Em um cenário econômico que exige cautela, o reajuste de aluguéis no Brasil tem se tornado um dos temas mais debatidos, especialmente com o anúncio do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que registrou uma variação acumulada de 6,54% nos últimos 12 meses.
Preços dos aluguéis terão impactos de 6,54% é o motivo surpreende a todos!
Descubra o impacto do reajuste do IGP-M de 6,54% nos preços dos aluguéis. O que esperar para 2025? Saiba como isso afeta os contratos.
Essa alta está prevista para impactar diretamente os contratos de aluguel que vencerão no mês de janeiro de 2025. Entenda como essa variação influencia os preços dos aluguéis, os ajustes nos contratos e o que você pode esperar para os próximos meses.
O Que é o IGP-M e Como Ele Afeta os Aluguéis

O IGP-M é um dos principais indicadores usados para o reajuste de aluguéis no Brasil. Criado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice reflete a variação de preços no mercado, abrangendo desde bens e serviços a matérias-primas essenciais na produção agrícola, industrial e na construção civil. Este indicador é amplamente utilizado em contratos de locação, influenciando os valores pagos por inquilinos e sendo uma referência para reajustes anuais.
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Porém, o impacto do IGP-M vai além dos contratos de locação. Esse índice reflete o custo de produção e distribuição de uma ampla gama de produtos e serviços, tornando-se uma medida de inflação muito mais abrangente do que o índice oficial.
O Impacto do Reajuste de 6,54% no Mercado de Aluguéis
Com o IGP-M acumulando uma alta de 6,54% nos últimos 12 meses, o mercado de aluguéis se prepara para um reajuste significativo nos contratos de locação que vencerão em janeiro de 2025. A alta do índice em dezembro, que ficou em 0,94%, confirma que os preços dos aluguéis devem sofrer aumentos que superam a inflação geral do país, com impacto direto nos inquilinos.
Como o Reajuste Afeta os Inquilinos
Para os inquilinos, esse reajuste pode representar uma pressão financeira adicional, já que os valores do aluguel podem aumentar significativamente, especialmente quando comparados com a inflação oficial, que está em patamares bem mais baixos. Em comparação, a variação do IGP-M é devida a uma série de fatores que influenciam a economia de maneira mais ampla.
O Reajuste de Janeiro de 2025
Os contratos de aluguel com aniversário de vencimento em janeiro de 2025 deverão refletir esse aumento acumulado de 6,54%. Em outras palavras, os inquilinos desses contratos enfrentarão um aumento significativo nos valores pagos. Além disso, essa variação é proporcional ao período de reajuste acordado nas cláusulas contratuais, sendo uma tendência que vem se repetindo ao longo dos últimos anos.
O IGP-M x IPCA: Diferenças Importantes
Embora o IGP-M seja amplamente utilizado para o reajuste de aluguéis, vale destacar que, nos últimos tempos, muitos contratos passaram a adotar o IPCA como base para reajustes. O IPCA, considerado a inflação oficial do país, mede a variação de preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pelas famílias brasileiras.
A Adaptação dos Contratos Pós-Pandemia
A pandemia de Covid-19 alterou significativamente os hábitos de consumo e as condições econômicas do Brasil, o que levou muitos locadores e inquilinos a renegociar os termos dos contratos. Hoje, uma parcela considerável dos novos contratos de locação utiliza o IPCA em vez do IGP-M, proporcionando um reajuste mais condizente com a inflação de consumo.
No entanto, os contratos antigos, que ainda seguem o IGP-M, continuarão a sofrer reajustes com base nesse índice, o que representa um aumento considerável quando comparado ao IPCA.
O Que Esperar para os Próximos Meses?
Com o reajuste do IGP-M se tornando uma realidade para boa parte dos contratos de aluguel, é fundamental que locadores e inquilinos estejam atentos às condições dos seus contratos. A alta do índice de 6,54% pode gerar impactos diferentes dependendo do tipo de contrato e do comportamento do mercado nos próximos meses.
Reajuste de Aluguel em 2025: Expectativas
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O ano de 2025 promete continuar a pressão sobre os preços de aluguéis, com uma expectativa de que o IGP-M siga com suas variações. Caso o índice continue a acumular altas, os contratos que utilizam o IGP-M como base poderão apresentar aumentos ainda mais elevados. Portanto, locatários e proprietários devem se preparar para o cenário de reajustes contínuos.
O Que Influencia o IGP-M?
Diversos fatores econômicos podem influenciar a variação do IGP-M. Entre os principais, destacam-se:
- Preços das matérias-primas: O IGP-M leva em consideração os preços de produtos e matérias-primas essenciais, como alimentos e combustíveis. Qualquer variação significativa nesses itens pode ter um impacto direto no índice.
- Taxa de câmbio: O valor do dólar também influencia o IGP-M, especialmente porque muitos insumos e matérias-primas são importados.
- Custo da construção: A variação nos custos da construção civil também impacta o IGP-M, dado que o indicador mede a inflação de matérias-primas relacionadas à construção.
Como o IGP-M Afeta os Proprietários de Imóveis

Para os proprietários de imóveis, o reajuste do IGP-M pode ser uma oportunidade de aumentar os rendimentos com os aluguéis, especialmente quando a inflação oficial está baixa. No entanto, é importante que os locadores estejam atentos à capacidade de pagamento dos inquilinos, para evitar a vacância dos imóveis, que ocorre quando os inquilinos não conseguem arcar com o aumento do aluguel.
Considerações Finais
O reajuste de 6,54% do IGP-M, somado à variação de 0,94% registrada em dezembro, é uma sinalização de que o mercado de aluguéis continuará pressionado nos próximos meses. O aumento nos aluguéis pode afetar tanto inquilinos quanto proprietários, sendo essencial que ambas as partes estejam cientes dos impactos do índice. O cenário exige planejamento e negociação para garantir que o reajuste seja sustentável para todos os envolvidos.
Com o IGP-M dominando o cenário de reajustes para 2025, a expectativa é de que a pressão sobre os preços dos aluguéis persista. Contudo, as alternativas, como o IPCA, podem ser uma saída para contratos que busquem um reajuste mais condizente com a inflação do consumo.
