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Percepção sobre situação atual da economia ainda é desfavorável; entenda os motivos

Dados divulgados pelo FGV IBRE apontam para percepções distintas a respeito da economia do país. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Gráficos verdes e vermelhos em tela, representando a economia brasileira

A Síntese das Sondagens, realizada pelo FGV IBRE, aponta importantes resultados a respeito da confiança dos consumidores e empresas brasileiras na economia durante o último mês de setembro. De modo geral, os índices em ambos os setores apresentaram estabilidade, após uma sequência de altas nos meses anteriores. 

Quanto aos consumidores, o índice estacionou perto dos 100 pontos, com impacto da melhora no cenário econômico, diante do avanço no mercado de trabalho e redução da taxa de inflação. No entanto alguns fatores preocupam. 

Em contrapartida, o empresariado mostra-se mais cauteloso em relação à realidade econômica presente no país atualmente. Para os próximos meses, o setor também tem apresentado piora nas estimativas. 

Percepção dos consumidores é desfavorável

Mesmo com a confiança dos consumidores estável durante o período analisado, o cenário ainda se mostra desafiador e desfavorável. Isso se deve, principalmente, à alta taxa de juros – que mesmo com cortes aplicados pelo Copom (Comitê de Política Monetária), segue em patamar elevado – ao endividamento e à inadimplência, que se relacionam de forma direta. 

Porém, é importante destacar que a situação segue em ritmo de melhora em comparação com os meses anteriores. Como exposto acima, tal melhora pode ser explicada pelo mercado de trabalho mais aquecido e a inflação, que opera em baixo patamar neste momento.

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Confiança na economia entre as faixas de renda 

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No que se refere à confiança dos brasileiros entre as faixas de renda, há uma movimentação distinta entre as faixas mais baixas, com renda familiar de até R$ 4,6 mil, e as mais altas, com renda mensal acima de R$ 4,6 mil. 

Gráficos verdes e vermelhos em tela.
Imagem: Zakharchuk / shutterstock.com

Em setembro, os consumidores de baixa renda apresentaram uma visão mais otimista, com avanço de 3,4 pontos. Em contrapartida, as famílias que detém maior renda registraram queda de 1,9 ponto no quesito confiança. Nesse sentido, foi possível reduzir a distância entre os dois grupos.

Imagem: Zakharchuk / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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