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Novo serviço 5G começa a funcionar no mercado brasileiro

Nova operadora inicia 5G comercial em Minas Gerais, supera 1 Gbps e vence leilão da faixa de 700 MHz para ampliar cobertura no Brasil.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
5G

O mercado brasileiro de telecomunicações ganhou um novo movimento com o início das operações 5G comerciais da empresa iez! Telecom em Itaú de Minas (MG). A iniciativa foi realizada em parceria com a NetSpeed, provedora regional que passa a oferecer planos móveis utilizando a infraestrutura da nova rede.

Segundo informações divulgadas pela empresa, testes internos indicaram velocidades superiores a 1 Gbps de download — patamar considerado alto para redes móveis e compatível com a proposta do 5G de alta capacidade e baixa latência.

A operação começou em 18 de abril e já cobre a área urbana do município, sinalizando uma estratégia voltada inicialmente à expansão local antes de avançar para outras regiões.

Como funciona?

Leia mais: Internet via satélite cresce, mas ainda não substitui 4G e 5G

A proposta segue uma tendência crescente no setor: provedores regionais de internet fixa expandindo para o mercado móvel sem precisar construir uma rede do zero.

Parceria com provedores locais

Nesse modelo, a operadora utiliza a infraestrutura de rede já existente, enquanto o parceiro regional comercializa os planos e faz o atendimento ao cliente. Isso reduz custos de implantação e acelera a entrada no mercado.

No caso de Itaú de Minas, a NetSpeed passou a oferecer planos com franquias de 50 GB e 100 GB, voltados ao uso residencial e profissional.

Impacto para o consumidor

  • Internet móvel de alta velocidade
  • Possibilidade de maior estabilidade em áreas urbanas
  • Planos com franquias competitivas
  • Alternativa às grandes operadoras nacionais

Estratégia inclui expansão para rodovias

Além do lançamento comercial, a empresa também avançou em um movimento estratégico relevante no setor.

Leilão da faixa de 700 MHz

Na mesma semana da operação 5G, a iez! arrematou o lote A5 do leilão da faixa de 700 MHz promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O lote cobre a região Sudeste, exceto o estado de São Paulo, com outorga mínima de R$ 4,4 milhões.

  • Possui maior alcance de sinal
  • Exige menos antenas para cobrir grandes áreas
  • Tem melhor penetração em áreas rurais e rodovias
  • Complementa frequências de maior capacidade, como a de 3,5 GHz

Essa combinação permite ampliar tanto a cobertura quanto a qualidade da rede.

Objetivo do leilão

O leilão teve como meta ampliar o sinal 4G e 5G em mais de 6.500 km de rodovias federais e em mais de 800 localidades distribuídas por 16 estados.

Entre os vencedores dos lotes estão operadoras regionais, o que reforça a descentralização do setor. Grandes operadoras nacionais ficaram de fora dessa rodada específica.

A estratégia combina:

  • Faixa de 3,5 GHz (principal do 5G, adquirida no leilão de 2021)
  • Faixa de 700 MHz (voltada à cobertura ampla e interiorização)

Essa integração é considerada prática consolidada no mercado global de telecomunicações.

Importância da faixa

A frequência de 700 MHz é conhecida por sua capacidade de cobertura extensa. Em termos técnicos, ondas mais baixas atravessam obstáculos com mais facilidade e alcançam distâncias maiores.

Aplicação prática

Isso é especialmente relevante para:

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  • Rodovias
  • Áreas rurais
  • Pequenas cidades
  • Regiões com baixa densidade de antenas

Com menos torres, é possível cobrir mais território — fator essencial para ampliar a inclusão digital no Brasil.

Tendência do mercado brasileiro de telecom

O movimento reforça três tendências observadas no setor:

1. Interiorização da tecnologia

Operadoras regionais ganham espaço fora dos grandes centros urbanos.

2. Expansão do 5G além das capitais

O foco deixa de ser apenas grandes cidades e passa a incluir municípios menores.

O que isso significa?

  • Maior concorrência entre operadoras
  • Novas opções de planos móveis
  • Possível melhoria na qualidade do sinal
  • Expansão do acesso à internet de alta velocidade

No médio prazo, a combinação de novas frequências e operadores regionais pode acelerar a inclusão digital em municípios menores.

Considerações finais

A entrada de novos players no mercado 5G brasileiro, especialmente no interior, representa um passo relevante na expansão da conectividade no país. A utilização das faixas de 3,5 GHz e 700 MHz, aliada a modelos regionais de operação, reforça a estratégia de interiorização e cobertura de rodovias, alinhada às diretrizes de leilões conduzidos pela Anatel.

O cenário indica uma nova fase do 5G no Brasil: mais competitiva, mais distribuída e com foco crescente fora dos grandes centros urbanos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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