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Quaest aponta 60% a 28% entre evangélicos para Flávio e 60% a 31% entre beneficiários do Bolsa Família para Lula

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
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A pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro de 2026 aponta diferenças nas intenções de voto para a Presidência da República entre grupos específicos do eleitorado brasileiro. Entre os entrevistados evangélicos, Flávio Bolsonaro (PL) registra 60% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 28%.

O cenário se inverte entre os eleitores que recebem o Bolsa Família. Nesse segmento, Lula soma 60% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Os números mostram como as preferências eleitorais variam conforme as características dos grupos pesquisados, sem representar necessariamente o comportamento de todos os brasileiros.

Na amostra geral, a disputa permanece tecnicamente empatada. Flávio Bolsonaro aparece com 46%, enquanto Lula registra 44%. Como a diferença é de dois pontos percentuais, o resultado está dentro da margem de erro informada para o levantamento.

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Flávio Bolsonaro registra 60% entre eleitores evangélicos

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© Lula Oficial e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O percentual de 60% atribuído a Flávio Bolsonaro entre os evangélicos representa uma diferença de 32 pontos percentuais em relação a Lula, que alcança 28% nesse grupo.

O resultado evidencia uma distribuição desigual das intenções de voto entre os dois nomes nesse segmento específico. Entretanto, a pesquisa não permite concluir que todos os evangélicos tenham a mesma preferência política. O grupo reúne pessoas com diferentes condições econômicas, opiniões sobre políticas públicas e prioridades eleitorais.

A religião pode fazer parte do contexto em que os eleitores formam suas opiniões, mas não deve ser considerada, isoladamente, uma explicação definitiva para o voto. Para compreender as motivações por trás dos números, seria necessário examinar também questões como economia, segurança pública, valores sociais e avaliação do governo.

Lula alcança 60% entre beneficiários do Bolsa Família

Entre os entrevistados que recebem o Bolsa Família, Lula aparece com 60% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 31%, uma diferença de 29 pontos percentuais nesse recorte da pesquisa.

O resultado coloca em evidência a relação entre perfil socioeconômico e comportamento eleitoral, embora não prove que o recebimento do benefício seja a causa da preferência por determinado candidato.

O Bolsa Família é um programa federal de transferência de renda voltado a famílias em situação de pobreza, com critérios de elegibilidade e compromissos previstos nas regras oficiais. Para os beneficiários, temas como valor dos pagamentos, acesso a serviços públicos, emprego, inflação e custo de vida podem integrar a avaliação das propostas e dos resultados apresentados pelos governos.

Ainda assim, não é correto presumir que todos os participantes do programa votem da mesma maneira. A decisão eleitoral depende de múltiplos fatores, e os dados divulgados representam as respostas dos entrevistados que integram esse recorte da amostra.

Disputa nacional apresenta empate técnico

Considerando o conjunto de entrevistados, Flávio Bolsonaro tem 46% das intenções de voto, ante 44% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais coincide com a margem de erro declarada para a amostra total.

Isso significa que o levantamento não estabelece uma vantagem estatisticamente conclusiva de um candidato sobre o outro no cenário geral. A margem de erro indica a incerteza associada à estimativa e não deve ser interpretada como uma garantia de que o resultado eleitoral ficará dentro de determinado intervalo.

A pesquisa também identificou que 91% dos participantes consideram definitiva sua escolha eleitoral. Outros 9% afirmaram que ainda podem mudar de candidato.

Esse dado ajuda a dimensionar o grau de estabilidade declarado pelos entrevistados no momento da coleta. No entanto, afirmar que a escolha está definida não elimina a possibilidade de mudanças posteriores, assim como declarar indecisão não significa necessariamente que o eleitor trocará de preferência.

Como foi realizada a pesquisa Quaest

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O levantamento ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de outubro de 2026. Segundo os dados divulgados, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para a amostra total.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.

Ao interpretar pesquisas eleitorais, é importante observar a data das entrevistas, o tamanho da amostra, a margem de erro e a metodologia empregada. Os resultados representam um retrato das intenções de voto no período pesquisado, não uma previsão definitiva do resultado das urnas.

Também é necessário ter cautela ao comparar segmentos específicos, como evangélicos e beneficiários do Bolsa Família. A margem de erro de dois pontos percentuais informada para a amostra total não deve ser automaticamente aplicada a esses subgrupos, cujos tamanhos podem ser menores e apresentar incertezas diferentes.

© Lula Oficial e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

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