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Nubank é comparado ao Netflix por oferecer experiência mágica aos usuários

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Nubank é comparado ao Netflix, Airbnb e Spotify por oferecer experiência mágica aos usuários. Desde sexta-feira (26), o Nubank está presente no portfólio do TCV, tradicional fundo do Vale do Silício, que conta com Facebook, Airbnb e Spotify, por exemplo. A fintech recebeu um aporte de US$ 400 milhões liderado pelo grupo. “David Vélez (cofundador do Nubank) pode escolher a métrica que quiser para mostrar o impacto do Nubank na América Latina”, disse ao Estado David Zhang, vice-presidente do fundo.

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O Nubank, segundo ele, tem potencial global, porque oferece excelência como banco digital. “Nós costumamos investir em negócios que oferecem ‘experiência de consumidor mágica’. Não olhamos para fintechs, mas o Nubank é uma grande marca nesse sentido”, afirmou Zhang.

Zhang compara a fintech ao Netflix, Airbnb e Spotify por oferecer experiência mágica aos usuários

A fintech brasileira recebeu o primeiro investimento significativo do TCV na América Latina. Portanto, o investidor de nomes como Netflix, Airbnb e Spotify, gestor de fundo do Vale do Silício vê um grande potencial na startup financeira.

Confira alguns trechos da entrevista:

Por que o TCV decidiu investir no Nubank?

Costumamos investir em negócios que oferecem o que chamamos de uma “experiência de consumidor mágica”. Também olhamos para equipes administrativas fortes e diferenciação tecnológica. Os investimentos mais conhecidos que fizemos, como Netflix, Spotify e Airbnb, têm isso. Historicamente, não olhamos para fintechs, mas estamos empolgados com os bancos digitais. Os bancos tradicionais não evoluíram tecnologicamente. Então, a ideia de que um banco digital pode oferecer serviços melhores nos chamou a atenção. Olhamos no mundo todo e o Nubank saltou aos olhos. Não é só a tecnologia deles ou a experiência do consumidor. É também a visão do David (Vélez, cofundador do Nubank). Ele pode escolher a métrica que quiser para mostrar o impacto do Nubank na América Latina. É uma grande marca e esperamos construir uma parceria de longo prazo com eles.

Há quanto tempo o TCV monitora o Nubank?

Há alguns anos, mas gostamos de investir em negócios em estágios mais avançados. As conversas para um investimento, especificamente, começaram a acontecer há um ano. Eles conseguiram ganhar tração e agora queremos ver o que podem fazer numa situação em que têm muitos produtos e presença em vários países.

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É a primeira vez que o TCV faz um aporte na América Latina?

Já fizemos outros investimentos no continente, mas esse é o primeiro significativo. Não estamos montando uma equipe na região, nem vamos passar a investir em várias startups locais. Foi uma situação de visão global do crescimento de bancos digitais, bem como do posicionamento no Nubank no Brasil, que é muito atraente.

O TCV, então, não planeja investir em outras startups da região?

Vamos continuar olhando para possíveis investimentos em todo o mundo. Nossa abordagem é global. Em todos os nossos investimentos, temos um ponto de vista matemático. Não interessa que seja uma fintech, uma startup de mídia, ou startups voltadas ao consumidor. Não investiremos em uma fintech da América Latina só por ser do continente. Nossa abordagem é encontrar os investimentos alinhados com nossa tese.

Como o sr. vê o ecossistema de startups latino?

Sabemos que há muita coisa acontecendo. É um padrão que já ocorreu em outros países. Sempre que há necessidade de eficiência, a tecnologia pode melhorar as coisas, e aí cria-se valor para empresas. O timing da América Latina é empolgante: a infraestrutura física e a penetração crescente de telefonia móvel são importantes, podendo causar disrupções. Há muitas oportunidades.

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Fonte: O Estado de S. Paulo.

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