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Pesquisas para o segundo turno mostram Flávio à frente em 12 de 13 levantamentos

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
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As pesquisas eleitorais divulgadas até 20 de outubro de 2026 apontam uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto. Em levantamento comparativo com 13 estudos nacionais, Flávio aparece numericamente à frente em 12 pesquisas, enquanto Lula lidera em uma.

O resultado mais recente do PoderData/Aya, divulgado em 19 de outubro, mostra Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Apesar da vantagem de quatro pontos percentuais, os números variam entre os institutos, e vários levantamentos indicam empate técnico dentro das respectivas margens de erro.

A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro. Até lá, novos levantamentos podem mostrar alterações nas intenções de voto, mas pesquisas eleitorais são retratos de um período específico e não garantem o resultado das urnas.

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Lula e Flávio diante da urna
Imagem criada por IA

A compilação reúne pesquisas de institutos como PoderData/Aya, BTG/Nexus, AtlasIntel, Real Time Big Data, Datafolha, Quaest, CNT/MDA, Futura, Indexa/Broadcast, Palver, Gerp, Ipespe/Abrapel, DataTrends e Vox Brasil.

Entre os levantamentos divulgados em 19 de outubro, o PoderData/Aya registrou 52% para Flávio e 48% para Lula nos votos válidos. A pesquisa ouviu 3 mil pessoas entre 16 e 18 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Já a pesquisa BTG/Nexus apresentou uma diferença menor: 50,3% para Flávio e 49,7% para Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado é considerado empate técnico.

Na AtlasIntel, os percentuais foram de 51,1% para Flávio e 48,9% para Lula, com margem de erro de um ponto percentual. A Real Time Big Data registrou 52% para o senador e 48% para o presidente, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento.

O que mostram outros institutos

O Datafolha, em pesquisa divulgada em 15 de outubro, apontou 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para Lula. A Quaest, divulgada no dia 14, apresentou a mesma proporção quando os resultados foram recalculados para considerar apenas os votos válidos.

A CNT/MDA registrou 50,5% para Flávio e 49,5% para Lula. A Futura indicou 50,4% para o senador e 49,6% para o presidente. Na Indexa/Broadcast, os percentuais foram de 51% e 49%, respectivamente.

Outros estudos também apontaram vantagem numérica de Flávio, mas com diferenças variadas. A Vox Brasil foi a única pesquisa da compilação em que Lula apareceu à frente, com 51% dos votos válidos, contra 49% do adversário. Os resultados devem ser interpretados considerando as datas de coleta, as metodologias e as margens de erro de cada levantamento.

O que significa empate técnico nas pesquisas

O fato de um candidato aparecer numericamente à frente não significa necessariamente que tenha uma vantagem estatisticamente definida. Para interpretar os resultados, é necessário considerar a margem de erro informada pelo instituto.

Se uma pesquisa aponta 50,3% para Flávio e 49,7% para Lula, por exemplo, a diferença de 0,6 ponto percentual é pequena em comparação com uma margem de erro de dois pontos. Nesse caso, os dados não permitem afirmar que um dos candidatos esteja efetivamente à frente na população pesquisada.

Isso ajuda a explicar por que diferentes levantamentos podem mostrar um líder numérico sem indicar uma diferença estatisticamente significativa. A margem de erro, contudo, não elimina todas as incertezas: metodologia, período de coleta, perfil dos entrevistados e eventuais mudanças de opinião também influenciam a interpretação.

Votos válidos e intenções de voto: qual é a diferença?

Os votos válidos excluem votos brancos e nulos. Nas pesquisas, os percentuais também podem ser recalculados para retirar indecisos, conforme a metodologia adotada pelo levantamento.

Essa distinção é importante porque os percentuais de votos válidos não correspondem necessariamente aos números obtidos quando todos os entrevistados são considerados. Uma pesquisa pode, por exemplo, mostrar 46% para um candidato e 44% para outro nas intenções de voto totais, mas apresentar uma proporção diferente após a exclusão de brancos, nulos e indecisos.

No resultado oficial da eleição, a Justiça Eleitoral considera os votos válidos para definir o vencedor. Por isso, comparações entre pesquisas devem usar a mesma base de cálculo, evitando misturar percentuais totais com números recalculados.

Como acompanhar as pesquisas até o segundo turno

Eleições
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Para avaliar as próximas divulgações, o eleitor deve conferir a data em que as entrevistas foram realizadas, o tamanho da amostra, a margem de erro, o nível de confiança e o registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Também é importante observar se houve mudanças consistentes ao longo de várias rodadas, em vez de tirar conclusões a partir de uma única pesquisa. Diferenças entre institutos podem decorrer tanto de alterações no cenário eleitoral quanto de características metodológicas.

Com a votação prevista para 25 de outubro, os levantamentos divulgados na reta final ajudam a acompanhar a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas não substituem a apuração oficial. A definição do próximo presidente dependerá dos votos efetivamente registrados nas urnas.

Crédito: Renato Pizzutto/Band

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