A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, para que bloqueie e remova conteúdos que promovam a venda ilegal de lacres, tampas, rótulos e garrafas de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.
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A ação faz parte de um esforço do governo para combater a adulteração de bebidas alcoólicas, que vem causando intoxicações graves em diversas regiões do país. Até a manhã do último domingo, 5, o Ministério da Saúde confirmou 195 registros de intoxicação por metanol, gerando preocupação nacional.
Prazo de 48 horas para providências

A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, órgão vinculado à AGU, estipulou um prazo de 48 horas para que a Meta informe as medidas adotadas para identificar e remover esse tipo de conteúdo.
Caso a empresa não cumpra a determinação, ela poderá enfrentar medidas judiciais nas esferas civil, administrativa e criminal, de acordo com comunicado oficial do governo.
Comércio clandestino de produtos para adulteração
Segundo a AGU, reportagem da BBC Brasil, publicada na última sexta-feira, 3, revelou que os anúncios de venda clandestina ofereciam produtos de marcas conhecidas e até falsos selos da Receita Federal, com entrega em todo o país e venda em larga escala para grupos e comunidades online com milhares de participantes.
“Esses anúncios configuram uma violação grave de normas sanitárias, penais e de defesa do consumidor, podendo caracterizar crime contra a saúde pública, conforme o artigo 272 do Código Penal”, afirmou a AGU.
Responsabilidade das plataformas digitais
O documento da AGU cita o Marco Civil da Internet e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) para reforçar a responsabilidade das plataformas digitais sobre os conteúdos publicados. A notificação destaca que a inércia na moderação de conteúdos ilegais contraria as políticas internas da Meta, que proíbem expressamente a venda de produtos ilegais e materiais para falsificação.
A empresa, ao permitir a circulação desses anúncios, coloca em risco a saúde pública e a segurança dos consumidores, aumentando a relevância da ação governamental.
Perigos do metanol e intoxicações
O metanol é um álcool tóxico que pode causar sérios problemas de saúde, incluindo cegueira, falência renal e até morte. A ingestão acidental ou intencional de bebidas adulteradas com metanol representa um perigo grave à população, principalmente em regiões onde há venda clandestina de bebidas alcoólicas.
O governo federal reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e de cooperação das plataformas digitais para evitar que conteúdos promovam a circulação desses produtos ilegais.
Impactos da notificação sobre a Meta e redes sociais
A notificação da AGU pode gerar impactos significativos para a Meta, incluindo:
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- Bloqueio e remoção imediata de conteúdos relacionados à venda de produtos adulterados;
- Fiscalização judicial caso a empresa não cumpra o prazo estipulado;
- Reforço da responsabilidade civil e criminal em caso de persistência do problema;
- Pressão para adoção de sistemas automáticos de moderação mais eficazes para prevenir venda de produtos ilegais.
Além disso, a ação governamental serve como alerta para outras plataformas digitais, reforçando a necessidade de moderação proativa de conteúdos ilegais e a cooperação com autoridades de saúde e segurança pública.
Medidas preventivas e conscientização
Especialistas alertam que a circulação de conteúdos que incentivam a venda de produtos adulterados exige ações preventivas contínuas, incluindo:
- Campanhas de conscientização sobre os riscos do metanol;
- Fiscalização de plataformas digitais e marketplaces;
- Denúncia imediata de anúncios suspeitos por consumidores e autoridades;
- Reforço da legislação e penas para infratores.
A combinação de fiscalização governamental, conscientização pública e responsabilidade das plataformas digitais é essencial para prevenir novas intoxicações e proteger a saúde da população.
Responsabilidade digital e proteção à saúde pública

A notificação da Meta pela AGU representa um passo importante no combate à venda ilegal de produtos com metanol, mostrando que plataformas digitais devem assumir responsabilidade sobre os conteúdos publicados. A medida visa proteger consumidores, reduzir intoxicações e garantir a aplicação das normas sanitárias e penais. A colaboração entre governo, empresas de tecnologia e sociedade civil é crucial para enfrentar esse problema e minimizar riscos à saúde pública.



