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Pix e Zelle: o que muda para usuários de Brasil e EUA

Entenda as diferenças entre Pix e Zelle, os sistemas de pagamento do Brasil e dos EUA, e saiba como funcionam na prática.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Pix

O Pix voltou ao centro das discussões nesta semana após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro comparando o sistema brasileiro ao Zelle, uma das principais plataformas de transferências eletrônicas dos Estados Unidos. O tema ganhou repercussão nas redes sociais em meio a críticas de integrantes do governo americano ao modelo brasileiro de pagamentos instantâneos.

Apesar de ambos permitirem transferências rápidas de dinheiro, Pix e Zelle possuem características bastante diferentes em relação à gestão, alcance, integração com instituições financeiras e funcionalidades oferecidas aos usuários.

Criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o Pix transformou a forma como brasileiros realizam pagamentos e transferências. Já o Zelle surgiu em 2017 como uma iniciativa privada liderada por grandes bancos americanos.

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O que é o Pix?

Pix
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil.

A ferramenta foi criada com o objetivo de modernizar o sistema financeiro nacional, reduzir custos de transações e ampliar a inclusão financeira. Desde seu lançamento, tornou-se uma das formas de pagamento mais utilizadas pelos brasileiros.

O Banco Central é responsável tanto pela regulamentação quanto pela infraestrutura tecnológica que garante o funcionamento da plataforma.

Como o Pix funciona

O sistema permite transferências e pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo feriados.

As transações podem ser realizadas por meio de:

  • Chave Pix (CPF, e-mail, telefone ou chave aleatória);
  • QR Code;
  • Dados bancários tradicionais;
  • Pix Copia e Cola.

O que é o Zelle?

O Zelle é um sistema de pagamentos digitais utilizado nos Estados Unidos.

Diferentemente do Pix, a plataforma não pertence ao governo americano nem ao banco central do país. O serviço foi criado pela empresa Early Warning Services, controlada por grandes instituições financeiras dos Estados Unidos.

Entre os bancos participantes estão:

  • Bank of America;
  • Capital One;
  • JPMorgan Chase;
  • PNC Bank;
  • Truist;
  • U.S. Bank;
  • Wells Fargo.

O objetivo principal do Zelle é facilitar transferências entre pessoas físicas e pequenos negócios.

Quem pode usar o Zelle?

O sistema está disponível apenas para clientes de instituições financeiras participantes.

Segundo dados oficiais da plataforma, o serviço está integrado a mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito nos Estados Unidos.

A principal diferença: sistema público versus sistema privado

A maior distinção entre os dois modelos está em sua estrutura de gestão.

Pix: infraestrutura pública

O Pix é um sistema público operado pelo Banco Central.

Isso significa que todas as instituições autorizadas pelo BC podem participar da plataforma seguindo regras padronizadas.

Na prática, o usuário consegue realizar pagamentos entre diferentes bancos, fintechs e cooperativas sem enfrentar barreiras de compatibilidade.

Zelle: iniciativa privada

Já o Zelle funciona como uma rede privada administrada pelo setor bancário americano.

Embora possua ampla cobertura, sua utilização depende da participação da instituição financeira na plataforma.

Essa característica reduz o nível de universalização encontrado atualmente no sistema brasileiro.

Alcance e popularidade

O Pix alcançou números expressivos em poucos anos de funcionamento.

De acordo com dados do Banco Central, aproximadamente 80% da população brasileira utiliza a ferramenta, representando mais de 170 milhões de pessoas físicas.

O crescimento também pode ser observado na movimentação financeira anual.

Evolução das movimentações via Pix

AnoVolume movimentado
2021R$ 5,21 trilhões
2022R$ 10,89 trilhões
2023R$ 17,12 trilhões
2024R$ 26,46 trilhões
2025R$ 35,36 trilhões

Os números demonstram a rápida consolidação do sistema como principal meio de pagamento digital do país.

Como cada sistema é utilizado no dia a dia

Embora ambos permitam transferências eletrônicas, o Pix oferece um conjunto mais amplo de aplicações.

Usos do Pix

Segundo o Banco Central, o sistema pode ser utilizado para:

  • Transferências entre pessoas;
  • Compras em lojas físicas;
  • Pagamentos em estabelecimentos online;
  • Quitação de contas de consumo;
  • Pagamento de impostos e taxas públicas;
  • Transferências entre empresas;
  • Recebimento de salários e cobranças.

Usos do Zelle

O foco do Zelle é mais restrito.

A ferramenta é utilizada principalmente para:

  • Transferências entre familiares e amigos;
  • Divisão de despesas;
  • Pagamentos para pequenos negócios.

Por isso, o sistema não possui a mesma abrangência observada no modelo brasileiro.

Pix é mais rápido que o Zelle?

Os dois sistemas oferecem transferências rápidas, mas existem diferenças operacionais.

Tempo de processamento

No Pix, a liquidação ocorre praticamente em tempo real, normalmente em poucos segundos.

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No Zelle, embora as operações sejam rápidas, o crédito pode levar alguns minutos para aparecer na conta do destinatário.

Na maioria das situações, essa diferença não gera impacto significativo para os usuários, mas demonstra o nível de automação alcançado pelo sistema brasileiro.

Existe cobrança de taxas?

Pix

Para pessoas físicas, o Pix é gratuito na maior parte das operações.

Empresas podem pagar tarifas dependendo do banco e do tipo de serviço contratado.

Zelle

A cobrança depende da política de cada instituição financeira.

Apesar disso, pesquisas recentes indicam que a maioria dos bancos e cooperativas participantes não cobra taxas dos consumidores para utilizar o serviço.

É possível cancelar uma transferência?

Uma das dúvidas mais frequentes envolve a recuperação de valores enviados por engano.

Regras do Zelle

Segundo a plataforma, um pagamento só pode ser cancelado se o destinatário ainda não estiver cadastrado no sistema.

Caso o usuário já esteja registrado, o dinheiro é enviado diretamente para sua conta bancária e não pode ser cancelado.

Regras do Pix

No Brasil, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED), utilizado principalmente em casos de fraude, golpe ou crime financeiro.

Entretanto, o ressarcimento não é automático.

A recuperação dos recursos depende de fatores como:

  • Análise da ocorrência;
  • Existência de saldo disponível na conta receptora;
  • Participação de outras instituições envolvidas.

Para transferências realizadas por engano, o Banco Central orienta que o usuário entre em contato com a instituição financeira para tentar a devolução.

Além disso, o Pix conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver o valor diretamente pelo aplicativo do banco.

Pix pode ser usado internacionalmente?

Pix
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Atualmente, tanto o Pix quanto o Zelle possuem foco em operações domésticas.

Embora o Banco Central esteja estudando mecanismos que permitam pagamentos internacionais utilizando a estrutura do Pix, a ferramenta ainda opera apenas entre contas nacionais.

O mesmo ocorre com o Zelle, que continua restrito ao sistema financeiro americano.

Conclusão

Embora Pix e Zelle tenham o mesmo objetivo de facilitar transferências digitais, os dois sistemas seguem modelos bastante distintos. O Pix é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e amplamente integrada ao sistema financeiro brasileiro, enquanto o Zelle funciona como uma rede privada mantida por grandes bancos dos Estados Unidos. A abrangência de uso, a integração com instituições financeiras e as funcionalidades adicionais fazem do Pix uma ferramenta mais versátil para o dia a dia dos usuários brasileiros.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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