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Número de trabalhadores sem carteira assinada bate recorde

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros que trabalham sem carteira assinada teve um aumento de 48%, no segundo trimestre deste ano, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Portanto, o maior número desde 2012. Ademais, a taxa de informalidade […]

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
mãos assinando uma carteira de trabalho

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros que trabalham sem carteira assinada teve um aumento de 48%, no segundo trimestre deste ano, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Portanto, o maior número desde 2012.

Ademais, a taxa de informalidade fechou em 39,8% da população ocupada, contra 40% no trimestre anterior. Dessa forma, alcançou 39,3 milhões de pessoas. Já a quantidade de trabalhadores com carteira assinada teve um crescimento bem menor, de 1,6%.

Além disso, a pesquisa ainda mostra que o desemprego continuou em queda no trimestre correspondente aos meses de maio, junho e julho de 2022, atingindo 9,1% no Brasil.

Carteira assinada

O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,3%. Sendo que os maiores percentuais estavam em:

  • Santa Catarina – 87,4%;
  • São Paulo – 81,0%; e
  • Paraná – 80,9%.

Já os menores se encontravam no:

  • Piauí – 46,6%;
  • Maranhão – 47,8%; e
  • Pará – 51,0%.

Informalidade

A taxa de informalidade no Brasil foi de 39,8% da população ocupada. Dessa forma as maiores taxas ficaram com:

  • Pará – 61,8%;
  • Maranhão – 59,4%; e 
  • Amazonas – 57,7%.

E as menores, em:

  • Santa Catarina – 27,2%;
  • São Paulo – 31,1%;e 
  • Distrito Federal – 31,2%.

Por conta própria

O percentual dos que trabalham por conta própria foi de 26,2%. Assim, os maiores percentuais foram encontrados no:

  • Amapá – 35,7%;
  • Rondônia – 35,3%; e 
  • Amazonas – 35,0%.

E os menores no:

  • Distrito Federal – 20,1%;
  • Mato Grosso do Sul – 22,6%; e 
  • São Paulo – 23,2%.

Desalentados

Já o estado com maior número de pessoas que desistiram de procurar emprego é a Bahia, com 612 mil. Em termos percentuais, comparado a quantidade de trabalhadores, os estados do Nordeste têm os maiores índices: Maranhão (14,8%) e Alagoas (13,7%). No Brasil, esse percentual é de 3,8%. 

Em suma, a pesquisa mostra que houve queda no desemprego em 22 das 27 unidades da federação. Contudo, esse índice pode distorcer a realidade, já que não leva em conta os desalentados. 

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