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INSS: saiba o valor que cada empresa deixou de pagar sobre o vencimento

INSS: confira quanto cada empresa economizou com a desoneração da folha e o impacto nos vencimentos até 2027.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
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O programa de desoneração da folha de pagamentos trouxe uma economia significativa para empresas brasileiras ao longo de 2024. Dados da Receita Federal mostram que, de janeiro a agosto, a iniciativa resultou em uma redução de R$ 12,3 bilhões em tributos, beneficiando 28.819 empreendimentos.

Porém, essa medida tem data para terminar. A partir de janeiro de 2025, o benefício será gradualmente encerrado, culminando em sua extinção total até o final de 2027.

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Como funciona a desoneração da folha?

13º do INSS
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A desoneração da folha de pagamentos permite que empresas de setores específicos substituam a contribuição patronal ao INSS, de 20% sobre a folha de salários, por uma alíquota calculada sobre a receita bruta.

Essa alternativa foi criada para reduzir os custos trabalhistas, estimulando a geração de empregos e a competitividade em determinados setores.

Setores beneficiados atualmente:

Entre os 17 setores que usufruem da desoneração estão:

  • Tecnologia da informação (TI);
  • Transporte coletivo;
  • Indústria têxtil;
  • Construção civil;
  • Comunicação.

Com a aprovação do projeto de lei que prorrogou a desoneração até 2027, empresas desses setores ainda terão alguns anos para ajustar suas finanças antes do retorno à alíquota padrão de 20%.

Impacto financeiro da desoneração em 2024

De janeiro a agosto de 2024, o valor economizado pelas empresas com a desoneração chegou a R$ 12,3 bilhões. Esse montante colocou a desoneração da folha como a segunda maior renúncia fiscal do ano, perdendo apenas para o setor de adubos e fertilizantes, que somou R$ 14,95 bilhões em isenções.

Além disso, a desoneração foi parte de um total de R$ 97,7 bilhões em benefícios fiscais concedidos pelo governo federal no mesmo período, abrangendo diversas categorias.

O que muda a partir de 2025?

Com a promulgação da Lei 14.973, sancionada em setembro de 2024, a desoneração da folha será extinta de forma escalonada:

  1. 2025: Redução gradual dos benefícios em vigor.
  2. 2026: Manutenção do cronograma de encerramento para todos os setores.
  3. 2027: Extinção completa da desoneração.

A partir de 2028, todas as empresas deverão retornar ao regime padrão de recolhimento ao INSS, com 20% sobre a folha de pagamentos.

Benefícios e críticas ao programa

Vantagens da desoneração:

  • Redução de custos trabalhistas: Empresas dos setores contemplados tiveram mais condições de gerar empregos.
  • Competitividade: Negócios impactados por altos encargos fiscais puderam investir mais em inovação e expansão.

Críticas e desafios:

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  • Perda de arrecadação: A redução de tributos gerou impactos significativos nas contas públicas, sendo uma das principais críticas do governo federal.
  • Dependência setorial: A medida foi acusada de favorecer apenas determinados segmentos, criando uma desigualdade no mercado.

Análise do governo e do congresso

Embora o projeto inicial enviado pelo governo federal ao Congresso visasse ajustes mais restritivos na desoneração, a versão final aprovada pelos parlamentares foi mais ampla. Isso gerou debates acalorados entre o Ministério da Fazenda e os setores econômicos.

Em setembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei com vetos pontuais, mas manteve a essência do texto aprovado pelos deputados e senadores.

Considerações finais

A desoneração da folha de pagamentos foi uma política crucial para aliviar os custos trabalhistas de setores estratégicos, beneficiando milhares de empresas e fomentando empregos. Contudo, a extinção gradual até 2027 representa um desafio para os negócios que precisarão se adaptar às alíquotas padrão de 20%.

Enquanto a medida segue impactando positivamente as empresas em seus últimos anos, a discussão sobre equilíbrio fiscal e competitividade permanece no centro do debate econômico.

Para empresas e trabalhadores, a atenção às mudanças é fundamental para se preparar para o novo cenário a partir de 2028.

Imagem: wutzkohphoto / Shutterstock.com

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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