De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o salário mínimo atual deveria ser de R$ 1.396. No entanto, para chegar ao valor, a Política de Valorização do Salário Mínimo foi incluída no cálculo. Esta foi deixada de lado pelos ex-presidentes do Brasil e retomada pelo governo atual.
Ministro de Lula diz que salário mínimo seria de R$ 1.396
Segundo o ministro do Trabalho, o salário mínimo deve passar por novo reajuste em maio. Confira mais detalhes.
Marinho disse que a política de valorização apresentou bons resultados nos anos em que o país foi governado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliás, mais especificamente quando o atual chefe do Trabalho ficou à frente da mesma pasta, entre os anos de 2005 e 2007.
Salário mínimo de R$ 1.396 representaria um reajuste de 7,22%
Se o valor pago para os trabalhadores fosse de R$ 1.396, isso levaria a um aumento de 7,22% sobre o valor atual, que é de R$ 1.302. No entanto, isso não depende apenas da política, mas também do espaço fiscal nas contas públicas do país. Em maio, o salário mínimo deve passar por um novo reajuste.
De acordo com Marinho, foi possível mostrar que o controle da inflação era viável, bem como a geração de empregos e crescimento de renda. Ele ainda disse que há possibilidade de crescer a “massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro”. A política teria impulsionado isso.
Nas palavras do atual ministro do Trabalho, a política constituía-se em, além da inflação, assegurar o aumento real da economia. Isso tudo para dar sustentabilidade, previsibilidade e credibilidade para todos os agentes.
O que é a Política de Valorização do Salário Mínimo
Tudo começou em 2004, primeiro mandato de Lula, após uma intensa negociação com representantes da classe trabalhadores e também de aposentados. Naquele ano, a Política de Valorização do Salário Mínimo foi estabelecida considerando-se:
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
- Variação do Índice de Preços ao Consumidor (INPC) ao ano anterior;
- Dobro do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) referente a dois anos antes.
Nesse sentido, se o crescimento do produto fosse negativo, a quantia levada em conta para esse índice no cálculo adotado seria zero. Anos depois, em 2019, essa regra perdeu a validade e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não a editou para manter o ganho real do salário.
Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com
