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Qual ex-presidente do Brasil mais gastou no cartão corporativo?

Confira a análise dos gastos com cartão corporativo de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro e veja quem teve as maiores despesas!

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
imagem dos presidentes Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro em comparação dos gastos no cartão corporativo

Após a divulgação feita pela Controladoria Geral da União (CGU) a respeito dos gastos no cartão corporativo do ex-presidente Bolsonaro (PL), a polêmica sobre os valores de despesas dos outros ex-presidentes voltou à pauta.

Isso porque apoiadores do presidente Lula (PT) e de Bolsonaro começaram a comparar os gastos de ambos à frente da presidência do Brasil.

De acordo com a apuração feita pela BBC News, o atual presidente tem o maior gasto dos 4 últimos avaliados (Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro), com média anual superior a R$ 111 milhões. Entenda a seguir os números levantados.

Lula teve o maior gasto no cartão corporativo em duas análises distintas

Primeiramente, é importante explicar que não apenas o presidente, como outros órgãos e ministérios, também fazem uso do chamado cartão corporativo. Contudo, a análise levou em conta dois critérios, ficando no topo a lista de gastos com o presidente Lula, em ambos os critérios.

Média anual de gastos do governo

  • Lula — cerca de R$ 111,6 milhões/ano;
  • Dilma — cerca de R$ 105,3 milhões/ano;
  • Bolsonaro — cerca de R$ 66,8 milhões/ano;
  • Temer — cerca de R$ 66 milhões/ano.

Média anual dos gastos apenas da presidência

  • Lula — cerca de R$ 13,6 milhões/ano;
  • Bolsonaro — cerca de R$ 11,2 milhões/ano;
  • Dilma — cerca de R$ 10,1 milhões/ano;
  • Temer — cerca de R$ 6,3 milhões/ano.

Mas, afinal, como funciona o cartão corporativo e qual o motivo da polêmica?

Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o cartão corporativo tornou-se a principal forma de controle das despesas do Governo Federal. Em resumo, ele serve para o pagamento pontual de despesas que não necessitam de licitação.

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Os decretos 5.355/2005 e 93.872/1986 determinam que seus gastos podem contemplar 3 situações:

  • despesas eventuais que exigem pronto pagamento;
  • despesas de caráter sigiloso que se classifiquem conforme lei;
  • despesas recorrentes de pequeno valor, dentro do limite estabelecido em portaria pelo Ministério da Fazenda.

Por fim, o motivo que trouxe à tona o assunto do gasto de ex-presidentes com o cartão corporativo foi a quebra do sigilo de Bolsonaro sobre os seus gastos, que apresentou inconsistências e geraram suspeitas quanto ao uso dos cartões.

Imagem: Rubens Sprich – Agência Brasil

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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