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Pesquisa Quaest sobre o 2º turno pode mexer com dólar e Ibovespa nesta quarta-feira

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 9 min de leitura
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A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e a divulgação dos resultados financeiros de grandes empresas estão entre os principais assuntos acompanhados pelo mercado nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026. A nova pesquisa Quaest, realizada após o debate presidencial na TV Band, deve ajudar a dimensionar a corrida eleitoral, enquanto os balanços da WEG, da Meta, da Tesla e da IBM concentram a atenção dos investidores.

O cenário combina incertezas políticas no Brasil com expectativas sobre o desempenho de companhias relevantes nos mercados nacional e internacional. As informações podem influenciar as decisões de investimento, mas seus efeitos dependem dos resultados apresentados e das expectativas que já estão incorporadas aos preços dos ativos.

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Pesquisa Quaest acompanha disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro a quatro dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

No cenário estimulado, em que os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. A diferença de um ponto percentual mantém os dois em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio tinha 46%, enquanto Lula permanecia com 44%. A nova rodada indica uma oscilação negativa de um ponto para o senador, enquanto o presidente manteve seu percentual.

O levantamento ouviu presencialmente 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Indecisos e rejeição também entram no levantamento

Na pesquisa espontânea, realizada sem apresentar os nomes dos candidatos, Lula e Flávio aparecem com 40% cada. O percentual de indecisos chegou a 14%, enquanto votos brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somaram 6%.

A rejeição também apresentou mudanças. O percentual de entrevistados que afirmam não votar em Lula de maneira alguma caiu de 53% para 47%. No caso de Flávio, a rejeição recuou de 54% para 52%.

Esses indicadores ajudam a compreender a disputa, especialmente na reta final da campanha. Entretanto, não permitem prever com certeza o resultado das urnas nem identificar, isoladamente, o efeito do debate realizado pela Band no domingo, 18 de outubro.

Como a pesquisa eleitoral pode afetar o mercado financeiro?

As pesquisas eleitorais são acompanhadas por investidores porque a escolha do próximo presidente pode influenciar as expectativas sobre a política econômica brasileira. Entre os temas observados estão o controle das contas públicas, a trajetória da dívida, a tributação, os investimentos e a relação entre Executivo e Congresso.

Quando o mercado avalia que determinado cenário pode alterar as perspectivas fiscais do país, os investidores podem rever suas posições em ações, títulos públicos e moeda estrangeira. Esse movimento pode afetar o dólar, os juros futuros e o desempenho da Bolsa de Valores.

Uma percepção maior de risco fiscal, por exemplo, pode elevar os juros exigidos para financiar o governo e pressionar ativos brasileiros. Já a redução das incertezas pode favorecer a procura por investimentos considerados mais arriscados.

Na terça-feira, 20 de outubro, o dólar comercial fechou em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,019. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1,57%, aos 208.295,98 pontos.

Os números representam o fechamento da sessão anterior. O comportamento dos ativos não depende exclusivamente das eleições, pois também responde a indicadores econômicos, decisões de política monetária e acontecimentos internacionais.

WEG divulga balanço do terceiro trimestre

No mercado brasileiro, a WEG (WEGE3) está entre as empresas acompanhadas nesta quarta-feira. A fabricante de motores elétricos, equipamentos industriais e soluções para geração e distribuição de energia tem divulgação prevista de seu balanço do terceiro trimestre de 2026 antes da abertura do pregão.

As projeções dos analistas ajudam a estabelecer uma referência para avaliar o desempenho da companhia. Segundo estimativas do Bradesco BBI, a receita poderia crescer 4% em relação ao mesmo período de 2025, com EBITDA de R$ 2,32 bilhões, margem EBITDA de 21,6% e lucro líquido de R$ 1,65 bilhão.

O EBITDA é o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. O indicador ajuda a avaliar o desempenho operacional de uma empresa, mas não representa, por si só, o dinheiro efetivamente disponível em caixa.

A XP também esperava um resultado ligeiramente positivo, com rentabilidade em níveis elevados. Entre os fatores que merecem atenção estão os custos das matérias-primas, as tarifas e as despesas relacionadas à implantação de novas fábricas.

Para os investidores, não basta observar se a receita e o lucro aumentaram. É necessário comparar os números oficiais com as estimativas do mercado e verificar se a companhia conseguiu preservar suas margens e manter perspectivas favoráveis para os próximos trimestres.

Meta apresenta resultados com foco em publicidade e inteligência artificial

Nos Estados Unidos, a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, tem divulgação de resultados prevista para depois do fechamento do mercado nesta quarta-feira.

