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Muse estreia nos EUA e leva ações da Meta a subir 25,8% em apenas 16 dias

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Meta Muse

A Meta entrou em uma nova fase da inteligência artificial com o lançamento do Muse, seu agente pessoal de IA desenvolvido para não apenas responder perguntas, mas também executar tarefas em nome do usuário.

Apresentado em 8 de setembro de 2026, o serviço começou a ser disponibilizado nos Estados Unidos para iPhone, Android e pela web. Em menos de duas semanas, o aplicativo ultrapassou 2,5 milhões de downloads no país, segundo dados da Sensor Tower citados pela Reuters.

O desempenho inicial colocou o Muse no centro da estratégia da Meta para inteligência artificial voltada ao consumidor. A proposta é transformar o chatbot em uma espécie de assistente digital capaz de acompanhar objetivos, acessar serviços autorizados e realizar tarefas com menor necessidade de intervenção humana.

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O que é o Muse e como ele funciona

MUSE META
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A principal diferença do Muse para um chatbot convencional está na capacidade de agir. Em vez de apenas fornecer uma resposta sobre como executar determinada tarefa, o agente pode abrir um navegador, preencher formulários, enviar mensagens, organizar informações e continuar trabalhando mesmo depois que o usuário fecha o aplicativo.

A Meta explica que o sistema funciona dentro de uma máquina virtual própria, chamada Muse Secure VM. Esse ambiente concentra o agente, os dados e as credenciais dos serviços conectados, enquanto um sistema separado, chamado Sentinel, controla o acesso do Muse à internet.

Na prática, isso permite que uma pessoa forneça uma solicitação mais ampla. Em vez de pedir apenas “qual é a melhor passagem para determinado destino?”, por exemplo, o usuário pode delegar etapas de uma viagem, como pesquisar opções, organizar informações e avançar no planejamento.

O Muse também utiliza o Muse Spark, modelo de inteligência artificial apresentado pela Meta em abril de 2026 e desenvolvido para tarefas que exigem interação mais direta com o ambiente digital.

Por que o Muse chamou tanta atenção

A velocidade de adoção foi um dos principais destaques das primeiras semanas. Estimativas da Sensor Tower apontaram mais de 2,5 milhões de downloads nos Estados Unidos até 21 de setembro, somando iOS e Android. A Reuters também registrou que o aplicativo chegou ao topo dos rankings de aplicativos nos EUA pouco depois do lançamento.

O movimento coincidiu com forte valorização das ações da Meta em setembro. Entretanto, a alta dos papéis não deve ser atribuída exclusivamente ao número de downloads do Muse: o desempenho de uma ação depende de diversos fatores, incluindo expectativas de resultados, cenário do setor de tecnologia e avaliação dos investidores.

O interesse pelo produto está ligado principalmente à mudança de conceito proporcionada pelos chamados agentes de IA. O chatbot tradicional depende de comandos sucessivos para cada etapa. Um agente pode receber um objetivo mais amplo e executar parte do trabalho necessário para alcançá-lo.

Privacidade é um dos principais pontos de atenção

Como o Muse pode se conectar a e-mail, calendário, compras e outros serviços, a privacidade se tornou uma questão central do produto.

Segundo a Meta, o usuário decide quais aplicativos serão conectados e quais permissões serão concedidas. A empresa afirma ainda que o Muse não tem acesso direto às senhas e aos dados de pagamento armazenados de forma segura e que determinadas ações sensíveis exigem autorização antes de serem concluídas.

A companhia também afirma que o usuário pode desconectar serviços e solicitar que informações específicas sejam esquecidas. Está prevista ainda uma modalidade chamada Confidential VM, na qual os dados e conversas serão protegidos por uma chave controlada pelo próprio usuário.

Para o consumidor, a questão prática é avaliar com cuidado quais contas realmente precisam ser integradas. Quanto maior o nível de autonomia concedido ao agente, maior também é a importância de revisar permissões e acompanhar o histórico de ações realizadas.

Muse ganha recursos para compras e outras tarefas

A Meta vem ampliando a capacidade do agente por meio de conexões com serviços externos. Um dos exemplos é o comércio eletrônico.

A empresa anunciou integração com o catálogo da Shopify e novas conexões com plataformas como Walmart, Best Buy, Gap, Sephora e Wayfair. Também foram anunciados recursos de pagamento envolvendo Shop Pay e PayPal, além da integração com outros serviços para tarefas profissionais e viagens.

No lançamento, a Meta informou que o Muse pode utilizar o Link, da Stripe, para pagamentos, com um cartão de uso único destinado a esconder os dados reais do cartão do usuário durante determinadas compras.

A evolução mostra que a empresa pretende levar o agente para além das conversas. A intenção é fazer com que o Muse funcione como uma camada de automação entre o usuário e diferentes serviços digitais.

Muse terá voz e poderá funcionar nos óculos da Meta

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REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo

Outra mudança anunciada pela companhia é a expansão do Muse para os óculos com inteligência artificial da Meta.

No Meta Connect 2026, realizado em 23 de setembro, a empresa confirmou que o agente será levado aos óculos nos próximos meses. A proposta é permitir que o usuário converse com o Muse sem precisar pegar o celular, inclusive utilizando o que estiver diante de seus olhos como contexto para determinadas tarefas.

O modo de voz também foi ampliado. Segundo a Meta, o Muse poderá continuar executando tarefas em segundo plano enquanto a conversa com o usuário prossegue.

A empresa ainda anunciou que o agente terá um endereço de e-mail próprio, recurso que poderá ampliar sua capacidade de comunicação e execução de tarefas.

Imagem: Reprodução

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