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Novo corte no juros! Copom a Selic para 11,25%

Descubra como o 5º corte consecutivo na Selic pelo Banco Central impacta a economia brasileira, chegando à menor taxa desde março de 2022.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Sobre uma superfície preta, letras brancas formando a palavra Selic. Abaixo, um símbolo de porcentagem e uma moeda de 1 real.

O Banco Central (BC) realizou na última quarta-feira, dia 31 de janeiro, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), o anúncio de um novo corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, fixando-a em 11,25% ao ano.

Essa redução, a quinta consecutiva, já era aguardada pelo mercado. A taxa agora fixada é a menor desde março de 2022, quando ela estava em 11,75% ao ano.

A Selic saiu de 2%, em janeiro de 2021, até atingir 13,75% em agosto de 2022, após 12 elevações seguidas. A partir de agosto do ano passado, contudo, o Copom iniciou uma fase de cortes, sempre na casa dos 0,5 ponto porcentual.

Por que há cortes na taxa de juros Selic?

Sobre uma superfície preta, letras brancas formando a palavra Selic. Abaixo, um símbolo de porcentagem e uma moeda de 1 real.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Decrescimentos na Selic resultam da desaceleração da inflação no Brasil. A taxa de juros é o principal instrumento de política monetária do BC, sendo que ao elevá-la, tende-se a desaquecer a economia, efeito que resulta na redução dos preços no mercado.

Assim, quando a taxa cai, o objetivo é oposto e espera-se aquecer a economia, incentivando a produção e o consumo.

Dentro das atribuições básicas do BC, a manutenção da inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é fundamental. A meta para 2024 teve definição em 3%.

No entanto, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será atendida se a inflação ficar entre 1,5% e 4,5%.

O índice de inflação e os consequentes cortes na Selic

A continuidade dos cortes na Selic é uma consequência da perda de força da inflação no país. Segundo estimativas de agentes econômicos, consultados pelo BC no Relatório Focus, espera-se que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano em 3,81%.

Vale ressaltar que as alterações na taxa básica têm um efeito reverberante na economia, uma vez que há uso da Selic nas negociações de títulos públicos e ela serve de referência para os demais índices do país.

Consenso sobre o corte e expectativas futuras

Já era consenso no mercado que haveria nova redução da Selic, neste caso de 0,5 ponto porcentual, conforme apontaram os comunicados que acompanharam a última decisão do Copom no final de 2023. Estima-se, de acordo com o Relatório Focus, que a taxa básica de juros atinja 9% no fim de 2024.

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A saber, as reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias, dividindo-se em duas etapas. No primeiro dia, realizam-se apresentações técnicas analisando a evolução e as perspectivas econômicas brasileiras e mundiais, com foco na inflação.

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Além disso, observa-se o comportamento do mercado financeiro. Ademais, no segundo dia do encontro, os membros do comitê definem a taxa Selic. Assim, a próxima reunião está agendada para os dias 19 e 20 de março.

Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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