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Nubank dispara lucro e alcança US$ 871 milhões no trimestre

Nubank registra lucro de US$ 871 milhões no 1º trimestre de 2026 e acelera investimentos em inteligência artificial e expansão global.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Nubank dispara lucro e alcança US$ 871 milhões no trimestre

O Nubank voltou a chamar atenção do mercado financeiro ao divulgar resultados robustos para o primeiro trimestre de 2026. A fintech registrou lucro líquido de US$ 871 milhões, alta de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, além de ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 5 bilhões em receita trimestral.

Os números reforçam a consolidação do banco digital como uma das maiores instituições financeiras da América Latina. Ao mesmo tempo, revelam um novo movimento estratégico da companhia: o fortalecimento da inteligência artificial como peça central de crescimento e relacionamento com clientes.

A empresa também avançou em mercados internacionais importantes, especialmente no México, enquanto já prepara os próximos passos para expandir operações nos Estados Unidos.

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Receita recorde reforça crescimento do Nubank

O desempenho financeiro divulgado pelo Nubank mostra que a empresa continua ampliando participação no setor bancário mesmo em um cenário global de juros elevados e maior cautela no crédito.

A receita trimestral superou US$ 5 bilhões pela primeira vez na história da companhia, enquanto o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) chegou a 29%, indicador considerado elevado para instituições financeiras.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão da carteira de crédito, aumento da base de clientes e maior diversificação de serviços financeiros.

Na prática, o Nubank deixou de ser apenas um banco digital focado em cartão de crédito e passou a operar como um ecossistema financeiro completo, oferecendo conta digital, empréstimos, investimentos, seguros e serviços empresariais.

Base de clientes continua em forte expansão

A fintech encerrou março de 2026 com 135 milhões de usuários globais, após adicionar cerca de 4 milhões de clientes apenas no primeiro trimestre.

O Brasil continua sendo o principal mercado da empresa, concentrando aproximadamente 115 milhões de clientes. Isso significa que mais da metade da população adulta brasileira já possui algum relacionamento com o banco digital.

Além da liderança no mercado brasileiro, o crescimento internacional também ganhou destaque.

México se torna mercado estratégico

A operação mexicana atingiu 15 milhões de clientes e alcançou o chamado break-even, termo utilizado quando uma empresa passa a operar sem prejuízo financeiro.

O resultado é considerado estratégico porque mostra que o modelo de negócios do Nubank conseguiu se adaptar fora do Brasil, algo que investidores acompanhavam com atenção nos últimos anos.

Segundo a companhia, o banco já se tornou a terceira maior instituição financeira do México em número de clientes.

O crescimento ocorre em um cenário semelhante ao brasileiro de anos atrás: grande parte da população mexicana ainda enfrenta dificuldades de acesso a serviços bancários tradicionais, o que abre espaço para fintechs digitais com taxas menores e experiência simplificada.

Colômbia também acelera crescimento

Na Colômbia, o Nubank já soma quase 5 milhões de clientes.

Embora a operação colombiana ainda esteja em fase de expansão, o avanço demonstra a estratégia da empresa de consolidar presença em mercados latino-americanos com alto potencial de bancarização digital.

Carteira de crédito cresce, mas inadimplência preocupa

O balanço também revelou crescimento relevante da carteira de crédito, que atingiu US$ 37,2 bilhões.

Já os depósitos totais chegaram a US$ 42,4 bilhões, reforçando a capacidade da instituição de captar recursos e aumentar sua atuação financeira.

Por outro lado, os indicadores de inadimplência seguem sendo observados de perto pelo mercado.

A taxa de atrasos entre 15 e 90 dias subiu para 5%, indicando pressão no curto prazo. Em contrapartida, a inadimplência acima de 90 dias caiu levemente para 6,5%.

Esse comportamento reflete um cenário ainda desafiador para consumidores brasileiros, especialmente diante do elevado custo do crédito, inflação acumulada e comprometimento da renda das famílias.

Mesmo assim, analistas do setor avaliam que o Nubank vem conseguindo administrar melhor os riscos de crédito em comparação aos períodos mais críticos pós-pandemia.

Inteligência artificial vira prioridade estratégica

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Além dos resultados financeiros, um dos pontos que mais chamou atenção no balanço foi o foco crescente da empresa em inteligência artificial.

O CEO da companhia, David Vélez, destacou o avanço do “AI Private Banker”, modelo proprietário de IA desenvolvido pela fintech.

Segundo a empresa, a ferramenta já atende aproximadamente 15 milhões de usuários mensais.

O que é o “AI Private Banker”?

A solução utiliza inteligência artificial para oferecer suporte financeiro personalizado aos clientes, funcionando como uma espécie de consultor virtual.

Na prática, o sistema pode ajudar usuários a:

  • Organizar gastos;
  • Receber recomendações financeiras;
  • Monitorar limites e crédito;
  • Identificar padrões de consumo;
  • Melhorar planejamento financeiro;
  • Receber sugestões automáticas de investimentos e pagamentos.

O avanço mostra como bancos digitais estão utilizando IA para reduzir custos operacionais e aumentar a personalização do atendimento.

Especialistas apontam que a tendência deve acelerar nos próximos anos, especialmente após o crescimento global das ferramentas de inteligência artificial generativa.

Nubank mira expansão nos Estados Unidos

Outro ponto importante mencionado pela companhia foi a intenção de expandir seu modelo de negócios para os Estados Unidos.

Embora o banco ainda não tenha detalhado como será essa operação, o movimento sinaliza uma nova fase de internacionalização da fintech.

O mercado norte-americano é altamente competitivo e dominado por gigantes tradicionais e fintechs consolidadas. Mesmo assim, investidores enxergam potencial no diferencial tecnológico do Nubank e na experiência acumulada em mercados emergentes.

Caso avance de forma consistente nos EUA, a empresa poderá ampliar ainda mais sua relevância global no setor financeiro digital.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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