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Ministro diz que a Uber pode sair do Brasil se quiser; entenda a situação

O ministro contou que pediu aos Correios que estudassem a montagem de um aplicativo parecido com a Uber. Saiba mais!

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento3 min de leitura
Logotipo da Uber estampado em uma pilastra.

“E se a Uber sair do Brasil? […] Se caso [a plataforma] queira sair, o problema é só da Uber”. Essas foram as palavras usadas pelo chefe do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante uma audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (4).

Segundo Marinho, ele pediu aos Correios que estudassem a montagem de um aplicativo parecido com a Uber. O projeto serviria para as pessoas que querem usar a plataforma para trabalhar “sem a neura do lucro dos capitalistas”.

Por isso, o ministro demonstrou despreocupação com a possibilidade da companhia deixar o país. “Primeiro, que a Uber não vai sair do Brasil. Segundo, se caso [a companhia] queira sair, o problema é só da Uber, porque outros concorrentes ocuparão esse espaço, como é no mercado normal”, disse Marinho.

Marinho afirmou que os Correios poderiam substituir a Uber 

Em fevereiro, Marinho falou sobre a proposta de regulamentação da Uber e afirmou que os Correios poderiam substituir a empresa caso ela deixasse o país. “Posso chamar os Correios, que é uma empresa de logística, e dizer para criar um aplicativo e substituir”, disse o ministro do Trabalho na ocasião.

Ainda durante a oportunidade, o chefe da pasta disse não ter certeza se os motoristas da Uber se enquadrariam nas regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CTL). Porém, ele afirmou ter o desejo em realizar mudanças nas normas a fim de atender a categoria.

A realidade é que, desde maio, representantes de trabalhos e dos aplicativos têm se reunido em Brasília para debater uma proposta de regulamentação. Por esse motivo, os motoboys, por exemplo, propõem o pagamento de taxa fixa de R$ 35,76 por hora logada no app.

Ministro do Trabalho Luiz Marinho falando em um microfone
Imagem: Reprodução / Sindicato dos Metalúrgicos ABC

Plataformas são obrigadas a pagar entregadores em Nova York

Em 28 de setembro, segundo a AFP, as empresas Uber, Doordash e Grubhub não conseguiram suspender uma medida que estabelece um salário mínimo para entregadores de comida em bicicleta de Nova York, nos Estados Unidos. Ademais, o anúncio do pagamento por hora de US$ 17,96 ocorreu em junho.

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Por fim, o valor do salário por hora aumentará para US$ 19,96 em 2025 e depois passará por ajuste da inflação. A Doordash afirmou que a taxa vai reduzir oportunidades e vai elevar os custos para todos os moradores da cidade. Tanto ela quanto a Uber e Grubhub ainda podem recorrer da decisão.

Imagem: Michael Vi/shutterstock.com

Adriane Sacramento

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Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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