O Banco Central da Argentina está quase falindo depois das medidas que tomou para segurar a desvalorização do peso argentino frente ao dólar americano. O país vizinho está passando por uma forte crise econômica combinada com uma das maiores secas da história.
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Atualmente, os órgãos econômicos da Argentina precisam lidar com uma inflação que passa dos três dígitos. Em abril, ela alcançou o maior índice em 34 anos e fechou o mês em 109%, um aumento de 8,4% (maior do que a inflação anual do Brasil) entre março e abril.
Além disso, o país está passando por uma forte seca, que vai comprometer a produção agrícola argentina. Consequentemente, as exportações vão diminuir, assim como a entrada de moeda forte (dólar) na economia.
Banco Central está quase falindo sem suas reservas financeiras
Com o crescimento descontrolado da inflação e os prejuízos da seca, a moeda argentina está passando por uma desvalorização em relação ao dólar. Por exemplo, no final de abril, 1 dólar americano chegou a valer 500 pesos argentinos.
Para tentar controlar a desvalorização do peso, o Banco Central da Argentina começou a injetar dólares no mercado argentino para tentar segurar o aumento do dólar. Assim, o órgão usou toda a sua reserva líquida internacional (US$ 1 bilhão).
Agora, o Banco Central conta apenas com reservas em dólares com menor liquidez, o que dificulta o seu uso, como o montante em ouro, acordos de compensação com outros países e os dólares que os argentinos guardam nos bancos.
FMI pode ajudar a controlar a inflação na Argentina
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Com o Banco Central quase falindo, aumenta a pressão sobre as taxas de câmbio, o que eleva a inflação e desvaloriza a moeda nacional. Diante desse círculo vicioso, a situação argentina não tem previsão de melhora, a não ser que o Fundo Monetário Internacional (FMI) faça um novo empréstimo.
Nos últimos anos, o FMI fez empréstimos à Argentina com o objetivo de ajudar a controlar a crise econômica do país. Novamente, o governo recorre ao fundo para conseguir mais dólares para impedir a ruptura completa da economia.
Imagem: Visuals6x / Shutterstock.com
