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Ministro afirma que Lula não mudará autonomia do Banco Central

O chefe da Pasta fez a declaração após o presidente dizer que a independência do Banco Central (BC) é “bobagem”.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Fachada do Banco Central

Na última quinta-feira (19), o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não mudará a autonomia do Banco Central (BC). O chefe da Pasta fez a declaração após o presidente dizer que a independência do BC é “bobagem”.

Dessa forma, em sua conta no Twitter, Padilha afirmou que “não há nenhuma predisposição por parte do governo de fazer qualquer mudança na relação com o Banco Central”.

Presidente não mudará postura, assegurou ministro 

Como dito anteriormente, o ministro assegurou que o presidente Lula não mudará de postura neste momento.

“Como disse o presidente Lula, na sua experiência de governo, deu plena autonomia ao presidente do BC, Henrique Meirelles”, acrescentou Padilha.  

Responsável pela articulação política do governo, Padilha afirmou ainda que as autoridades políticas entendem a importância da  política monetária.

Além disso, a gestão vê o papel de análise da macroeconomia do Banco Central para o Brasil. Dessa forma, “a convivência respeitosa entre as instituições vai continuar sendo a ordem dessa gestão”, assegurou o ministro das Relações Institucionais.. 

Para Lula, independência do Banco Central é “bobagem”

O presidente disse, em entrevista nesta quarta-feira (18) à jornalista Natuza Nery, da GloboNews, que a independência do Banco Central (BC) é “bobagem”. De acordo com Lula, um presidente do Banco Central que não tem sua indicação feita pelo chefe do Executivo não faz mais do que alguém que seja nomeado pelo presidente da República.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou a proposta de autonomia do Banco Central ainda em 2021. A proposta aprovada pelo Congresso Nacional determinou um mandato de quatro anos para os presidentes do BC. Contudo, o período não coincide com a gestão da presidência da República. 

A decisão tem como objetivo assegurar que os presidentes e diretores do BC não sejam demitidos por possíveis mudanças na economia do país.

Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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