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Pior da inflação já passou, afirma presidente do Banco Central

A experiência que o Brasil tem com o combate à inflação tem ajudado a definir uma estratégia para aliviar o problema

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Pior da inflação já passou, afirma presidente do Banco Central

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Na última segunda-feira (27), Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil afirmou que “o pior momento da inflação já passou”, e que, devido ao histórico de convívio que o país teve com altos índices inflacionários, o órgão conseguiu “sair na frente”, adotando medidas competentes para frear o processo inflacionário.

De acordo com Campos Neto, o Brasil “é um dos poucos países que no meio desse processo está tendo revisões para cima” do Produto Interno Bruto (PIB).

“Inclusive a nossa última revisão no BC aumentou [a previsão de crescimento do PIB] de 1,5% para 1,7% [em 2022]. Provavelmente teremos PIB forte no segundo trimestre. Obviamente, em algum momento, tudo que estamos fazendo vai gerar alguma desaceleração no segundo semestre. Mas ainda assim o crescimento é bastante melhor do que se esperava no início do ciclo de ação”, disse Campos Neto.

Experiência no combate à inflação

A experiência que o Brasil tem com o combate à inflação tem ajudado a definir uma estratégia para aliviar o problema. “Como nós no Brasil entendemos que era problema mais de demanda, na minha opinião, até um pouco antes dos demais países, o BC do Brasil saiu na frente porque temos memória de inflação muito maior, e mecanismos de indexação muito mais vivos”, disse.

Campos Neto ainda destacou que todos os países estão subindo juros, contudo, o Brasil já está muito perto de ter feito o trabalho todo. “Vamos ver ainda alguns países subindo bastante os juros”, acrescentou.

Além disso, o presidente do Banco Central acredita que o pior momento da inflação já passou. “Temos algumas medidas desenhadas pelo governo que ainda precisamos entender os efeitos delas no processo inflacionário, o que ainda não está claro, mas o Brasil fez o processo antecipado e acreditamos que nossa ferramenta é capaz e vai frear o processo inflacionário”.

Preços e investimentos

De acordo com Campos Neto, os índices inflacionários que estão acontecendo em diversos países têm origem em uma “desconexão entre preços e investimentos” que vai além do petróleo, envolvendo também os alimentos.

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“Os governos estão enfrentando o dilema de garantir segurança energética e alimentar para a população”, disse. Dessa forma, “muitos países, em função da guerra, estão adotando medidas protecionistas que estão contaminando o resto da cadeia de inflação”. 

As informações são da Agência Brasil.

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Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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