Na última segunda-feira (19) à noite houve um movimento por parte de deputados federais que fazem parte de partidos da base do governo federal. Portanto, juntos, eles assinaram o pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pedido de impeachment do Lula: o que vem depois?
Pelo menos 90 deputados já assinaram o pedido de impeachment contra o presidente Lula: o que acontece agora?
A decisão vem na sequência de declarações consideradas polêmicas pelo grupo que assinou o pedido de impeachment do presidente. Em sua recente declaração, Lula comparou os ataques de Israel contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza ao Holocausto.
Ademais, o pedido de impeachment foi liderado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Nesse contexto, os parlamentares argumentam que as declarações do presidente configuram um crime de responsabilidade, de acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal.
Assinaturas e apoiadores do impeachment

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com
O grupo de deputados que está solicitando o impeachment de Lula o acusa de “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.
Até ontem à noite, o pedido do impeachment havia sido assinado por 90 deputados federais. A lista conta com parlamentares de 9 partidos diferentes, sendo que quatro deles têm relação direta com o governo. Entre eles, estão partidos que indicaram ministros, como União Brasil, Republicanos, PP e PSD.
Partidos envolvidos e próximos passos
De acordo com a lista divulgada, os deputados que apoiam o impeachment de Lula pertencem aos seguintes partidos:
- PL – 65 assinaturas;
- União Brasil – 10 assinaturas;
- PP – 6 assinaturas;
- Novo – 3 assinaturas;
- Republicanos, PSD e PRD – 2 assinaturas de cada partido, totalizando 6;
- Cidadania e Podemos – 1 assinaturas de cada partido, totalizando 2.
Ademais, a admissibilidade do pedido de impeachment depende da aprovação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Após a aprovação do pedido, ele é enviado à Comissão Especial, que será formada em até 48 horas. Feito isso, Lula terá será notificado e terá até 10 sessões de defesa antes que ocorra a votação em plenário.
Justificativas de Zambelli
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As afirmações do presidente Lula geraram ampla repercussão. O primeiro-ministro de Israel expressou imediato repúdio diante da declaração. Nesse sentido, a deputada Zambelli, por sua vez, declarou que o presidente incentivou a injúria racial ao usar o termo “genocida”. Além disso, a deputada também destacou o risco de guerra que o presidente instituiu a partir de sua fala.
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Por ora, o cenário político segue imprevisível. Sendo assim, caberá à Câmara dos Deputados decidir se o pedido de impeachment contra o presidente Lula prosseguirá ou não.
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com
