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Presidente do BC será convocado por Lula para explicar juros altos

Avatar de Beatriz Capirazi Beatriz Capirazi · · · 2 min de leitura
imagem do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, discursando em microfone

Após trocarem farpas ao longo das últimas semanas sobre as taxas de inflação e a Selic, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, pode ser convocado pela cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) para explicar a política monetária adotada pela instituição.

Para a mídia especializada, a ação é vista como mais uma tentativa do presidente de pressionar o órgão regulador para reduzir a Selic, considerada a taxa básica de juros do país.

Atualmente, ela está em 13,75% e desde meados do ano passado tem sido mantida neste mesmo patamar — sem previsão de redução.

Ainda não confirmado que Campos Neto irá se explicar. No entanto, nesta segunda-feira (13), Campos Neto deu a entender que se esforçará para manter uma boa relação com o governo ao participar do programa ‘Roda Viva’, da TV Cultura.

Entenda as reclamações sobre a gestão de Campos Neto

Nas últimas semanas, Lula entrou em uma polêmica ao criticar a postura adotada pelo Banco Central. Além de reclamar do fato de não poder indicar um nome de sua confiança para a presidência do órgão, ele insiste que a política monetária deveria diferir da atual.

Para Lula e diversos economistas, a Selic deveria cair para que a economia volte a se desenvolver no Brasil. No entanto, Campos Neto insiste em manter a taxa em 13,75% para conter os avanços da inflação — que continua em altos patamares. 

A relação teria ficado ainda mais estremecida depois que vazou a informação de que o presidente faria parte de um grupo de WhatsApp de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL).

A cúpula do PT já deu a entender que pretende alterar a autonomia do BC, no entanto, diversos deputados já deram a entender que não haverá apoio no Congresso para tal mudança. 

Polêmica de Lula com o Banco Central

Além das questões relacionadas ao BC, Lula ainda causou polêmica ao afirmar que o Brasil não deveria ceder a pressão do mercado e deveria adotar uma narrativa diferente da deles. 

Ainda em um de seus discursos recentes, o presidente afirmou que sente que as pessoas querem que ele peça autorização para governar, destacando que não fará isso e que as pessoas o elegeram sabendo da política feita por ele.

Imagem: José Cruz/Agência Brasil

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