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Nova pesquisa Real Time Big Data sobre Lula e Flávio tem data; confira

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 6 min de leitura
Lula e Flávio diante da urna

A próxima pesquisa Real Time Big Data sobre o segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) está prevista para terça-feira, 20 de outubro.

Segundo informações publicadas pela CartaCapital, o levantamento terá 2.000 entrevistas, com coleta entre quinta-feira (15) e segunda-feira (19). A margem de erro anunciada é de dois pontos percentuais.

Os percentuais dessa nova rodada ainda não foram divulgados. A informação disponível é a previsão de publicação e parte dos dados metodológicos, não um resultado antecipado da disputa.

A pesquisa deverá oferecer um novo retrato das intenções de voto na reta final da campanha. Sua leitura exigirá atenção ao período das entrevistas, à base dos percentuais e à comparação com levantamentos anteriores.

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Quando sai a pesquisa Real Time Big Data?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A divulgação está prevista para 20 de outubro, terça-feira, conforme a programação noticiada. O horário de publicação não foi informado na reportagem consultada.

O levantamento considera entrevistas realizadas ao longo de vários dias. Por isso, a data de divulgação não deve ser confundida com o momento em que todos os participantes responderam às perguntas.

InformaçãoPrevisão anunciada
InstitutoReal Time Big Data
Disputa pesquisadaSegundo turno presidencial
CandidatosLula e Flávio Bolsonaro
Divulgação20 de outubro de 2026
Entrevistas2.000
Período de coleta15 a 19 de outubro
Margem de erroDois pontos percentuais

Outros elementos, como o questionário completo, a forma de realização das entrevistas e os critérios de composição da amostra, devem ser conferidos na documentação da pesquisa.

Quem está na frente nessa nova rodada?

Ainda não é possível responder com base no levantamento previsto para o dia 20. Enquanto a coleta não termina e os resultados não são publicados, não há percentuais dessa rodada para atribuir aos candidatos.

Isso é especialmente importante porque notícias sobre a programação de uma pesquisa podem mencionar números de outros institutos como contexto.

No texto publicado pela CartaCapital, os percentuais de 50% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula pertencem a uma pesquisa da Palver divulgada em 15 de outubro. Eles não são resultados da nova Real Time Big Data.

Misturar institutos ou retirar a identificação de um gráfico pode levar o leitor a acreditar que está diante de uma atualização que ainda não existe.

Antes de compartilhar qualquer número, confira o instituto responsável, a data de divulgação e o período em que as entrevistas foram realizadas.

Como interpretar a margem de erro de dois pontos?

A margem de erro expressa uma parcela da incerteza estatística da pesquisa, conforme o desenho amostral e o nível de confiança utilizados.

Em um exemplo hipotético, um candidato com 48% e margem de dois pontos poderia apresentar um intervalo de referência entre 46% e 50%.

Esse exemplo serve apenas para explicar o conceito. Não corresponde a um resultado da pesquisa anunciada.

A margem também não significa que o instituto poderá acrescentar ou retirar pontos depois da divulgação. Ela faz parte da interpretação dos resultados.

Empate técnico não é igualdade exata

A expressão “empate técnico” costuma ser usada quando a diferença observada não permite estabelecer uma liderança estatisticamente segura, considerando os parâmetros do levantamento.

Dois candidatos podem ter percentuais numericamente diferentes e, ainda assim, aparecer nessa situação.

Também é necessário evitar conclusões automáticas sobre mudanças pequenas. Uma oscilação entre pesquisas pode refletir variação amostral, e não necessariamente uma alteração consolidada na preferência dos eleitores.

A avaliação fica mais consistente quando considera a série do mesmo instituto e a manutenção de métodos comparáveis.

Votos totais e votos válidos mostram coisas diferentes

Na divulgação, será importante identificar qual base está sendo utilizada. Percentuais de votos totais e de votos válidos não devem ser colocados lado a lado como se representassem a mesma medida.

Nos votos totais, aparecem as categorias previstas na pesquisa, incluindo respostas como branco, nulo e indecisão. Na apresentação de votos válidos, os percentuais dos candidatos são recalculados, excluindo essas categorias, conforme a metodologia informada.

Em um exemplo simplificado, se dois candidatos têm 45% cada e os outros 10% correspondem às demais respostas, ambos passam a 50% na base recalculada apenas entre os dois.

Isso não representa crescimento das intenções de voto. É uma mudança no denominador utilizado para apresentar o resultado.

Por isso, uma manchete com determinado percentual pode parecer diferente de outra mesmo quando ambas descrevem os mesmos dados.

O que conferir no registro da pesquisa no TSE?

O Tribunal Superior Eleitoral determina o registro prévio das pesquisas eleitorais destinadas ao conhecimento público, com antecedência mínima de cinco dias em relação à divulgação.

O sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais, conhecido como PesqEle, reúne informações que permitem examinar a identificação e a metodologia dos levantamentos.

Entre os dados que merecem atenção estão:

  • Quem realizou e quem contratou a pesquisa;
  • Período de coleta das entrevistas;
  • Tamanho e distribuição da amostra;
  • Metodologia e questionário;
  • Margem de erro e nível de confiança;
  • Número de registro na Justiça Eleitoral.

O registro não significa que o TSE aprovou os resultados. Segundo o tribunal, a Justiça Eleitoral não faz controle prévio dos números nem administra sua divulgação.

Também não é adequado apresentar um número de registro sem verificar se ele corresponde exatamente à rodada mencionada.

Por que uma pesquisa não determina o resultado da eleição?

Pesquisas estimam as preferências declaradas durante a coleta. A votação, por sua vez, registra as escolhas efetivamente feitas por quem comparece às urnas.

Entre esses momentos, podem ocorrer mudanças de decisão, definição de eleitores indecisos e diferenças de comparecimento. Além disso, toda pesquisa depende de procedimentos de amostragem e coleta.

Isso não retira a utilidade dos levantamentos. Eles ajudam a acompanhar a disputa, desde que sejam interpretados com seus limites e informações metodológicas.

No caso da Real Time Big Data prevista para 20 de outubro, a informação central, por enquanto, é o calendário anunciado. A análise sobre liderança, distância entre candidatos ou evolução das intenções de voto dependerá da divulgação dos resultados.

Informações sobre a programação do levantamento foram publicadas pela CartaCapital. As orientações sobre registro e consulta de pesquisas constam nos canais oficiais do TSE.

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