.

O que avaliar antes de trabalhar como entregador?

Entrar no mercado de entregas pode parecer uma alternativa rápida de geração de renda, mas é fundamental fazer uma análise cuidadosa dos prós e contras.

Custos operacionais

Antes de começar, calcule os gastos com:

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  • Combustível (para motos).
  • Manutenção da moto ou bicicleta.
  • Alimentação durante o expediente.
  • Equipamentos de segurança como capacetes, luvas e capas de chuva.

Esses custos podem consumir uma parte significativa da remuneração.

Benefícios e seguros

Verifique se a plataforma oferece:

  • Seguro contra acidentes.
  • Auxílio em casos de doença ou afastamento.
  • Benefícios específicos, como os anunciados para mulheres.

Entender esses pontos é essencial para saber se vale a pena aderir ao modelo.

Organização e planejamento

O trabalho de entrega oferece autonomia, mas exige:

  • Boa condição física, especialmente para ciclistas.
  • Capacidade de lidar com trânsito intenso, mudanças climáticas e longas jornadas.
  • Planejamento financeiro para lidar com períodos de baixa demanda.

As mudanças no iFood são suficientes?

Embora os reajustes representem um avanço, especialistas apontam que eles não solucionam os principais desafios enfrentados pelos entregadores.

O modelo atual ainda carece de:

  • Transparência nas taxas e critérios de repasse.
  • Estrutura que garanta previsibilidade de ganhos.
  • Políticas mais robustas de proteção social e trabalhista.

Além disso, o avanço das discussões sobre a regulamentação dos aplicativos no Brasil pode impactar significativamente as relações de trabalho nesse setor nos próximos anos.

Entregador do iFood de bicicleta
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock

Cenário ainda é de incerteza, mas com avanços importantes

As mudanças anunciadas pelo iFood são um reflexo da pressão exercida tanto pelos próprios entregadores quanto pela crescente concorrência no mercado de aplicativos.

Embora os reajustes tragam certo alívio para quem depende desse trabalho, a luta por condições mais justas e seguras continua. O retorno de plataformas como a 99Food pode acelerar esse processo, forçando as empresas a buscarem soluções mais equilibradas.

Para quem já atua ou pensa em atuar como entregador, o caminho é se manter informado, calcular bem os custos e avaliar constantemente se as condições oferecidas realmente compensam o esforço e os riscos envolvidos.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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