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Magazine Luiza, Renner e C&A criticam isenção de taxas para sites estrangeiros

Após governo voltar atrás na decisão de taxar a Shein, Shopee e AliExpress, varejistas criticam decisão e reagem. Saiba mais.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Impostos

Na última terça-feira (18) o presidente Lula voltou atrás na decisão de taxar compras internacionais de até US$ 50. Isso ocorreu porque a ideia de Haddad, ministro da Fazenda, de taxar as grandes varejistas como Shein, Shopee e AliExpress foi bastante impopular. 

Essa decisão, por um lado, agradou a população, que temia ter que pagar valores mais altos nestes sites que são muito usados por terem preços mais amenos do que as opções brasileiras. Contudo, os grupos varejistas do Brasil não ficaram nada felizes com a decisão do governo federal.

Vale destacar que o anúncio de Haddad da semana passada, a respeito de taxar as varejistas estrangeiras, foi uma solicitação das empresas brasileiras que se consideram em desvantagem. Para essas companhias, a concorrência é desleal visto que as empresas estrangeiras não cumprem obrigações fiscais. 

Qual o posicionamento das varejistas brasileiras sobre a isenção de taxas? 

Com o novo posicionamento que foi anunciado ontem, uma associação de 71 varejistas divulgou uma carta na manhã desta quarta-feira (19). O IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) alega que essa situação é insustentável para a indústria e comércio no Brasil, visto que as varejistas estão sofrendo com a concorrência desleal.

A carta representa 71 varejistas no total, entre elas estão companhias muito conhecidas, como:

  • Magazine Luiza;
  • C&A;
  • Renner;
  • Americanas;
  • Marisa;
  • Dafiti;
  • Guararapes (Riachuelo).

Concorrência desleal

É importante destacar que o intuito inicial dessa taxação das grandes varejistas estrangeiras era arrecadar mais dinheiro, já que o governo Lula deseja arrecadar mais tributos para minimizar os impactos negativos da economia brasileira. 

Nesse sentido, se taxadas, essas varejistas poderiam movimentar entre R$ 7 a R$ 8 bilhões. Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV, destacou que esse dinheiro “poderia ser usado em áreas cruciais para o Brasil”. 

Além disso, ele ainda afirmou que essa seria uma maneira para “combater a concorrência desleal que o varejo, hoje, enfrenta no país”. Isso porque hoje o volume de compras da Shein e da Shopee, por exemplo, é bem alto e há pouca fiscalização de pagamento de tributos. 

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Brasileiros se animam com a isenção de taxa

Como dito antes, a população brasileira, de maneira geral, ficou feliz com a isenção de taxas em compras de até US$ 50, confira alguns comentários das redes sociais:

Imagem: William Potter / Shutterstock

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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