A próxima pesquisa Real Time Big Data sobre o segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) está prevista para terça-feira, 20 de outubro.
Segundo informações publicadas pela CartaCapital, o levantamento terá 2.000 entrevistas, com coleta entre quinta-feira (15) e segunda-feira (19). A margem de erro anunciada é de dois pontos percentuais.
Os percentuais dessa nova rodada ainda não foram divulgados. A informação disponível é a previsão de publicação e parte dos dados metodológicos, não um resultado antecipado da disputa.
A pesquisa deverá oferecer um novo retrato das intenções de voto na reta final da campanha. Sua leitura exigirá atenção ao período das entrevistas, à base dos percentuais e à comparação com levantamentos anteriores.
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Quando sai a pesquisa Real Time Big Data?

A divulgação está prevista para 20 de outubro, terça-feira, conforme a programação noticiada. O horário de publicação não foi informado na reportagem consultada.
O levantamento considera entrevistas realizadas ao longo de vários dias. Por isso, a data de divulgação não deve ser confundida com o momento em que todos os participantes responderam às perguntas.
| Informação | Previsão anunciada |
|---|---|
| Instituto | Real Time Big Data |
| Disputa pesquisada | Segundo turno presidencial |
| Candidatos | Lula e Flávio Bolsonaro |
| Divulgação | 20 de outubro de 2026 |
| Entrevistas | 2.000 |
| Período de coleta | 15 a 19 de outubro |
| Margem de erro | Dois pontos percentuais |
Outros elementos, como o questionário completo, a forma de realização das entrevistas e os critérios de composição da amostra, devem ser conferidos na documentação da pesquisa.
Quem está na frente nessa nova rodada?
Ainda não é possível responder com base no levantamento previsto para o dia 20. Enquanto a coleta não termina e os resultados não são publicados, não há percentuais dessa rodada para atribuir aos candidatos.
Isso é especialmente importante porque notícias sobre a programação de uma pesquisa podem mencionar números de outros institutos como contexto.
No texto publicado pela CartaCapital, os percentuais de 50% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula pertencem a uma pesquisa da Palver divulgada em 15 de outubro. Eles não são resultados da nova Real Time Big Data.
Misturar institutos ou retirar a identificação de um gráfico pode levar o leitor a acreditar que está diante de uma atualização que ainda não existe.
Antes de compartilhar qualquer número, confira o instituto responsável, a data de divulgação e o período em que as entrevistas foram realizadas.
Como interpretar a margem de erro de dois pontos?
A margem de erro expressa uma parcela da incerteza estatística da pesquisa, conforme o desenho amostral e o nível de confiança utilizados.
Em um exemplo hipotético, um candidato com 48% e margem de dois pontos poderia apresentar um intervalo de referência entre 46% e 50%.
Esse exemplo serve apenas para explicar o conceito. Não corresponde a um resultado da pesquisa anunciada.
A margem também não significa que o instituto poderá acrescentar ou retirar pontos depois da divulgação. Ela faz parte da interpretação dos resultados.
Empate técnico não é igualdade exata
A expressão “empate técnico” costuma ser usada quando a diferença observada não permite estabelecer uma liderança estatisticamente segura, considerando os parâmetros do levantamento.
Dois candidatos podem ter percentuais numericamente diferentes e, ainda assim, aparecer nessa situação.
Também é necessário evitar conclusões automáticas sobre mudanças pequenas. Uma oscilação entre pesquisas pode refletir variação amostral, e não necessariamente uma alteração consolidada na preferência dos eleitores.
A avaliação fica mais consistente quando considera a série do mesmo instituto e a manutenção de métodos comparáveis.
Votos totais e votos válidos mostram coisas diferentes
Na divulgação, será importante identificar qual base está sendo utilizada. Percentuais de votos totais e de votos válidos não devem ser colocados lado a lado como se representassem a mesma medida.
Nos votos totais, aparecem as categorias previstas na pesquisa, incluindo respostas como branco, nulo e indecisão. Na apresentação de votos válidos, os percentuais dos candidatos são recalculados, excluindo essas categorias, conforme a metodologia informada.
Em um exemplo simplificado, se dois candidatos têm 45% cada e os outros 10% correspondem às demais respostas, ambos passam a 50% na base recalculada apenas entre os dois.
Isso não representa crescimento das intenções de voto. É uma mudança no denominador utilizado para apresentar o resultado.
Por isso, uma manchete com determinado percentual pode parecer diferente de outra mesmo quando ambas descrevem os mesmos dados.
O que conferir no registro da pesquisa no TSE?
O Tribunal Superior Eleitoral determina o registro prévio das pesquisas eleitorais destinadas ao conhecimento público, com antecedência mínima de cinco dias em relação à divulgação.
O sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais, conhecido como PesqEle, reúne informações que permitem examinar a identificação e a metodologia dos levantamentos.
Entre os dados que merecem atenção estão:
- Quem realizou e quem contratou a pesquisa;
- Período de coleta das entrevistas;
- Tamanho e distribuição da amostra;
- Metodologia e questionário;
- Margem de erro e nível de confiança;
- Número de registro na Justiça Eleitoral.
O registro não significa que o TSE aprovou os resultados. Segundo o tribunal, a Justiça Eleitoral não faz controle prévio dos números nem administra sua divulgação.
Também não é adequado apresentar um número de registro sem verificar se ele corresponde exatamente à rodada mencionada.
Por que uma pesquisa não determina o resultado da eleição?
Pesquisas estimam as preferências declaradas durante a coleta. A votação, por sua vez, registra as escolhas efetivamente feitas por quem comparece às urnas.
Entre esses momentos, podem ocorrer mudanças de decisão, definição de eleitores indecisos e diferenças de comparecimento. Além disso, toda pesquisa depende de procedimentos de amostragem e coleta.
Isso não retira a utilidade dos levantamentos. Eles ajudam a acompanhar a disputa, desde que sejam interpretados com seus limites e informações metodológicas.
No caso da Real Time Big Data prevista para 20 de outubro, a informação central, por enquanto, é o calendário anunciado. A análise sobre liderança, distância entre candidatos ou evolução das intenções de voto dependerá da divulgação dos resultados.
Informações sobre a programação do levantamento foram publicadas pela CartaCapital. As orientações sobre registro e consulta de pesquisas constam nos canais oficiais do TSE.
