O programa de desoneração da folha de pagamentos trouxe uma economia significativa para empresas brasileiras ao longo de 2024. Dados da Receita Federal mostram que, de janeiro a agosto, a iniciativa resultou em uma redução de R$ 12,3 bilhões em tributos, beneficiando 28.819 empreendimentos.
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Porém, essa medida tem data para terminar. A partir de janeiro de 2025, o benefício será gradualmente encerrado, culminando em sua extinção total até o final de 2027.
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Como funciona a desoneração da folha?

A desoneração da folha de pagamentos permite que empresas de setores específicos substituam a contribuição patronal ao INSS, de 20% sobre a folha de salários, por uma alíquota calculada sobre a receita bruta.
Essa alternativa foi criada para reduzir os custos trabalhistas, estimulando a geração de empregos e a competitividade em determinados setores.
Setores beneficiados atualmente:
Entre os 17 setores que usufruem da desoneração estão:
- Tecnologia da informação (TI);
- Transporte coletivo;
- Indústria têxtil;
- Construção civil;
- Comunicação.
Com a aprovação do projeto de lei que prorrogou a desoneração até 2027, empresas desses setores ainda terão alguns anos para ajustar suas finanças antes do retorno à alíquota padrão de 20%.
Impacto financeiro da desoneração em 2024
De janeiro a agosto de 2024, o valor economizado pelas empresas com a desoneração chegou a R$ 12,3 bilhões. Esse montante colocou a desoneração da folha como a segunda maior renúncia fiscal do ano, perdendo apenas para o setor de adubos e fertilizantes, que somou R$ 14,95 bilhões em isenções.
Além disso, a desoneração foi parte de um total de R$ 97,7 bilhões em benefícios fiscais concedidos pelo governo federal no mesmo período, abrangendo diversas categorias.
O que muda a partir de 2025?
Com a promulgação da Lei 14.973, sancionada em setembro de 2024, a desoneração da folha será extinta de forma escalonada:
- 2025: Redução gradual dos benefícios em vigor.
- 2026: Manutenção do cronograma de encerramento para todos os setores.
- 2027: Extinção completa da desoneração.
A partir de 2028, todas as empresas deverão retornar ao regime padrão de recolhimento ao INSS, com 20% sobre a folha de pagamentos.
Benefícios e críticas ao programa
Vantagens da desoneração:
- Redução de custos trabalhistas: Empresas dos setores contemplados tiveram mais condições de gerar empregos.
- Competitividade: Negócios impactados por altos encargos fiscais puderam investir mais em inovação e expansão.
Críticas e desafios:
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- Perda de arrecadação: A redução de tributos gerou impactos significativos nas contas públicas, sendo uma das principais críticas do governo federal.
- Dependência setorial: A medida foi acusada de favorecer apenas determinados segmentos, criando uma desigualdade no mercado.
Análise do governo e do congresso
Embora o projeto inicial enviado pelo governo federal ao Congresso visasse ajustes mais restritivos na desoneração, a versão final aprovada pelos parlamentares foi mais ampla. Isso gerou debates acalorados entre o Ministério da Fazenda e os setores econômicos.
Em setembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei com vetos pontuais, mas manteve a essência do texto aprovado pelos deputados e senadores.
Considerações finais
A desoneração da folha de pagamentos foi uma política crucial para aliviar os custos trabalhistas de setores estratégicos, beneficiando milhares de empresas e fomentando empregos. Contudo, a extinção gradual até 2027 representa um desafio para os negócios que precisarão se adaptar às alíquotas padrão de 20%.
Enquanto a medida segue impactando positivamente as empresas em seus últimos anos, a discussão sobre equilíbrio fiscal e competitividade permanece no centro do debate econômico.
Para empresas e trabalhadores, a atenção às mudanças é fundamental para se preparar para o novo cenário a partir de 2028.
Imagem: wutzkohphoto / Shutterstock.com
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