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Ministro de Lula diz que salário mínimo seria de R$ 1.396

Segundo o ministro do Trabalho, o salário mínimo deve passar por novo reajuste em maio. Confira mais detalhes.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
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De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o salário mínimo atual deveria ser de R$ 1.396. No entanto, para chegar ao valor, a Política de Valorização do Salário Mínimo foi incluída no cálculo. Esta foi deixada de lado pelos ex-presidentes do Brasil e retomada pelo governo atual.

Marinho disse que a política de valorização apresentou bons resultados nos anos em que o país foi governado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliás, mais especificamente quando o atual chefe do Trabalho ficou à frente da mesma pasta, entre os anos de 2005 e 2007.

Salário mínimo de R$ 1.396 representaria um reajuste de 7,22%

Se o valor pago para os trabalhadores fosse de R$ 1.396, isso levaria a um aumento de 7,22% sobre o valor atual, que é de R$ 1.302. No entanto, isso não depende apenas da política, mas também do espaço fiscal nas contas públicas do país. Em maio, o salário mínimo deve passar por um novo reajuste.

De acordo com Marinho, foi possível mostrar que o controle da inflação era viável, bem como a geração de empregos e crescimento de renda. Ele ainda disse que há possibilidade de crescer a “massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro”. A política teria impulsionado isso.

Nas palavras do atual ministro do Trabalho, a política constituía-se em, além da inflação, assegurar o aumento real da economia. Isso tudo para dar sustentabilidade, previsibilidade e credibilidade para todos os agentes.

O que é a Política de Valorização do Salário Mínimo

Tudo começou em 2004, primeiro mandato de Lula, após uma intensa negociação com representantes da classe trabalhadores e também de aposentados. Naquele ano, a Política de Valorização do Salário Mínimo foi estabelecida considerando-se:

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  • Variação do Índice de Preços ao Consumidor (INPC) ao ano anterior;
  • Dobro do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) referente a dois anos antes.

Nesse sentido, se o crescimento do produto fosse negativo, a quantia levada em conta para esse índice no cálculo adotado seria zero. Anos depois, em 2019, essa regra perdeu a validade e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não a editou para manter o ganho real do salário.

Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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