A Câmara dos Deputados aprovou em 25 de junho de 2025 um projeto de grande impacto na vida dos trabalhadores brasileiros: a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos. Com a nova regra, ficam isentos os contribuintes que ganham até R$ 2.428,80, um alívio para milhões de famílias de baixa renda.
Câmara amplia isenção do IR: veja se você está entre os beneficiados
Câmara aprova isenção de IR para novo valor. Veja aqui quem se beneficia e o que muda na declaração de 2026. Confira! agora!!!
A proposta, que já estava em vigor por meio de medida provisória, foi agora convertida em lei e segue para análise no Senado. A mudança corrige uma defasagem histórica na tabela do IR, que há anos não acompanhava o ritmo da inflação nem o reajuste do salário mínimo, comprometendo o poder de compra dos mais pobres.

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Imposto de Renda: O que muda com a nova isenção
A medida eleva a faixa de isenção de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80, garantindo que trabalhadores que ganham até esse valor mensalmente fiquem fora da base de cálculo do IR em 2026, ano em que as novas regras passam a valer. Com a atualização, cerca de 12 milhões de contribuintes serão beneficiados, de acordo com o Ministério da Fazenda.
Além disso, a alteração promove um reequilíbrio na cobrança do imposto, aproximando-se da realidade econômica atual. Segundo dados oficiais, a última correção significativa na tabela havia ocorrido em 2015, o que gerou distorções ao longo dos anos.
Principais pontos do projeto
- Nova faixa de isenção: até R$ 2.428,80 mensais
- Vigência: ano-base 2025, declaração de 2026
- Beneficiados: cerca de 12 milhões de trabalhadores
- Impacto fiscal estimado: R$ 3,29 bilhões em 2025
Ajuste necessário à tabela do IR
A defasagem na tabela do Imposto de Renda tem sido um dos pontos mais criticados por especialistas em política tributária. O novo projeto busca justamente corrigir essa distorção, considerando o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025, que representa um ganho de 7,5% sobre o valor anterior.
Sem a correção, contribuintes que recebem dois salários mínimos passariam a pagar imposto, perdendo parte do aumento salarial. A medida, portanto, tem como objetivo preservar o poder aquisitivo de quem mais precisa.
Impacto no cotidiano
Para os trabalhadores que se encaixam na nova faixa de isenção, a medida representa mais dinheiro no bolso. Isso se traduz em maior capacidade de consumo, melhoria no bem-estar familiar e maior movimentação da economia local.
Debate e tramitação
A aprovação na Câmara ocorreu após intenso debate. Deputados da base governista exaltaram a proposta como essencial para a redução da desigualdade e para o fortalecimento da justiça tributária. Já a oposição criticou a falta de clareza sobre as compensações fiscais para a renúncia de arrecadação.
O que diz o governo
O Ministério da Fazenda defendeu que a renúncia está dentro das previsões orçamentárias e que medidas de compensação já estão sendo estudadas. Entre as alternativas estão o corte de incentivos fiscais considerados ineficientes e a reavaliação de despesas obrigatórias.
Impacto fiscal e sustentabilidade
A ampliação da isenção, embora positiva do ponto de vista social, representa um desafio fiscal. O governo deixará de arrecadar R$ 3,29 bilhões já em 2025. Esse valor aumenta para R$ 5,34 bilhões em 2026 e para R$ 5,73 bilhões em 2027, segundo estimativas da Receita Federal.
Detalhamento por ano:
- 2025: R$ 3,29 bilhões
- 2026: R$ 5,34 bilhões
- 2027: R$ 5,73 bilhões
A projeção demonstra que o custo da medida tende a crescer, exigindo rigor fiscal e atenção às finanças públicas. Ainda assim, o governo aposta no retorno indireto com o aquecimento do consumo e redução da informalidade.
Relação com o salário mínimo
O reajuste do salário mínimo está diretamente ligado à necessidade de alterar a faixa de isenção do IR. A nova política de valorização do mínimo, que considera inflação mais crescimento real do PIB, levou o piso salarial de R$ 1.412 para R$ 1.518 em janeiro de 2025.
Sem o ajuste na tabela do IR, esse aumento acabaria sendo parcialmente anulado pela tributação. Com a nova faixa de isenção, o governo assegura que os ganhos salariais cheguem de forma integral ao trabalhador.
Tramitação no Senado
O projeto segue agora para o Senado, onde deve tramitar em regime de urgência. A expectativa é que a votação ocorra nas próximas semanas. Senadores da base aliada já indicaram apoio, enquanto setores da oposição cobram mais transparência fiscal.
Possíveis ajustes
O Senado poderá fazer alterações no texto, principalmente em relação às medidas compensatórias. Caso isso ocorra, o projeto retorna à Câmara para nova votação. Porém, há um consenso de que a medida deve ser aprovada com agilidade.
Quem são os principais beneficiados
A nova isenção beneficia diretamente trabalhadores de baixa renda, incluindo categorias como:
- Empregados domésticos
- Operários da construção civil
- Funcionários do setor de serviços e comércio
- Aposentados com rendimentos até dois mínimos
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Esses grupos destinam grande parte da renda para despesas básicas, como alimentação, moradia e transporte, o que torna a isenção um alívio financeiro considerável.
Tabela do IR: histórico recente
Nos últimos anos, a tabela do Imposto de Renda foi ajustada pontualmente. A seguir, os principais marcos:
- 2023: isenção até R$ 2.112
- 2024: isenção até R$ 2.259,20
- 2025: isenção até R$ 2.428,80
Apesar das correções, especialistas afirmam que a tabela ainda está defasada em mais de 130% em relação à inflação acumulada desde 1996.
Outras propostas em discussão
A isenção até R$ 2.428,80 é apenas uma etapa. O governo ainda trabalha para aprovar outra proposta que amplia a faixa para até R$ 5 mil, beneficiando uma fatia maior da população, especialmente a classe média.
Proposta paralela
Essa proposta tramita separadamente e deve ser votada ainda em 2025. O relatório final está em elaboração, e deve trazer novos mecanismos de compensação para viabilizar a mudança sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Reações políticas e sociais
A votação gerou forte repercussão política. Sindicatos e entidades de classe comemoraram a aprovação como uma conquista histórica. Já representantes do setor empresarial alertaram para os riscos de desequilíbrio nas contas públicas.
Enquanto isso, o mercado financeiro acompanhou o processo com cautela, preocupado com possíveis impactos sobre a dívida pública e o cumprimento do novo arcabouço fiscal.
Cenário econômico e desafios
A aprovação da nova faixa de isenção ocorre em meio a um cenário de crescimento moderado da economia e pressão sobre os gastos públicos. O governo tenta manter os compromissos sociais sem perder o controle fiscal, tarefa considerada desafiadora.
Medidas como a revisão de benefícios fiscais para grandes empresas, a taxação de lucros no exterior e a modernização da cobrança de tributos digitais estão entre as estratégias para garantir receitas adicionais.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos é um passo importante rumo a uma tributação mais justa no Brasil. Com impacto direto sobre milhões de trabalhadores, a medida representa não apenas um alívio financeiro, mas também um gesto de valorização à força de trabalho de menor renda.
Apesar dos desafios fiscais, a medida é bem-vinda e marca um esforço do governo para tornar o sistema tributário mais progressivo. Resta agora acompanhar a tramitação no Senado e a implementação das ações compensatórias que garantirão a sustentabilidade da política tributária no médio e longo prazo.
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