Com o crescimento do uso de cartões de crédito no Brasil, uma nova alternativa foi lançada para facilitar o pagamento de faturas. A medida, anunciada em nota conjunta de instituições financeiras e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), permite aos consumidores consolidar dívidas de cartão em parcelas fixas, ajudando a melhorar o planejamento financeiro.
Nova função para quitar sua fatura do cartão de crédito é liberada! Entenda
Descubra como funciona o novo sistema de parcelamento de dívidas do cartão de crédito. Saiba quem pode aderir!
A seguir, detalhamos como funciona essa novidade, quem pode aderir e quais as condições para utilizar o novo sistema.
O que é o novo sistema de parcelamento de dívidas?

A nova função possibilita que clientes refinanciem toda a dívida do cartão de crédito – incluindo saldos pendentes, vencidos e compras parceladas – em um único pagamento parcelado. Os valores das parcelas serão fixos, permitindo previsibilidade no orçamento mensal.
Leia mais: Quais são os tipos de cartões de crédito disponíveis para negativados?
Essa medida busca reduzir os encargos causados pelo uso do crédito rotativo, que tem uma das taxas de juros mais altas do mercado financeiro. Ao consolidar as dívidas, o cliente pode se organizar melhor, evitando custos extras por atrasos ou múltiplas cobranças.
Como funciona o refinanciamento?
- Consolidação das dívidas: Todas as despesas do cartão de crédito são agrupadas.
- Parcelas fixas: O valor é dividido em montantes iguais, com vencimento mensal.
- Planejamento financeiro: O cliente sabe exatamente quanto pagará ao longo do período, sem surpresas.
- Redução de juros: Embora haja taxas aplicáveis, estas devem respeitar limites regulatórios, garantindo que o custo total não exceda a dívida inicial.
Quem pode oferecer essa opção?
Os emissores de cartões de crédito, como bancos e financeiras, têm autonomia para decidir se disponibilizarão essa modalidade aos clientes. Não há obrigatoriedade para as instituições, e cada uma pode ajustar suas ofertas de acordo com o perfil e a necessidade do consumidor.
É obrigatório aderir ao sistema?
A adesão é voluntária e depende de consentimento do cliente. Aqueles que preferirem podem continuar utilizando opções tradicionais de parcelamento ou o crédito rotativo. A decisão de contratar o refinanciamento deve ser comunicada de forma clara e transparente pelas instituições financeiras.
Quais são as condições e taxas aplicáveis?
As taxas e prazos serão definidos por cada emissor, respeitando as diretrizes do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional. Entre as principais regras, destacam-se:
- Limitação de juros: O valor total de encargos e juros não pode exceder a dívida original do cliente.
- Prazo flexível: Os emissores podem oferecer diferentes opções de prazo para o refinanciamento.
- Antecipar pagamentos: Clientes podem quitar as parcelas antecipadamente, aproveitando descontos proporcionais ao tempo restante.
Essa flexibilidade é considerada uma das principais vantagens, pois permite que o consumidor escolha condições alinhadas ao seu orçamento e objetivos financeiros.
Benefícios e impactos para o consumidor
A nova modalidade de parcelamento foi desenhada para beneficiar consumidores que enfrentam dificuldades em quitar suas faturas na totalidade. Entre os principais benefícios, estão:
- Previsibilidade financeira: Parcelas fixas ajudam no planejamento mensal.
- Redução de encargos: Juros mais baixos que o crédito rotativo evitam que a dívida cresça descontroladamente.
- Evitar inadimplência: Com condições mais acessíveis, há menor risco de atrasos e cobranças adicionais.
Impactos no setor financeiro
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A medida não deve afetar significativamente outros segmentos do mercado, como adquirentes e varejistas. Os calendários de pagamento entre esses atores serão mantidos, e compras parceladas sem juros continuarão sem cobranças adicionais, exceto em caso de atrasos.
Como aderir ao novo sistema de parcelamento

Para contratar o refinanciamento, o cliente deve entrar em contato com o emissor do cartão de crédito e solicitar a adesão. O processo envolve:
- Análise do perfil: A instituição avalia a situação financeira do cliente.
- Oferta personalizada: Condições como número de parcelas e taxas são apresentadas.
- Consentimento formal: A contratação ocorre mediante aprovação clara por parte do cliente.
Recomendações importantes:
- Compare as taxas de diferentes emissores antes de decidir.
- Certifique-se de que o refinanciamento é a melhor opção para sua situação financeira.
- Mantenha o controle do orçamento para evitar novas dívidas.
Considerações finais
A introdução desse sistema representa um passo importante para melhorar a relação dos consumidores com o crédito. A previsibilidade das parcelas fixas e a flexibilidade nas condições oferecem alternativas acessíveis para quem deseja organizar suas finanças.
Embora a adesão seja opcional, é essencial que os consumidores estejam bem-informados sobre as condições oferecidas e avaliem se essa solução atende às suas necessidades.
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