Antes do balanço, analistas consultados pela FactSet projetavam receita de US$ 63,34 bilhões, ante US$ 51,24 bilhões no terceiro trimestre de 2025. A estimativa representava crescimento anual de aproximadamente 23,6%, enquanto o lucro por ação era projetado em US$ 6,54.

O desempenho da publicidade digital está entre os principais pontos de atenção. A empresa utiliza inteligência artificial para aprimorar a distribuição de anúncios, aumentar o engajamento dos usuários e melhorar a eficiência das campanhas publicitárias.

Ao mesmo tempo, a expansão da infraestrutura tecnológica e o desenvolvimento de novos modelos de inteligência artificial exigem investimentos elevados. Por isso, os investidores também observam os custos operacionais e as projeções de despesas para os próximos períodos.

Mesmo que a receita supere as expectativas, a reação das ações dependerá de como o mercado avaliará a rentabilidade e a capacidade de transformar os investimentos em resultados futuros.

Tesla enfrenta atenção sobre vendas e rentabilidade

A Tesla também está na agenda de resultados desta quarta-feira, com divulgação prevista após o encerramento das negociações em Wall Street. A fabricante de veículos elétricos é acompanhada de perto por causa do desempenho comercial, das margens de lucro e dos investimentos em tecnologia.

As estimativas anteriores ao balanço apontavam receita próxima de US$ 28 bilhões e lucro por ação ajustado de US$ 0,45, abaixo dos US$ 0,50 registrados no mesmo trimestre de 2025.

A empresa informou ter entregado 486.532 veículos no período, uma queda de 2,1% na comparação anual. No segmento de armazenamento de energia, as instalações somaram 13,7 gigawatts-hora (GWh), abaixo da expectativa de 15,9 GWh mencionada nas projeções de mercado.

Os dados ajudam a dimensionar os desafios da companhia. O volume de entregas é relevante, mas não explica sozinho a rentabilidade: os preços praticados, os custos de produção e a margem obtida em cada veículo também influenciam o resultado.

Outro ponto acompanhado pelos investidores é o volume de recursos destinado à expansão dos negócios. A Tesla prevê investimentos superiores a US$ 25 bilhões em 2026, o que torna a geração de caixa um indicador importante para avaliar a capacidade de financiar projetos sem comprometer o equilíbrio financeiro.

IBM completa a agenda de balanços corporativos

A IBM também está entre as empresas com resultados previstos para esta quarta-feira. A companhia americana de tecnologia tem suas receitas, seu lucro por ação e o desempenho das diferentes áreas de negócios acompanhados por investidores.

Antes da divulgação, a expectativa dos analistas era de receita de US$ 16,84 bilhões, ante US$ 16,33 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Para o lucro por ação, a projeção era de US$ 2,87, acima dos US$ 2,65 registrados um ano antes.

O mercado observa a evolução das atividades de software, serviços de tecnologia e soluções empresariais. A conquista de contratos, o crescimento das receitas recorrentes e a eficiência operacional são fatores que ajudam a determinar a qualidade dos resultados.

As projeções, entretanto, não substituem os números oficiais. A avaliação final depende dos dados apresentados e das perspectivas divulgadas pela administração para os próximos meses.

O que acompanhar antes de investir?

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A pesquisa Quaest e os balanços da WEG, Meta, Tesla e IBM movimentam as expectativas do mercado nesta quarta-feira. Os investidores acompanham os resultados financeiros das empresas, comparando os números divulgados com as projeções dos analistas e avaliando possíveis impactos sobre a rentabilidade e o desempenho das ações.

Na disputa presidencial, o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro mantém o cenário eleitoral indefinido a poucos dias do segundo turno. Acompanhar as pesquisas, os indicadores econômicos e os comunicados oficiais ajuda a compreender as oscilações do mercado e os fatores que podem influenciar as decisões de investimento nos próximos dias.

Conclusão

A pesquisa Quaest e a divulgação dos balanços corporativos colocam o mercado diante de diferentes fatores de atenção nesta quarta-feira. Enquanto a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro mantém as expectativas políticas em evidência, os resultados da WEG, da Meta, da Tesla e da IBM ajudam a avaliar o desempenho das empresas e suas perspectivas de crescimento.

Para os investidores, o principal desafio é distinguir os dados confirmados das projeções e compreender como cada informação pode afetar os preços dos ativos. Com a proximidade do segundo turno e a divulgação de resultados importantes, acompanhar os indicadores econômicos e os comunicados oficiais será fundamental para entender os próximos movimentos do mercado.

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